sábado, 8 de setembro de 2012

Análise: Castlevania - Circle of The Moon











O Clã Belmont ataca pela primeira vez no Game Boy Advance.




Com a chegada do tão esperando Game Boy Advance, muitas produtoras resolveram trazer suas clássicas franquias para a telinha do portátil, Castlevania foi uma dessas franquias. O primeiro jogo da série a aparecer no portátil foi Circle of the Moon, que assimila o conceito metroidvania de Symphony of the Night em um excelente jogo de aventura e ação; e todos queriam ver a formula do clássico do Playstation mais uma vez. Havia muito tempo que não víamos um jogo tão desafiador na série. COTM trás um membro do clã Belmont para explorar o castelo, dando ainda mais diversão ao título. Mesmo que não seja livre de falhas, Circle of The Moon mostra que Castlevania ainda é mestre em unir ação e exploração de forma equilibrada e bela.

História.






Circle of The Moon acontece no ano de 1830. Camilla, sobrinha e serva fiel do conde, trás o vampiro de volta a vida; sendo a ocasião perfeita para atrair o velho caçador, Morris Badwin, seu filho, Hugh Baldwin, e seu discípulo, Nathan Graves. O conde não está com seus poderes ao máximo e precisa sacrificar Morris em um ritual de magia negra. Separados de seu mestre, Nathan e Hugh precisam unir forças para salvar o velho Belmont. O problema é que Hugh e Nathan eram rivais de treinamento, e no final, Nathan foi o caçador coroado com o lendário chicote da família. Hugh sai em busca de seu pai sozinho, a fim de provar que ele é o merecedor da arma lendária. Nathan então terá de prosseguir sozinho em busca do mestre e impedir que ele seja assassinado no ritual do circulo da lua.

Parte técnica.

COTM não foi o jogo que melhor mostrou o poder do GBA no seu inicio de vida, mas o trabalho de arte aplicado no jogo foi soberbo. Os cenários são sombrios e repletos de detalhes caóticos. Nathan se aventura em todas as conhecidas áreas do castelo: capela, salão principal, torre do relógio e etc. Cada área utiliza detalhes bem particulares, com destaques para a Observation Tower, que apresenta uma espécie de teatro em seu maior salão.

O jogo ainda apresenta singelos e belos efeitos de água, fogo, nuvens e etc. Mesmo sendo efeitos simples acabam impressionando pelo simples fato de serem reproduzidos em um console portátil. O design dos inimigos também segue esse mesmo padrão de simplicidade, mas a atenção vai pra animação bem trabalhada de cada personagem, desde o protagonista, aos inimigos de fase: A maioria velhos conhecidos de jogos passados. Os chefes em sua maioria são grandes, alguns até tomam toda a tela. Os dragões zumbis surpreendem por trazer nuances interessantes de cortes e sangramento pelo seu corpo. O resultado é um jogo bastante bizarro. Se há um ponto ruim nos gráficos é que ficaram extremamente escuros na tela do GBA, sendo que o jogador precisa  ter uma lâmpada bem em cima da tela para ter uma boa visibilidade do jogo.


A parte sonora também está ótima. O novo chip de som do GBA consegue reproduzir sons a nível de um Super Nintendo, sem esforço algum. Os sons estão ótimos e claros, com chicotes cortando o vento, monstros que gritam e fazem ruídos estranhos, passos que ecoam pelo ambiente, sons de magias e explosões... Enfim, a variedade é grande e enche os ouvidos do jogador.

Já a trilha sonora é um verdadeiro Great Hits da saga Castlevania, presenteando os fãs mais antigos com as canções mais belas que já foram compostas para a a franquia. Há poucas músicas originais feitas para o jogo, como a canção da fase Catacomb, mas que também se destacam, principalmente por causa da qualidade rica e empolgante. É realmente comovente escutar clássicos vindos dos velhos jogos da série em uma roupagem mais moderna.

Jogabilidade.

O ponto alto de Circle of The Moon é sua jogabilidade dinâmica e divertida. Seguindo o exemplo de SOTN, Nathan precisa ganhar novos poderes e habilidades para chegar à novas áreas. Mas o jovem Belmont não é tão poderoso quanto Alucard, por isso, é necessária muita ralação para explorar o lugar. Os primeiros momentos do jogo são tensos devido a lentidão com que Nathan se move, mas basta adquirir a primeira Relic, e com dois toques no direcional, o caçador correrá e deixará o jogo mais divertido. Praticamente todas as áreas possuem um chefe, e ao vencer cada um, o jogador conquista uma nova Relic, liberando habilidades como pulo duplo, empurrar caixas, quebrar blocos de pedra e etc. Há uma boa variedade de habilidades para ganhar e todas são usadas de modo bem criativo ao dos desafios que o jogo propõem.





Os combates seguem a linha dos jogos passados. A principal arma de Nathan é o chicote do Clã Belmont, podendo também coletar as sub-armas: punhal, machado, cruz, relógio e água benta. Além dessas armas, há os cartões de atributo e cartões de ação, ao todo serão 12 de cada. Combinando um cartão de atributo a um cartão de ação é possível criar novos poderes no chicote, desde o conhecido chicote de fogo a efeitos mais robustos, como criar tempestades de gelo, envenenar inimigos, atirar pedras e transformar o chicote em espada. Haverá ao todo 80 combinações de magias diferentes para usar. As cartas são encontradas com inimigos específicos. Quanto maior os pontos de LCK, mais chances você terá de encontrar uma carta.

Assim como Alucard, Nathan Graves também acumula pontos de experiência para alcançar níveis de poder, semelhante a um RPG. É muito demorado aumentar o nível do caçador, mas necessário, pois os chefes possuem uma quantidade muito grande de HP, fazendo com que os combates se demorem às vezes por até 20 minutos, dependendo do nível que seu herói estiver. Devido ao combates, Circle of the Moon é um jogo realmente difícil, principalmente pela falta de itens de cura espalhados pelo castelo.

Para os mais aventureiros, ainda há uma série de segredos para descobrir no castelo. Serão portas trancadas, corredores escondidos, paredes falsas e etc. Tudo bem que não se compara ao número de segredos contidos em SOTN, que até hoje conserva jogadores dedicados a fazer a maior porcentagem possível no jogo, mas a quantidade de secretos é o suficiente para estender as partidas em Circle of the Moon. O game ainda possui extras que ficam disponíveis após terminar a campanha pela primeira vez. É possível jogar com um nível de dificuldade ainda mais elevado, sem o auxilio das cartas ou com maior facilidade para aumentar de níveis. Curiosamente, não há uma opção extra para jogar com Hugh Baldwin, algo que com certeza seria interessante.

Conclusão.



Castlevania Circle of the Moon não teve uma qualidade tão apurada quanto os demais jogos lançados junto com ele para GBA. No entanto, foi sem duvida um dos melhores dentre os primeiros lançamentos do portátil, graças a uma jogabilidade simples, divertida e uma mecânica de jogo variada. Este não é um jogo indicado para os casuais, dado o alto nível de dificuldade em alguns combates. Mesmo mostrando claras limitações, Circle of the Moon ainda é, sem sombra de duvidas, um excelente título da saga Castlevania e uma ótima opção da jogoteca do velho GBA.



Nota Final







Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.








4 comentários:

  1. Ae cara, show de bola a primeira analise, !! Sorte ae, e sucesso que voce mereçe nesse inicio de blog .. qualquer coisa ''Tamo Junto'

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  2. Oi, eu sou o dono do theclassicsgames.blogspot.com e já coloquei o seu site entre os parceiros. Abraçõs

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  3. esse castlevania e um dos melhores jogos de GBA e o melhor ea trilha sonora eu tenho o cartucho e sem duvida ele e otimo as musicas são incriveis

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  4. Esse jogo é muito bom, só quem zerou sabe a sensação boa de matar aquele maldito Drácula que, sem dúvidas, é um dos mais difíceis da franquia. Bela resenha.

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