sábado, 27 de outubro de 2012

Análise: Donkey Kong Country













E a macacada faz a festa no Super Nintendo!




A primeira aparição de Donkey Kong foi como vilão em um jogo do atari, onde o objetivo era salvar a princesa raptada pelo gorila gigante. Mas não é deste game que vamos tratar aqui, afinal, neste primeiro jogo ele era um vilão. Então, vamos para 1994, ano em que a Nintendo firmou sua parceria com a Rareware para trazer ao mundo uma nova aventura do gorilão. Donkey Kong Country deu início a uma divertida trilogia que conta as aventuras da família Kong.



Donkey Kong Country impressionou a todos com tantas coisas novas para a época. Sem dúvida foi um dos títulos mais queridos do Super Nintendo, afinal, muitos passaram boas horas para superar a infernal fase do carrinho no trilho de mina, ou, procurando todas as salas de bônus para completar 101% do game.

Enredo.

A história do jogo se passa na ilha Donkey Kong. Um crocodilo chamado King K. Roll deseja conquistar a ilha DK. Porém, a ilha tem um protetor, o gorila Donkey Kong. Para conseguir dominar a ilha, K.Roll rouba todas as bananas de Donkey, que fica furioso. Então o gorilão vai atrás de seu precioso tesouro junto com o seu melhor amigo, Diddy Kong, que irá acompanhar o gorilão pelos 6 mundos da ilha, até chegar ao navio de K. Roll.


Dupla nem tão perfeita.

O jogador possui dois personagens sob seu comando, Donkey e Diddy Kong. Ambos são controlados ao mesmo tempo, bastando apertar o botão A ou Select para mudar de um para outro. Mas fica um pouco na cara que a Rare não soube explorar o uso dos dois macacos de um jeito mais dinâmico durante o jogo, uma vez que o macaco que fica em segundo plano apenas segue o outro; ou seja, não atrapalha, mas também não ajuda em nada. Quando o personagem da frente é atingido por algum inimigo passamos a controlar o macaco secundário automaticamente.


Além de poder pular em cima dos inimigos, os macacos também poderão rolar para os destruir. Durante as fases os macacos usam variados tipos de barris. Os barris comuns podem destruir qualquer criatura que estiver em seu caminho. Barris de aço vão destruindo um ou mais inimigos que estiveram no caminho. O barris TNT pode explodir tudo que estiver ao seu redor. Barris DK servem para quando um dos macacos for perdido em ação, quebrando o barril DK você volta a ter os dois macacos na tela, e finalmente, os barris de continuação, quando quebrados permitem o jogador começa a fase a partir desse barril.

Bônus e salas secretas

Em quase todos os estágios há salas de bônus para achar. As salas geralmente estarão escondidas em paredes falsas que devem ser detonadas, ou em barris que estarão muito bem escondidos, alguns deles podem até estar em um buraco que você pode jurar que vai perder uma vida se cair nele. Além dessas salas comuns, existem quatro fases de bônus especiais. Para acessar algum desses bônus especiais é necessário achar três animais de ouro (Rinoceronte, avestruz, peixe espada ou sapo). Nesses estágios pode-se acumular um bom número de vidas
  
Cavalaria animal


Nossa dupla de heróis primatas não estará sozinha nessa aventura. Durante todo o jogo eles podem contar com a ajuda dos animais de transporte, eles são: rinoceronte, avestruz, peixe espada, sapo e papagaio (este ultimo com uma lanterna). Com o rinoceronte pode-se destruir qualquer tipo de inimigo que estiver no seu caminho, mas ele fica vulnerável a ataques a distância. Com o avestruz, os macacos podem planar por alguns segundo, mas basta um toque de um inimigo chato para perder o avestruz. Com o sapo os macacos podem dar pulos mais altos. O peixe espada deixa as fases aquáticas muito mais fáceis, pois o peixe é a única maneira de se defender das criaturas marinhas. O papagaio se faz presente em apenas uma fase, onde ele usa uma lanterna para iluminar o seu caminho em uma caverna escura.

Parte Técnica

Donkey Kong Country chama atenção nesse quesito. Este é o primeiro game a trazer uma grande revolução técnica a um console de 16 bits, usando uma engine gráfica com efeitos em terceira dimensão. Todos os cenários são ricos em detalhes. A segunda fase do jogo, por exemplo, trás efeitos de chuva e trovões que ficaram impressionantes. Outra fase que merece destaque é a caverna de gelo, que ficou muito bonita com seus efeitos de brilho no fundo de tela. Os ambientes são bem diversificados, com cavernas, florestas, fases de baixo d´ água, fabricas e etc. A temática do jogo é visivelmente tropical.



Os personagens também são ótimos. Donkey Kong usa uma gravata vermelha e Diddy um colete e boné, ambos vermelhos. Os movimentos são impecáveis, com uma leveza fora do comum pra épca. Os inimigos também estão ótimos: Serão jacarés, ratos, e outros animais a serviço do malvado K.Roll.


Os efeitos sonoros são de primeira: Há explosões, barris quebrando, o som dos inimigos quando derrotados, o som que os macacos fazem e até o som de baque que é feito quando se pula de um lugar alto. Ainda existem sons de ambiente, por exemplo, em uma fase dentro de uma caverna, as vozes dos macacos e dos inimigos vão soar com um leve eco. Nas fases de chuva ou de neve, é possível ouvir o som da tempestade, e se você jogar um barril de ferro na neve o som será mais abafado. A Rare cuidou bem da parte sonora do jogo.


A trilha sonora é das mais belas já feitas para um jogo da era 16 bits. Nas fases da floresta o tema é mais tropical; dentro das cavernas, mais tenso. A música do combate contra chefes são mais rápidas. A trilha de DKC perde apenas para a trilha de seu sucessor, Donkey Kong Country 2: Diddy´s Kong Quest. Da vontade de deixar o jogo parado só pra curtir as músicas das fases. Um trabalho excelente feito pela Rare.

Os mundos e a família Kong

Donkey Kong Country consiste em seis mundos, em que cada um terá um número de fases a serem percorridas. Em cada um dos mundos você encontra um ponto para salvar seu jogo com a bela Candy Kong (Namorada de Donkey Kong; um ponto para pedir conselhos ao velho Cranky Kong (O pai de Donkey Kong) e o parceiro Funk Kong, que lhe permite usar um avião para viajar para mundos em que você já esteve. Para ganhar vidas extras existem várias maneiras. A mais simples delas é coletar 100 das bananas espalhadas pelo caminho, a cada 100 babanas juntadas o jogo premiará com uma vida. Outra maneira de se ganhar vidas é formando a palavra KONG nas fases.


A dificuldade é mediana. Algumas fases são bem fáceis, outras são osso duro de roer. É preciso ter uma grande paciência para passar de níveis como a fábrica em que a luz acende e apaga a cada segundo e a já citada fase onde os macacos atravessam uma pista de mina com um carrinho. Os chefes são bem fáceis e mesmo a batalha final não será tão difícil, uma vez que em todos os chefes basta decorar os movimentos de e encontrar a hora certa de atacar.

Conclusão

Donkey Kong Country é um excelente jogo, um ótimo início para uma trilogia de sucesso da Rareware. O sucesso foi tão grande que a Nintendo deu a opção para os gamers comprarem o seu Super Nintendo com Super Mário World ou Donkey Kong Country. Para quem viveu a época dos 16 bits e jogou Donkey Kong Country, com certeza terá neste game ótimas lembranças.



Notal Final






Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.









2 comentários:

  1. Donkey Kong, e o pai do Mario não gostou do estilo desse jogo. Jogão obrigatório pra qualquer "gamer" auto-proclamado. A fase dos cristais é a mais linda de todas. Parabéns pela análise =D

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  2. Tem tambem um site de wiki do Donkey Kong em portugues chamado "pt.donkey-kong.wikia.com". Aqui neste site contem todas as biografia dos mundos, personagens e etc.

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