sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Análise: Killer Instinct






UM DINOSSAURO E UM ESQUELETO EM UM GAME DE LUTA FAZ TODO O SENTIDO!




Street Fighter e Mortal Kombat não foram os únicos bons jogos de que fizeram a cabeça da galera. Em 1994, a Rareware mais uma vez encantou a todos com um excelente jogo, mas desta vezm do melhor estilo pancadaria. Killer Instinct foi lançado em 1994 para os fliperamas, em 1995 ganhou uma versão para o Super Nintendo. 

Killer Instinct marcou por ser um jogo que, ao mesmo tempo que usava alguns elementos de Mortal Kombat, trazia uma beleza em termos gráficos nunca vista antes em jogos de luta. Curiosamente, o cartucho de Killer Instinct era totalmente preto. Por esse motivo, era difícil alguém chamar este clássico da pancadaria pelo seu próprio nome, Killer Instinct. Mas sim, como costumavam dizer: Ei, vamos jogar uma partida de “Fita Preta”, e foi exatamente assim que o jogo ficou conhecido pelos seus fãs.

Enredo.



Em um passado distante, uma guerra acontecia no mundo entre dois Deuses titânicos que se enfrentavam pelo domínio da Terra. Cansados desta guerra, um grupo de jovens guerreiros, decidiu selar os dois Deuses em um limbo e a paz reinou durante muitos anos.

Agora, em um futuro não muito distante do nosso, o mundo vive em um estado caótico. Não existe mais ordem, e as grandes super potências industriais lutam pelo controle do mundo.

Entre essas potências existe a Ultratech, que ao contrário da outras, não entra no conflito direto. Em vez disso, vende armamentos para as outras empresas se destruírem. Além disso, a Ultratech domina o mundo através de um mega evento televisivo intitulado Killer Instinct: Um torneio de luta onde o prêmio para o vencedor é tudo que este quiser. Os perdedores devem sofrer cruelmente nas mãos da Ultratech, ou seja, mais que fama, fortuna ou o destino do mundo, o prêmio do torneio é um objetivo de vida que cada um dos participantes tem em mente. Mas claro, ninguém contava que a Ultratech guardaria uma “bela” surpresa aos combatentes que entrassem para a nova edição do torneio. Eles libertam do Limbo um dos Deuses selados no passado. O próximo Killer Instinct promete ser diferente de todos os outros!

Supreme Victory

O game reúne um time de lutadores que você nunca vai ver em nenhum Pride da televisão paga. Representando a turma dos “humanos”, temos Jago: O Monge, B.Orchid: uma agente secreta, Thunder: O índio e o boxeador Combor.



Do lado dos mutantes, Cinder (Lembra o Tocha Humana, do Quarteto Fantástico) e Sabrewolf, um homem que sofre uma rara doença que o transforma em lobisomem. Temos também seres bizarros como Riptor, um dinossauro que foi revivido pela Ultratech com inteligência humana; Spinal, que é o esqueleto de um antigo guerreiro ancestral, Glaucios, o alienígena que caiu na Terra por acidente e é aprisionado pela Ultratech,  forçado a lutar no torneio para provar que é inferior aos humanos. Fulgore é o protótipo de um robô criado pela Ultratech, que entra no torneio para ser testado, e é claro, Eyedol, o Deus que foi libertado do Limbo. 

É inegável o fato que Killer Instinct foi inspirado pelo jogo Mortal Kombat. Muitos dos elementos do clássico da Midway encontram-se neste game. O jogador terá nove lutadores a sua disposição, tendo de  percorrer uma torre de adversários até chegar ao inimigo final. Mas claro, antes vai ser preciso tomar e dar muita porrada, até enfrentar o monstrengo final e fechar o jogo.

As lutas em si são bem legais. Neste game a coisa não consiste só em dar socos, rasteiras e magias. Temos aqui um ótimo sistema de combos, em que cada personagem tem suas magias e movimentos especiais característicos. Os combos são classificados de acordo com o número de golpes. Sequências com 4 hits são classificadas como Máster Combo, 8 hits formam um Answer Combo, e existem também combos feitos com mais de 15 hits, e quem conseguir essa monstruosidade, finaliza a luta na hora, o famoso Ultra Combo. Acho que somente os mais viciados conseguem executá-lo.

Algo curioso nesse jogo é que os Rounds funcionam de forma diferente. Geralmente, ao fim de um primeiro Round, o segundo começa do zero. Mas em KI, ao fim do round, a luta continua diretamente de onde parou! Aquele que continuo vivo ao fim do primeiro Round. fica com a barra de energia do mesmo jeito, deixando as lutas mais desafiadoras.



Parte Técnica.

Os gráficos deste jogo são incríveis. Um efeito interessante que vale destacar é o da sombra. Enquanto outros jogos de luta mostravam uma imagem que lembram muito um coração como sombra no chão, em Killer Instinct, os personagens realmente têm uma sombra, que se move de acordo com os movimentos dos personagens. Este efeito pode parecer bem idiota hoje, mas em 1994, esses eram detalhes que impressionavam a qualquer um. 

Os cenários são muito bem construídos e detalhados. Cada lutador tem um tema diferente em sua arena de luta. O de B.Orchid, por exemplo, é em cima de um prédio no centro da cidade, e no telão ao fundo, é possível ver o símbolo da Rare ou o título do jogo. Há belos detalhes como nuvens se movendo ao fundo, luzes de prédios, lareiras e até gotas de sangue ao chão. Os personagens são muito bem desenhados e com belas animações. O que mais se pode querer de um jogo feito pela mesma empresa que fez Donkey Kong Country? Não se podia esperar outra coisa!


Os efeitos sonoros são incríveis. Cada personagem tem sua voz própria. Riptor tem um rugido de dinossauro muito bem elaborado, Sabrewolf faz um choro de cachorro quando está apanhando, que também caiu muito bem. A narração das lutas, os sons de golpes e magias, tudo ficou no ponto!

As músicas são um show. Mais uma vez a Rare nos presenteia com uma bela trilha sonora em seus jogos. A música tema do jogo certamente ficou na memória e no coração dos nostálgicos até hoje. Cada música tem uma intensidade e clima perfeitos para um game de luta. Quando o combate chega ao momento de finalização, a música muda e fica mais empolgante. Um trabalho perfeito. Uma curiosidade peculiar é que a musica da fase de Spinal serviu como música de um programa daqui de Manaus, chamado Canal Livre, e chegava a ser engraçado ouvir uma música de um game em um programa de tv!

Conclusão

Killer Instinct é um jogo com dificuldade mediana, os jogadores novatos com certeza vão tomar belas surras de personagens mais “patos” como Sabrewolf. Jogadores intermediários poderão se sair bem logo de início, e os mais acostumados com jogos deste estilo irão tirar de letra, sendo que o combate final é irritante de tão difícil que é.

Como todo jogo de luta que se preze, Killer Instinct tem o modo 2 Players, para que você possa dar porrada num amigo. Há também o modo Tournament, onde com apenas dois controles, é possível organizar torneios com um grupo de amigos e ver quem é o melhor lutador desse massacrante torneio.

Killer Instinct é um clássico que rivaliza, sem esforço, com Street Fighter e Mortal Kombat. Trazendo gráficos perfeitos, som de primeira e é claro, toda a diversão que se existe em jogar com um homem em chamas, um alien feito de gelo e um dinossauro, e ainda com a possibilidade de fazer torneiros com os amigos (quem já participou de um torneio destes nunca esquece). E de tempos em tempos você estará novamente tentando zerar este jogo, e de novo até que tenha terminado com todos os 9 lutadores.

Para quem jogou este clássico de luta da Rareware no auge de seu sucesso, com certeza a boa e velha Fita Preta marcou boas horas de porrada no Super Nintendo.



Nota Final





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.











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