sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Joguei e não recomendo: E.T – The Extra-Terrestrial




Tenho muita pena de quem ganhou esse jogo de presente no natal daquele ano!






A história que você vai ler a seguir é uma Creepypasta. Mas é preciso afirmar que está Creepy REALMENTE aconteceu, e ainda acontece até hoje. Se sente seguro? Tem coragem? Então vamos lá!

Tudo começou em 1982, quando o filme E.T – O Extraterrestre, chegou aos cinemas e arrecadou a bagatela de mais de 700 milhões de dólares em bilheteria. A partir daí a Atari teve a brilhante idéia de desenvolver um game baseado no filme. Os direitos do longa foram comprados por 25 milhões de dólares, com o objetivo do game alavancar as vendas do Atari durante o natal de 1982. Quando o game chegou ao mercado a Atari teve um choque! Ninguém... Absolutamente NINGUÉM gostou do jogo, pois nenhum ser humano racional conseguiu entender o real objetivo do jogo. O resultado foi um prejuízo não só milionário, como também a derrota do Atari 2600 no mercado, em 1983. Mais de 5 milhões de cartuchos ficaram esquecidos nas prateleiras.

Uma maldição cai sobre o mundo dos games.

Temos plena certeza que você já ouviu falar sobre esses 50 milhões de cartuchos que a Atari mandou enterrar, certo? Você também tem certeza que todos foram encalhados no Novo México, certo? Nessa parte você se enganou! Após uma meticulosa e perigosa pesquisa realizada pela equipa da Save Point (pesquisas que incluem muitas seções de jogo do copo em cemitérios), descobrimos os cartuchos foram  divididos e enterrados por várias partes do globo. Agora você nos pergunta: qual motivo dessa providência? Nós temos a resposta!

Deprimidos com o fracasso de E.T, os executivos da Atari se reuniram num macabro ritual. Os cartuchos foram enterrados em cinco regiões diferentes. O objetivo é simples. Enquanto todos os cartuchos não forem descobertos e queimados com fogo virgem, todos os games baseados em grandes produções do cinema estão fadados ao fracasso. Ai você começa a entender por que tantos jogos feitos com base em grandes produções acabam esquecidos no mundo. Como falamos, trata-se de uma Creepypasta real!

Não recomendo MESMO!

Qualquer ser humano que tenha um pouco de bom senso no coração só joga E.T uma vez na vida, e isso se não o conhecer (Eu ainda joguei duas vezes). Até antes de escrever esse artigo eu não tinha ideia do objetivo deste conjunto de pixels programados que chamam de jogo. Mas ao pesquisar no Google, eu descobri que devemos ajudar o pobre E.T a encontrar as partes da sua nave e voltar para casa. Até ai tudo bem! Mas ai você inicia o game e pensa: Que p#@$ é essa?

O problema é que o jogo não nos dá à menor pista ou referência de que a sua missão é encontrar pedaços de uma nave. Pra tentar entender melhor como jogo é, vou contar a vocês o que exatamente eu vi na tela da minha televisão. O jogo começa com o alien surgindo na terra. Ai comecei a controlar o E.T (o boneco tem um design bem interessante para um jogo de Atari, diga-se de passagem) em algo que parece um campo verde. Dei alguns passos e vi meu personagem caindo em um buraco. Bastou apertar um botão para sair do abismo e continuar caminhando em busca de sabe-se lá o que (eu não conhecia o objetivo de procurar os pedaços da nave). Na tela seguinte tinha mais fundo verde, só que sem buracos para cair. Então, de repente, um homem com um casaco e chapéu cinza apareceu, pegou o E.T e o levou para algo que não sei dizer se é uma prisão ou um prédio do governo. Achei que havia dado game over, mas aí vi que mesmo ”preso” o protagonista podia sair normalmente de seu cativeiro. Continuei por mais uns 15 a 30 minutos tentando compreender o objetivo, mas decidi jogar Seaquest, que é infinitamente mais interessante.

Do que diz respeito à parte técnica, o design de E.T era bem interessante, os cenários possuíam mais cores de fundo do que a maioria dos jogos do Atari 2600. A resposta dos comandos também não é ruim, durante o tempo que joguei só tive dificuldades na hora de tirar o E.T do abismo em que ele caiu. Após descobrir o objetivo do jogo voltei a tentar a sorte e jogá-lo novamente. Mas adivinhem: Não vi nenhum sinal de pedaços de nave nas telas. Foi a mesma rotina de caminhar por ai e ser capturado pela MIB (nem de preto os caras se vestem).

E.T – The Extra-Terrestrial teve idéias legais durante sua produção. Procurar por pedaços da nave seria algo revolucionário para os padrões do Atari, pena que o desenvolvimento da idéia foi um lixo. Mas isso aconteceu por burocracia. O tempo que levou negociar os direitos autorais da marca e o prazo de ser lançado até antes do natal fizeram com que o game fosse produzido de qualquer jeito. Ou seja, eis um produto mal feito no mercado. Hoje em dia acontece igual, mas de maneira pior. Pois um jogo baseado em filme precisa acompanhar o calor da mídia para vender, caso contrário, fica esquecido na prateleira, principalmente se o game em questão for baseado em um blockbustar de super herói. No mercado atual é ainda pior, pois há mais empresas brigando pelos direitos de um filme e quanto mais à tecnologia dos games avança, mais tempo de produção, dinheiro e mão de obra um título demanda.

E.T - The Extra-Terrestrial poderia ter sido um game muito melhor, visto a proposta inovadora para a época. Mas o que se vê é um jogo difícil de entender e de jogar. O resultado foram 50 milhões de cartuchos enterrados, criticas, vergonha e o fim de um dos consoles mais queridos do mundo, o Atari 2600. Se você já conseguiu encontrar os pedaços da nave da criatura, parabéns! Você foi mais desocupado que o ser humanos que vos escreve e ainda jogou isto duas vezes!





   









Escrito por: Lipe Vasconcelos.








Um comentário:

  1. Tem que ser muito competente pra fazer um jogo afundar um console.

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