quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Análise: The Legend of Zelda - A Link To The Past










A aventura épica do heroi lendário de Hyrule.





Zelda se tornou de cara um dos maiores clássicos da Nintendo. As aventuras de Link começaram a ser contadas ainda no Nintendo 8 bits, com The Legendo Of Zelda. O lançamento do segundo game da série, The Adventure of Link, obteve excelentes vendas, mas dividiu muito opiniões. A Nintendo chegou a iniciar o desenvolvimento de um terceiro Zelda para os 8 Bits da Nintendo. Porém, como o jogo iria ser algo muito avançado para o NES o projeto do jogo foi cancelado e voltou a ser trabalhado quando o Super Nintendo chegou ao mercado. Assim, os fãs puderam conhecer um dos melhores jogos da série: Legend Of Zelda: A Link to the Past, lançado em 1992. 

A LENDA DA TRIFOCE

No princípio, a terra de Hyruli era apenas um vasto infinito. Então, os três poderosos deuses vieram para dar forma ao infinito. O deus da coragem lançou o fogo para fazer as terras e montanhas; o deus da sabedoria fez os céus, mares e as criaturas para habitarem estas terras; o deus da força deu a vida inteligente para cuidar deste novo mundo. Nascia assim Hyrule, e os seus habitantes chamados de Hylias.

Antes de partir, os Deuses deixaram um símbolo de seu poder e formaram um imenso triângulo a partir de três pequenos triângulos, dando a este símbolo o nome de Triforce. Segundo as lendas, aquele que possuísse a Triforce, poderia pedir o que quisesse, e seu desejo seria realizado.


Durante anos, muitos procuraram pela Triforce, mas tudo que sabiam é que ela repousava num mundo que existia na sombra de Hyruli: Um mundo conhecido como a terra Dourada. Um dia, um ladrão especializado em magia negra conseguiu abrir o portal que levava até a terra dourada e encontrou a Triforce. Seu nome era Ganondorf (Ganon) e seu desejo foi o de possuir um mundo só para ele. Na tentativa de vencer Ganon, o rei de Hyrule ordenou que os setes sábios de Hyrule selassem o portal que leva até a terra Dourada. Para isso, foi forjada uma espada que somente um puro de coração poderia usar. Com isso, Ganon foi mandado para a terra dourada e o portal foi selado, para que o feiticeiro nunca mais deixasse o seu reino. E assim, a paz voltar para a terra de Hyrule.

Passam-se anos! A lenda da Triforce e da guerra que selou Ganon, na hoje chamada de Terra da Escuridão, ainda são contadas. Eis que surge Agahim, um feiticeiro que conquista o cargo de conselheiro chefe do rei. Tudo parecia bem, até que surgem boatos cada vez mais estranhos. Uns dizem que Agahim dominou o rei com a sua magia, outros que o selo dos sete sábios está sendo quebrado. Numa noite decisiva, o feiticeiro domina o castelo de Hyrule, e os descendentes vivos dos sete sábios desaparecem misteriosamente.

Nesta mesma madrugada, o jovem Link é despertado de seu sono pela jovem princesa Zelda. Ela pede ajuda, mas por que ele? O que está acontecendo? Por que o seu tio está saindo de cada no meio da noite com o escudo e a espada da família? Ninguém tem essa resposta. Mas sabe-se apenas de uma coisa, o destino da terra de Hyrule está nas mãos daquele jovem garoto.

RESGATANDO PINGENTES E PRINCESAS

Zelda é um RPG bem diferente dos demais, é um dos poucos do estilo ação/aventura. As batalhas em Zelda acontecem em tempo real. Aqui não existe a possibilidade de subir níveis. Em lugar disso, o jogador deve pegar itens que aumentam o poder de Link: Espadas, armaduras e escudos novos. É um sistema muito bom para aqueles que detestam combates por turnos, em que abre uma nova tela pra cada batalha que deve ser enfrentada.


O objetivo do jogo é passar por 12 calabouços e palácios. Nos três calabouços de Hyrule, Link coleta três pingentes. No mundo da escuridão, serão sete donzelas descendentes dos sete sábios. Elas foram aprisionadas em cristais que devem ser recuperados. Cada um dos pingentes e cristais estão dentro de palácios que precisam de muita paciência para serem resolvidos, enfrentando um mestre ao fim de cada busca. Na prática, a coisa não é tão simples assim.

Equipamento de herói








Como em todo bom RPG, você deve ficar um bom tempo andando por aí, descobrindo caminhos, mistérios e conversando com pessoas que nem sempre terão algo de valioso a dizer. Em Zelda, não é diferente. Em muitas situações será necessário possuir um item que pode estar com alguma pessoa, em algum lugar de Hyrule ou muito bem guardado em um palácio. Cada dungeon contém um item valioso que será usado pelo resto jogo. Em outros, é preciso bater muita perna ou cumprir alguma tarefa para consegui-lo. Por exemplo, se você quiser melhorar a espada para o nível três, então terá que se aventurar pelo Mundo da Escuridão até achar o parceiro do ferreiro de Hyrule. Se quiser nadar em qualquer lago que seja, então vá a fundo das terras dos Zoras para ganhar o item que permite que Link nade. É um sistema de busca que é bastante divertido, mas pouco amigável, pois quase nunca o jogador terá uma indicação de onde procurar alguns itens.







Ao todo, Link terá quatro espadas, três armaduras e três escudos diferentes. A espada pode ser usada de várias formas. Há o golpe comum; o Spin Atack, que é um giro com a espada realizado quando se segura o botão de ataque e o soltando quando a arma emite um brilho. Com as botas de pégasus, Link pode correr com a espada empunhada, acertando quem estiver no seu caminho. A partir do nível 2, a espada pode atirar raios de luz nos inimigos, isso só é possível se os corações de energia estiverem completos.

AO RESGATE!

Zelda não chega a ser um jogo muito difícil. Na verdade, está no nível de dificuldade de um RPG. Achar os palácios não é uma grande dificuldade, afinal, eles ficam marcados no mapa. Dificilmente vai acontecer de você ficar pensando no que fazer a seguir.

A dificuldade fica por conta dos palácios, que exigem bastante do raciocínio do jogador diante das mais variadas situações Em geral, Zelda é daqueles games que estimulam a criatividade do jogador. Há muitos itens disponíveis, então, que tal experimentar cada um deles? Por vezes, Link deve atirar uma flecha em um botão para fazer surgir um baú, ou arrastar uma caixa para ativar um dispositivo que abre uma porta, ou coisas do tipo. A criatividade é a chave para progredir em A Link To The Past.


O jogo fica mais trabalhoso a partir do momento em que é preciso ficar alternando entre os dois mundos. Os chefes seguem o mesmo conceito dos puzzles. É necessário achar a fraqueza do monstro, ou então, o item que o faz revelar esse ponto fraco. Nenhum combate será igual ao outro, e todos são emocionantes.

Parte técnica.

Os gráficos são simples para a atualidade, com a visão do jogo vista por cima. Mas em 1992 foram impressionantes. No geral, não existe uma grande diversidade de ambientes, mas ao mesmo tempo não é cansativo! Você nunca irá chegar a uma determinada área e dizer “Nossa, que coisa cansativa e repetitiva de ficar vendo”. O Mundo da Escuridão é basicamente igual ao de Hyrule, o que muda é o tom de suas cores, mais frias, escuras e tétricas. Dentro dos calabouços o design gráfico ficou muito bom, com texturas bem aplicadas, passando aquela sensação de estar em um castelo realmente perigoso. Os desenhos dos personagens são bem aceitáveis, com chefes que conseguem ser até 2 vezes maiores que o protagonista e inimigos bem animados. Haverá caveiras, múmias, cavaleiros e fantasmas. Em resumo, os gráficos são impressionantes para um jogo de 16 bits.



O som do jogo é outro quesito simples. Os efeitos sonoros são na medida exata, porém começam a enjoar depois de um tempo. A trilha sonora é muito boa! Aquela velha música tema dos jogos da série Zelda está de volta neste jogo. Percebe-se que as músicas têm belos arranjos de orquestras, mas devido aos canais de som limitados do Super Nintendo, não é possível ouvir isto com muita clareza. As canções dos calabouços passam aquele clima de mistério e tensão ao jogador. No chefe os temas são mais rápidos, com toques de adrenalina.

Conclusão.

Legend Of Zelda: A Link to the past não tem gráficos de primeira e nem som de ultima geração. Mas é um jogo que trás uma excelente história, uma dificuldade sob medida e é totalmente viciante. Não importa a sua idade ou sua geração, é um jogo obrigatório para todos!

Eu sendo um saudosista nato, digo que já perdi as contas de quantas vezes eu zerei este clássico. É ótimo poder reviver esta grande aventura que tanto fez sucesso no coração dos fãs da princesa Zelda e de Link, o lendário e eterno heroi do mundo de Hyrule.






Nota Final





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos








Um comentário:

  1. Se não existisse Mario, a nintendo usaria um gorro verde. Muito bonito pra época mesmo.

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