segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Análise: The Adventures of Batman e Robin.










A dupla dinâmica ataca no Super Nintendo




“Batman e Robin” dispensa qualquer apresentação. A dupla dinâmica conquistou milhares de fãs com seus quadrinhos. Na década de 90, foi ao ar a série uma animada, onde o homem-morcego e o menino prodígio combatiam seus maiores inimigos e salvavam a cidade de Gothan City do crime. Em 1994, a Konami lançou para o Super Nintendo e Mega Drive The Adventures Of Batman e Robin, com edições totalmente diferentes para cada console. Batman e Robin é um jogo com alto nível de diversão, graças a uma jogabilidade variada e sua ótima imersão na série. Trata-se de um game bastante fiel a obra original, agradando tanto os fãs quanto os menos familiarizados no universo do homem morcego. 

Combatendo o crime.

Bruce Wayne tinha apenas 10 anos quando seus pais foram assassinados por um bandido. Seus pais deixaram para ele as empresas Wayne, a maior corporação da cidade de Gotham. Desde então, Bruce foi criado pelo seu mordomo, Alfred, e se tornou o maior milionário da cidade. Usando todo o seu dinheiro, ele se torna Batman, e ajuda a polícia a combater o crime numa das cidades mais corruptas e violentas do mundo. Junto com o seu parceiro Robin, Batman pretende cuidar para que inocentes não sofram como ele sofreu.


The Adventures of Batman e Robin não segue um enredo exato. Basicamente, o jogo é 100% baseado na série animada. Em cada fase o jogador enfrentará um vilão diferente em um plano em particular. Isso lembra bem o desenho, onde em cada episódio é uma história nova. Enfrentamos os vilões na seguinte ordem: Coringa, Hera Venenosa, Pinguim, Mulher Gato, Duas Caras, Espantalho e Charada. Na fase final voltam a Mulher gato, Pinguim e Espantalho. Surge também o Homem de Areia e Gárgula, todos liderados pelo Coringa, que é o inimigo final.











Tudo neste jogo se baseia na série animada, até mesmo os gráficos. Batman está igual ao desenho animado, com a roupa cinza e a capa preta. Os inimigos que vão aparecendo durante as fases são aqueles capangas de casaco estilo gangster, também baseados na animação. Todos os vilões estão bem caracterizados. Os cenários ajudam a manter a fidelidade do jogo com a obra em que se baseia. Aquele velho céu vermelho de Gotham esta presente na maioria das fases ao ar livre. O game se passa em ruas, florestas, museus e etc. Há uma fase onde temos a oportunidade de dirige o Bat-móvel em uma perseguição.

Batman e Robin, sem Robin.











Embora o jogo se chame “Batman e Robin”, o menino prodígio aparece em apenas 3 fases do jogo, sem ser um personagem jogavel. Este é um game que não mantém foco apenas na ação. Há muitos trechos de adventure também, como no estágio 3, onde é necessário procurar pelos guardas do museu e descobrir a senha de uma porta. Na fase do “Charada” (algo que já poderia se imaginar) o jogador é desafiado a responder uma série de enigmas para sair de um labirinto. Isso faz com que o game não seja sempre uma rotina de amassar botões e dar saltos, já que há um interessante esforço para que nenhum estágio seja igual ao outro. Uma curiosidade interessante é que na série animada existe mesmo um episódio onde o Charada sequestra o Comissário Gordon e sua filha e os leva para um labirinto.
  
Os controles são simples e bem funcionais. Batman conta com um belo cinto de utilidades, com itens bem úteis. Acessórios como o velho gancho; que pode ser usado para se prender em tetos; um bumerangue, que é útil para desarmar inimigos e paralisar; bombas de fumaça, spray paralisante, lanterna e até um óculos de visão raio X. Batman pode dar socos, rasteiras, voadoras e agarrar inimigos pela gola de suas camisas, para depois, arremessá-los pra longe. A ação do jogo é muito divertida, com golpes variados.


Os efeitos sonoros são simples, mas cumprem bem o seu papel. Cada personagem tem um grito diferente quando atingido e todos combinam muito bem com cada um deles. A trilha sonora é mais um belo trabalho da Konami. Mesmo com a qualidade de som limitada do Super Nintendo, é notável que todas as músicas do jogo possuem belos arranjos orquestrados. O tema de abertura do desenho ficou idêntico a original e dá as caras na tela de apresentação do jogo.

Quando vem o Bat-sinal…

Este jogo é um realmente difícil, principalmente nas fases onde se faz um maior uso da lógica. Quase todos os chefes usam a mesma tática de luta: ou seja, atacam e pulam de um lado para o outro da tela. A diferença é que cada um deles usa situações bem diferentes na hora do combate, como na luta com o Coringa, que acontece num carrinho de montanha russa em constante movimento.


Os objetivos do game sempre irão variar; desde o roubo de um banco a até mesmo um enorme balão que ameaça jogar gás venenoso em toda a Gotham. Cada fase possui sua dificuldade em especial, deixando o jogo muito divertido. Mas a Konami poderia ter caprichado mais na fase do Bat-móvel, que não chega a ser muito empolgante, devido ao visual da mesma, que é visto por cima. No resto, The Adventures Of Batman e Robin consegue ser um jogo muito divertido e viciante. 

Se hoje, na atual geração, a franquia Arkham chegou ao ápice da fidelidade, The Adventures of Batman e Robin conseguiu o mesmo resultado no SNES. O game é desafiador, tanto na ação quanto na lógica. Se você é fã da dupla dinâmica, então não deixe de jogar The Adventures Of Batman And Robin.


Nota Final






Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.





2 comentários:

  1. Eu jogava esse jogo quando era criança... eu tinha medo, cara :v
    Esses dias atrás lembrei dele e resolvi pesquisar

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