segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Análise: Kung Fu Kid.












































Um belo game de ação e artes marciais.





Kung Fu Kid é um típico game de ação frenética e ininterrupta, lançado para o Master System em 1987. Como muitos dos jogos da época, este traz um sistema bem simples: andar, pular e atacar. Mesmo assim, Kung Fu Kid não deixa nada a desejar para quem curte um bom game de ação. Aqui o jogador assume o comando de Wang, um jovem aprendiz da arte do Kung Fu. Um dia, o mestre de Wang, Tayron, é assassinado pelo malvado Madanda. Tayron deu a Wang um talismã que poderia ser combinado com suas habilidades no Kung Fu. Agora, usando de suas habilidades do kung fu e da força mística do talismã, Wang vai atrás de vingança, e não vai descansar enquanto Madanda não for derrotado de uma vez por todas.

Os poderes do talismã.

O jogador terá a sua frente sete níveis repletos de perigos e ação desenfreada. Este é o tipo do game onde não dá pra ficar parado de bobeira, pois do inicio ao fim de cada fase, Wang é atacado por todos os lados pelos terríveis soldados de Madanda. Sendo assim, é seu dever sair distribuindo chutes, voadoras e rasteiras em tudo que se mover em sua direção.


Além de seus golpes de Kung Fu, Wang também conta com o talismã em sua jornada. Em todas as fases você vai encontrar um item que lhe dá direito de atirar 5 talismãs. Ao todo, é possível acumular 99 talismãs. Para usá-los, basta usar o velho comando pra cima e botão de ataque. Ao longo de sua jornada Wang pode aumentar o poder do talismã. Também há muitos itens escondidos em paredes. Basta chutá-las para achar jarros de água que deixam Wang invencível por alguns segundos, ou então, um pão que recupera a energia. Mas cuidado, algumas paredes são apenas para enganar o jogador e revelam bolas de fogo. Os controles ajudam a manter o ritmo acelerado do game. Wang pode dar saltos realmente altos, podendo até quicar em paredes. Todos os comandos respondem bem e deixam Kung Fu Kid mais divertido.


A primeira vista, Kung Fu Kid aparenta ser um game bem difícil. Os inimigos atacam de todos os lados, chega até ser covardia um exército de zumbis contra um único jovem aprendiz de Kung Fu. Mas após se acostumar com o ritmo do jogo, fica mais fácil encarar os monstros numa boa. Os chefes são moleza e não trazem grande dificuldade. Em geral, um gamer experiente que enfrentou games mais desafiadores do Master System, como Alex Kidd in Miracle World, Shadow Dance e Alien Storm, com certeza vai encarar Kung Fu Kid como um mergulho na piscina do parque.
  
Parte Técnica.

Os gráficos de Kung Fu Kid são muito agradáveis. Os cenários são bem construídos, com cores muito bem aplicadas. Há detalhes de fundo, como o céu estrelado, nuvens com trovões e desenhos em paredes. Em alguns ambientes fechados é possível ver o céu na janela. A quarta fase é muito bem detalhada, as paredes são desenhadas com dragões e símbolos da escrita Japonesa. O melhor disso tudo que é nenhum cenário se torna vazio ou enjoativo, já que eram comuns jogos dessa época com cenários de apenas uma cor no fundo. Os personagens apresentam desenhos legais. Destaques para Wang, que é muito bem detalhado, desde seu quimono até os olhos. A animação de Wang é ótima, bem como a dos inimigos e dos chefes. Em resumo, a Sega trabalhou muito bem nos gráficos.


Os efeitos sonoros são bem simples. É muito agradável ouvir Wang saltar, bater nos inimigos e etc. A trilha sonora segue o mesmo estilo simples do resto do game. Em sete fases há apenas 3 músicas, sendo que a música da primeira fase é a que mais toca durante o game todo. Mesmo com poucas canções, a trilha passa um clima bem legal para um game do gênero. Depois de ficar meia hora jogando Kung Fu Kid você vai ficar assobiando a música tema.

Conclusão.


Kung Fu Kid é um jogo simples, fácil e bem curto. Jogadores mais experientes conseguem terminá-lo em pelo menos meia hora. Mas é um daqueles games que conseguem viciar e fazer com que você o jogue várias e várias vezes. Este foi um daqueles games que passei bons momentos jogando durante a minha infância e até hoje continuo me divertindo com ele. Perdi a conta de quantas vezes terminei Kung Fu Kid. Esse é um tipo de jogo que não vemos nos consoles de hoje, infelizmente.



Nota Final





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.














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