terça-feira, 19 de março de 2013

Artigo: TOP 10 - franquias esquecidas.


Hoje o mundo dos games é repleto de franquias, a grande maioria surgida ainda na década de 80. Muitos desses games continuam na ativa até hoje, sempre recebendo novas edições e inovando com uma jogabilidade rica e divertida. Mas infelizmente, outras séries foram esquecidas no tempo, umas nem tão importante assim, mas outras realmente históricas para o mundo dos games. A Save Point BR lembra bem de algumas dessas franquias. Você lembra delas? Não as conhece? Preparamos uma lista com 10 séries que foram esquecidas no tempo, algumas mais de uma vez.  Se você as conheceu, prepare a saudade em seu coração.


10º Contra.



Abrindo a lista com qualidade, temos um dos games de ação mais classudos, divertidos e hardcores das décadas de 80 e 90. Super Contra, lançado pela Konami. Em termos de história não há muito pra falar. Dois militares unem forças contra uma invasão alienígena no planeta terra. E ai está o motivo para trocas de tiros, raios destruidores, naves e muita destruição. Contra e Super Contra brilharam nos Arcades e no console de 8 bits da Nintendo. Contra III – Alien Wars, lançado em 1992, para o Super Nintendo, foi o auge da franquia, causando crises de raiva em pelo menos 100% dos que jogaram este clássico. Contra nunca traiu suas origens, mantendo uma jogabilidade simples e centrada na ação constante e numa dificuldade enlouquecedora.


A série passou a ficar mais apagada a partir da geração PS2. O próprio console da Sony recebeu dois episódios da série, ambos mantendo a nostalgia de jogos com perspectiva em 2D. Talvez por isso, com o passar dos anos, a série tenha sido deixada de lado, já que o gênero já não era tão querido assim. Em 2007, foi lançado, o até então, ultimo game da franquia: Contra 4, para o Nintendo DS. Até agora a Konami não dá sinais de um novo episódio de sua série clássica.

09º Alex Kidd.



O príncipe de Radaxian foi à primeira mascote oficial da Sega. Alex Kidd In Miracle World, lançado em 1986, competiu Tetê a Tetê com a Nintendo e seu Mario Bros. No game, o jovem Alex Kidd usava suas habilidades com socos para livrar o país de Radaxian da escravidão. Alex Kidd fez tanto sucesso, que acabou virando o game da memória do Master System.  Mas os games que vieram posteriormente não acompanharam a jogabilidade de Miracle World. Por isso, provavelmente, poucos realmente conhecem jogos como Alex Kidd: The Lost Star, Alex Kidd BMX Trial e Alex Kidd: In High Tech World, este ultimo combinando momentos de ação, exploração e uma pitadinha leve de RPG, mas longe de ser memorável como o game de estréia.


Em 1990 veio Alex Kidd in Shinobi World para Mastar System, parodiando o clássico Shinobi, enquanto o Mega Drive recebia The Enchanted Castle, que também não era lá tão impressionante, embora divertido. E estes foram os últimos suspiros de uma série que tentou ousar e não deu sucesso. Quando o Sonic chegou ao mercado, a morte de Alex Kidd foi mais do que decretada, e nunca mais ouvimos falar no herói.


08º Ghouls ´n Ghost.


O cavaleiro de cuecas da Capcom passou por todos os consoles da geração 8 e 16 bits. Sempre enfrentando todo tipo de criaturas das trevas, com aquela mesclada pouco comum de ação gótico e humor. Por onde passou, deixou a marca da qualidade e da diversão. Mas assim como Alex Kidd, Ghouls´n Ghost também morreu na década de 90, repousando no tumulo dos zumbis que o herói tanto massacrou.


Em 2003 a Capcom surpreendeu aos old games, quando anunciou que sua velha série iria ressurgir sobre o nome de Maximo: Ghost to Glory, exclusivo para o PS2. A jogabilidade simples e a dificuldade acima da média (marca registrada dos games do cavaleiro) encantaram os gamers mais velhos, e ao mesmo tempo, espantou os novatos. Ainda houve espaço para uma excelente continuação: Maximo Vs Army of Zin, também exclusivo para o Playstation 2. Apesar do sucesso que essas edições alcançaram, Arthur/ Maximo continua enterrado até hoje, esperando por mais um triunfante retorno.

07º Jak and Daxter.


Entre altos e baixos, Jak and Daxter foi uma trilogia rentável para a Sony. O game criado pelo Naughty Dog, em 2003, sofreu duras criticas por toda sua trajetória. O primeiro game da série fez muito sucesso, mas era difícil não associá-lo ao clássico Super Mario 64, com algumas publicações até o chamando de cópia “mal feita”. Jak 2: Renegade, veio decidido a mudar a imagem da franquia, criando um enredo mais maduro, totalmente incorporado ao Free World de GTA. Apesar das boas ideias e missões bem variadas, Jak 2 trouxe um mapa mundo chato de explorar, aliado a uma direção de veículos impossível, tornando o game uma divertida tortura.



Jak 3 alcançou a perfeição: Missões ainda mais divertidas, exploração refinada e momentos de adrenalina em carros, naves ou dinossauros, garantiam a diversão pelas quqase 15 horas de duração do game. Além disso, Jak 3 fechou a trama de maneira bem divertida, deixando espaço para novas aventuras da dupla. Mas o ultimo jogo feito pelo estúdio foi uma versão mais levada para o gênero das corridas. Assim como fez com Crash Bandicoot, Jak and Daxter foram vendidos pela Naughty Dog. A High Impact Games fez bom uso dos heróis com o título Jak and Daxter: The Lost Frontier, mantendo tudo que deu certo nos games passados. No entanto, a ultima aparição da dupla foi em um relançamento em HD da trilogia original, que saiu para o Playstation 3. Desde então, não houve mais noticias do heroi de cabelos verdes e seu atrapalhado amigo peludo.

06º Final Fight.


Um ex-lutador de vale tudo, Haggar, larga sua vida de combates para se tornar o prefeito de Metro City. Mas quando a gangue mais perigosa da cidade seqüestra sua filha, Haggar se une a seus amigos, Guy e Cody, este ultimo, namorado da moça, para resgatá-la e descer o cacete em quem estiver no caminho. Pode parecer um enredo bem maluco, mas essa era a premissa de Final Fight, da Capcom:  Um dos Beat´-Em-Up mais famosos da década de 90, junto com Streets of Rage e Double Dragon.



Final Fight teve sua estreia nos árcades, chegando ao Super Nintendo alguns anos depois. Os games seguintes se tornaram exclusivos da Nintendo, e ainda que Final Fight 2 e 3 não tenham alcançado a grandeza que a série teve na estreia, foram muito elogiados, batendo de frente com Streets of Rage, que era exclusivo da Sega. Em 1999 a série começou a cair no esquecimento, quase ninguém se lembra de Final Fight: Revenge. O ultimo suspiro foi dado em 2006, com Final Fight: Streetwise, que une o estilo mundo livre com combates.  Streetwise é um game bem interessante e até divertido, mas foi massacrado pela critica e pelos fãs da série. Desde então, nunca mais houve lutas em Metro City.

5º Prince of Persia.



Podemos dizer que Prince of Persia caiu no esquecimento pela segunda vez. O game foi lançado de modo independente pelo programador Jordam Mechner, em 1989. Foi um verdadeiro sucesso nos computadores, graças a sua inovadora mecânica de game e animações feitas a partir de movimentos reais. Após lançar uma sequência do game, Prince of Persia foi lançado para consoles como Master System, Mega Drive e Super Nintendo. Com o tempo, os games tiveram grande queda de qualidade e foram esquecidos.



O príncipe retornou com tudo em 2003, quando a Ubisoft comprou os direitos da série e lançou Prince of Persia: The Sands of Time. Assim como Jordam fez em 1989, a Ubisoft moldou o estilo ação aventura na geração. O príncipe podia usar vários truques acrobáticos, saltar de grandes alturas e controlar o tempo, graças a adaga mágica que adquire. O enredo bem elaborado e a jogabilidade perfeita renderam um bom lucro para a Ubisoft, que lançou nos anos seguintes as sequências: The Warrior Within e The Two Thrones. Até hoje, a trilogia Sands of Time é considerada uma das melhores franquias de sua geração.



A série tornou a declinar em 2008, quando a Ubisoft fez o reboot Prince of Persia 2008. Apesar de sua excelente concepção artística em Cell Shader, o enredo era fraco e o game extremamente fácil, com um herói que nunca morre. Muitos passaram a pedir o retorno da franquia passada, um episódio que desse sequência aos eventos de The Two Thrones. Em 2010, com o lançamento do filme baseado no game, a empresa anunciou Prince of Persia: The Forgotten Sands. Gráficos incríveis eram mostrados, o príncipe estava de volta com o seu visual de sempre. Mas o resultado do game foi tão insípido, que muitos afirmam que o game foi lançado apenas para acompanhar o sucesso do longa. Uma história fraca e jogabilidade pouco aproveitada marcam o título que era tão esperado pelos fãs. Infelizmente, após a decepção que The Forgotten Sand foi para os fãs, a Ubisoft acabou por apostar suas fichas em outra franquia: Assassins Creed, que foi baseada na jogabilidade de Prince of Persia. Segundo algumas declarações da própria Ubisoft, teremos de esperar sentados por uma nova aventura do Young Prince!

4º Streets Of Rage.



Em quarto lugar chega uma das franquias mais monstruosas do Mega Drive: Streets of Rage, que foi o concorrente direto de Final Fight. A diferença deste game para o título da Capcom foi que Streets of Rage brilhou intensamente em seus três games. Aqui o jogador encarnava um policial de rua (podendo escolher entre três personagens. Cada episódio da série com alguns diferentes), tendo de sair na porrada com gangues nas ruas de Nova York. Além de deliciosas cenas de pancadaria, Streets of Rage ainda possui uma das trilha sonoras mais memoráveis do Mega Drive, com canções tecno bem implementadas, que dão o 
embalo certo na aventura.



Os games seguintes também fizeram muito sucesso. Streets of Rage 3 até teve censuras na linguagem e tudo mais. Houve um projeto para Streets of Rage 4. O game seria desenvolvido em parceria com a Core Design, mas o projeto não foi pra frente. O que deveria ter sido Streets of Rage 4 foi lançado como Fighting Force. Já Streets of Rage, nunca mais deu as caras. Outro bom Beat´-em-up que ficou esquecido no tempo.

3º Onimusha.


Onimusha começou a ser desenvolvido para o Nintendo 64, em 1999. Mas devido a algumas desavenças com a Nintendo, a Capcom passou o projeto para o Playstation 1. Com a demora do lançamento do game e a vinda do Playstation 2, Onimusha fez sua estreia no console de 128 bits da Sony, sendo o primeiro recorde de vendas do Playstation 2. Onimusha, que junto com Devil May Cry é chamado de “cria de Resident Evil”, combina horror/survival com ação, resultando num dos games mais belos e divertidos do Playstation 2. Sua trama mistura a história da dinastia samurai japonesa com fantasia, resultando num enredo interessante e envolvente.


Os dois episódios que vieram depois confirmaram o sucesso do game no mercado, com Onimusha 3 sendo considero um dos melhores games de ação do console. Ainda houve um quarto game na série, que mesmo apostando numa fraca continuação e outro personagem, conseguiu conquistar os fãs. A mistura de ação com horror/survival de Onimusha trouxe uma legião fervorosa de games para o Playstation 2. Era uma franquia que  tinha tudo pra arrebentar no Playstation 3. Mas como você bem deve notar, Onimusha morreu ainda no PS2.

2 Killer Instinct.



Muita porrada, casting de personagens bem atípicos, sangue e gráficos impressionantes! Killer Instinct foi uma das surpresas mais agradáveis da geração 16 bits, tendo apenas dois games em seu catalogo; mesmo assim, os fãs ainda clamam por mais. Tudo indica que novos games da série deveriam ter chegado ao mercado.



Infelizmente, a ida da Rareware para a Microsoft atrasou esses planos. A pouco tempo, o presidente da Rare falou sobre o desejo da empresa de fazer um reboot de seu famoso game de luta. Mas outro funcionário garantiu que a Microsoft recusa a ideia, dizendo não ter o menor interesse em Killer Instinct no X-Box 360. Uma pena! Pois até hoje esperamos um relançamento deste clássico.

1º Mega Man.



E a medalha de ouro não poderia ser para outro, se não, para o robozinho azul da Capcom, Mega Man. Iniciado junto com nomes como Mario, Zelda e Castlevania, Mega Man teve nada menos que seis games lançados só para o NES. Quando foi para o Super Nintendo, em 1993, a Capcom iniciou a série Mega Man X,  que consolidou a franquia no mercado, sendo um dos games de ação mais divertidos e desafiadores da história. O sucesso era tanto, que Mega Man era presença certa em todas as plataformas. Alguns games foram duvidosos, como Mega Man Soccer e Mega Man Legends, esse ultimo, lançado também para Nintendo 64. A série até se aventurou nos RPG´s, com a série Mega Man: Network Battle, no velho GBA.



A ultima época de sucesso da série veio com a franquia Mega Man Zero, que acontece após os efeitos da série X, se aprofundando na história de Zero. No Nintendo DS veio à série Mega Man ZX, mas que não foi continuada, talvez devido a critica que alguns fãs, que queriam uma continuação na franquia Zero. Desde então, a série acabou ficando para trás. Outros títulos foram anunciados, mas todos cancelados. Hoje, olhando a história da franquia, é realmente difícil entender por que Mega man está na geladeira. Uma das franquias mais importantes do game, hoje, esquecida!


Texto escrito por: Lipe Vasconcelos.





   

3 comentários:

  1. ótimo top!Acho que só faltou o Crash Bandicoot

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    1. Verdade Andre... mas o Crash já vai ganhar um novo game, li algo do tipo na Uol. então, na dúvida, o deixei de fora!

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