segunda-feira, 11 de março de 2013

Humor: O que viu da vida - Link.





Eu nasci em Hyrule, mesmo. Lembro de ter tido uma infância muito feliz. Meu pai era um ferreiro e sabia forjar espadas como ninguém. Alias, foi ele que fez a espada do Aragorn, para o terceiro filme do Senhor dos Anéis. Minha mãe era artesã, era muito boa com vasos. Tudo corria bem e feliz, até que eu e meu pai descobrimos algo terrível! Minha mãe dormia com o padeiro da rua. Nossa, o ódio que eu senti! Foi tão grande, que eu peguei uma das espadas do meu pai e sai quebrando todos os vasos da minha mãe. Depois, fui atrás do padeiro pra capar o desgraçado, infelizmente eu nunca o encontrei. Meu pai colocou a mamãe pra fora de casa, e desde então eu desenvolvi uma mania horrível de sair quebrando os vasos dos outros, mas acho que é por que vasos me lembram a minha mãe, e eu fico muito p#$@% com isso!




Mas enfim. Meu pai sempre me incentivou com as espadas. No colégio, eu representei nossa instituição em um campeonato de esgrima. A partir daí eu comecei a viajar por todos os lugares do mundo: Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Japão. Até lugares mais distantes e desconhecidos, como Terra Média e Acre. Fui o primeiro colocado em todos os campeonatos que disputei e fui chamado para as olimpíadas. Era uma honra! Hyrule nunca teve um atleta que a representasse em nenhuma categoria dos jogos olímpicos. O problema é que eu costumava tomar as poções mágicas que as bruxas faziam em Hyrule. Quando o exame antidoping pegou as poções eu fui banido pra sempre dos torneios.

Voltei para a minha terra, arrasado, muito triste e sem rumo. Conformado, arrumei um emprego como pastor de ovelhas no Lon Lon Ranch e descobri o vício no leite. Bebia mais de 50 garrafas por dia. O Sr. Lon Lon descobriu e me demitiu. Mesmo assim, eu usava minha espada para cortar cada arbusto que eu via por Hyrule para encontrar Ruppies e encher a cara no bar da Vila Kakariko. Um dia eu estava tri louco. Eu queria dinheiro pra comprar meus leites e não tinha nada. Louco, eu entrei em uma casa vazia e vi vários vasos. Lembrei da minha mãe e desci o cacete em tudo. Quebrei um monte de vazo e peguei cada Ruppie que vi pela frente. Quando saí vi os guardas de Hyrule me esperando. Ai eu pensei “me ferrei”. Me levaram pra uma sala branca, e lá tinha um baixinho, de óculos e japa. O nome dele era Shigeru Myiamoto. Ele era desenvolvedor de jogos e estava escrevendo um enredo pra acontecer ali mesmo, em Hyrule. Disse que o herói era bom com espadas e tinha um dom pra quebrar vasos, ou seja, papel perfeito pra mim!



Quando começamos a fazer o primeiro game não tínhamos nenhuma princesa para o papel. A Peach não aceitou, pois já estava escalada para fazer os cinco primeiros jogos do Mario. Mas ficamos sabendo de uma garota chorona que não estava se adequando no novo jogo de um novato chamado Hideo Kojima, o nome dela era Zelda. Seu nome soava tão bonito que ficaria legal para o título do game. E assim, trabalhamos no primeiro The Legend Of Zelda. Eu fiquei muito nervoso durante a produção do primeiro jogo, por isso, eu tomava cinco galões de leite antes de trabalhar. Eu acabava esquecendo todas as minhas falas, mas o Myiamoto achou que eu estava sendo inovador, gostou de ter um protagonista que só escuta e não fala nada.



The Adventure of Link é o meu trabalho preferido, mas também o mais traumatizante. Apesar das boas vendas, todo mundo fala mal do jogo, e isso me deixa muito deprimido. Eu quase recusei trabalhar no terceiro jogo da série, mas o contrato não me deixou desistir. A Link To The Past foi um jogo incrível. Fizemos uma tarde de autógrafos no lançamento do game, na Saraiva, em SP. Quando entrei na loja os fãs enlouqueceram, aplaudiram e começaram a gritar meu nome: ZELDA, ZELDA, ZELDA, ZELDA! Nossa, cara... Eu pirei! Depois de três jogos os caras achavam que meu nome era Zelda? Me segurei e me forcei para sorrir para os meus fãs, que acreditavam que meu nome era Zelda!


Hoje eu estou feliz. A mais de 20 anos sou um dos personagens mais queridos do mundo dos games. Fiz participações em jogos como Soul Calibur e sou personagem garantido em Smash Browb. Infelizmente, até hoje as pessoas ainda me chamam de Zelda, e eu fico muito triste com isso. Mesmo assim, todos querem jogar meus jogos. Skyward Sword foi um grande sucesso, e até hoje eu vivo a glória do Ocarina of Time. Eu escondi a Triforce debaixo da minha cama e até hoje os jogadores não sabem como a pegar, He He He!

Save Point, obrigado pelo convite e por ouvir minha história!



Texto escrito por: Lipe Vasconcelos.








2 comentários:

  1. Coitado do Zelda, sofre bullying

    ResponderExcluir
  2. Hehehe muito bom, ainda suspeito que foi ele que quebrou meus jarros que ficavam no quintal e bebeu todas as caixas de leite que eu havia guardado para a festa do pijama naquela noite uhsauhsa

    ResponderExcluir