quarta-feira, 10 de abril de 2013

Análise: Escape From Mars.



Argha hauhausharaaaa! Entendeu? Nem Eu!!!! =P







Quem nunca passou boas horas na frente da televisão assistindo os desenhos dos ilustres Pernalonge, Patolino, Papa Léguas e entre outros? Os Looney Tunnes são figurinhas carimbadas na televisão, cinema e no mundo dos games. Escape From Mars é um dos muitos games que esses ilustres personagens estrelaram; este aqui, protagonizado por Taz, um tipo raro de animal chamado de Demônio da Tasmânia. Essa criatura se locomove através de redemoinhos e sua diversão favorita é comer tudo que encontra pela frente. Seus rosnados, sem nenhum significado aparente, conquistaram os fãs dos Looney Tunnes. Em 1994, Taz estrelou um dos mais bonitos e mais bem elaborados games para o Mega Drive. 

Enredo.



Todos sabem que o objetivo de vida de Marvin – O Marciano é explodir a terra em mil pedacinhos. Mas você sabia que nas horas vagas ele cuida de um zoológico de criaturas raras? Pois é! Seu zoológico fica em seu planeta natal (Marte), reunindo as criaturas mais exóticas do sistema solar. Um belo dia, Marvin dava um rotineiro passeio pelo zôo, quando se da conta de que falta um animal do planeta terra; e pior, a criatura que chama a sua atenção é um demônio da tasmânia. Quando chega ao nosso planeta o primeiro demônio que vê é justamente o Taz, capturando-o sem pensar duas vezes. Agora, Taz está sozinho num planeta desconhecido e na mira de um marciano maluco e disparador de raios mortais. Para voltar para Terra, Taz deve fugir de Marvin. Mas voltar para o seu planeta vai ser uma tarefa realmente difícil.

Fuga interplanetária.

Para voltar pra casa Taz deve passar por seis planetas diferentes: O zoológico de Marvin em Marte, o planeta das toupeiras, o planeta X, México, um castelo mal assombrado e, finalmente, a base de Marvin. Só não consigo entender por que o México é tratado como um planeta a parte da terra! Se fosse o Acre eu aceitaria de boa... Mas... Vai entender, né!


Escape From Mars conseguiu botar todas as características fundamentais de Taz no jogo. Taz usa sua habilidade de girar para atacar seus inimigos; com esse movimento também é possível subir em rampas, que fazem com que Taz se mova pelos lados de uma fase, ou até mesmo ficar de cabeça para baixo, dessa forma, o demônio da tasmânia não caíra. Esta habilidade também permite que Taz quique entre paredes estreitas para alcançar locais mais altos.

O apetite de Taz também esta presente no jogo. Durante as fases há diversos itens como frango assado, bolo, cestos de frutas e presuntos, que quando devorados por Taz aumentam sua energia. Mas cuidado! Também há bombas e dinamites que diminuem a vida do heroi, caso ele as coma. Também há caixas de pedras e latões de gasolina, que fazem com que Taz dispare pedras e chamas pela boca, respectivamente. Tais táticas funcionam como armas para atacar a distância. Essas armas só duram por um determinado período.


Escape From Mars sofre com alguns problemas de jogabilidade. Os controles não passam uma confiança muito grande; eles respondem bem, mas estão muito sensíveis. Por vezes é necessário ter muito cuidado para não passar direto por cima de uma plataforma estreita. Já em buracos muito longos, nunca temos certeza de que é possível alcançar o outro lado. Outro problema que se torna um infortúnio é a habilidade de girar: Enquanto Taz está girando, você praticamente fica sem controle do personagem, ou seja, fica mais fácil destruir aquela comida tão esperada pra aumentar a energia perdida, ou cair naquele buraco maldito. Além disso, quando Taz atinge um inimigo, ele automaticamente quica para trás; isso se torna um problema quando o inimigo em questão esta bem na beira de um abismo.

Parte Técnica

O Mega Drive estava em seu auge neste quesito, com uma série de games bem trabalhados no quesito gráfico. Primeiramente quero destacar o Taz, que ficou perfeitamente bem desenhado, com sua cara zangada até mesmo os seus movimentos. Os personagens são ricos em animações e detalhes. Marvin também ficou muito fiel ao desenho animado, mesmo que apareça muito pouco ao longo do game. Outros personagens famosos dão as caras, como o Coiote, Ligeirinho e Eufrazino. Os chefes e inimigos também dão um show, como o elefante gigante, da primeira fase. A equipe que desenvolveu Escape From Mars se preocupou em todos os detalhes de cada um dos personagens.


A cenografia é muito boa, com um trabalho artístico bem inspirado na obra dos Looney Tunnes. A primeira fase simples demais, mas a partir da segunda fase começamos a ver que a Head Games caprichou nos detalhes visuais dos níveis. As cores são bem aplicadas e os ambientes são cheios de detalhes. Junto com X-Men, Escape From Mars trouxe gráficos bem caprichados e usaram todo o poder do Mega Drive.



Os efeitos sonoros são bem condizentes com o game. Os rosnados de Taz foram tirados da versão americana do desenho, bem como o som do efeito redemoinho, que ficou ótimo. Há efeitos quando Taz come algum item ou quando ele “explode” ao comer uma bomba. Apesar de poucos efeitos, eles ficaram bem mixados e deliciosos de se ouvir. A trilha sonora também é muito simples, mas ao mesmo tempo é bem divertida. Cada planeta tem uma música própria, o mesmo acontece na luta com os chefes. As músicas trazem temas do tipo cômicos e divertidos, com qualidade expecional.



Conclusão.

Escape From Mars só falhou por conta dos controles problemáticos. Mas na diversão ele acertou em cheio. Junto com X-Men e Sonic The Hedgehog 3, trouxe os gráficos mais bonitos do Mega Drive. A dificuldade é daquelas bem altas, com fases cheias de armadilhas, plataformas, inimigos chatos e caminhos múltiplos, que induzem a exploração e deixam os níveis mais longos. É um título onde a diversão e a variedade fica acima dos probleminhas técnicos. Um game que vai conquistar a qualquer retroplayer.






Notal Final





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.












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