segunda-feira, 1 de abril de 2013

Análise: Legacy of Kain: Soul Reaver


















Um vampiro que come almas... Será que ele tem alma também?





Blood Omen : Legacy of Kain, lançado em 1996, foi um verdadeiro avanço em games do gênero RPG/adventure. O título juntava um enredo centrado na magia negra, com temas bem fortes a uma jogabilidade cativante, inspirada em games como Zelda, por exemplo. Tanto sucesso acabou gerando uma série extraordinária. Em 1999 surgia um dos games mais memoráveis da Crystal Dinamics, responsável por um novo salto em termos de ação e aventura.


Legacy of Kain: Soul Reaver é baseado em Blood Omen, e ganhou versões para Playstation, Dreamcast e computador. Este jogo ficou bem mais conhecido que o primeiro da série. Foi um grande sucesso na época em que foi lançado. Seu enredo brilhante combina com uma jogabilidade fincada em de ação e aventura, deixando de lado aquele estilo de RPG e indo para algo mais direto, mesclando ação, combates em terceira dimensão e excelentes quebra-cabeças. 

Enredo.

Soul Reaver se passa 1500 anos após o primeiro game. Kain agora é um poderoso vampiro. Junto com os seus “filhos” forma o mais poderoso clã de vampiros de Nosgoth. De todos os seus “filhos” Raziel é o mais leal e também o mais poderoso, recebendo a Dark Gift, uma dádiva das trevas para os vampiros, que são suas asas. No entanto, Kain não chegará a este nível de poder, encarando o ato como uma traição de Raziel. Então, o líder do clã condena seu servo a queimar no lago dos mortos, onde nunca morreria; mas sofreria eternamente.



Após 1000 anos de sofrimento, Raziel é libertado por uma entidade chamada de Elder God. Essa entidade instiga o vampiro a se vingar de Kain e seus irmãos por terem lhe deixado queimar tanto tempo no lago dos mortos. Mas Raziel agora é apenas um resto do vampiro que costumava ser. Com parte de seus poderes perdidos, Raziel deve buscar uma maneira de derrotar seu antigo mestre. Mesmo fraco, ele decide ir até o castelo de Kain para se vingar pela traição.

Um vampiro com fome de almas!

O cenário central da aventura será o castelo de Kain, que é explorado entre o mundo dos vivos e das almas (ou mundo espectral), podendo alternar entre as duas realidades quando bem entender. É que graças a essa entidade, Raziel tem a habilidade de vagar entre dois planos carnais. A exploração desses dois universos deixa o andamento do game mais interessante.


Depois de ficar tanto tempo queimando, Raziel se tornou um vampiro diferente do que costumava ser. Seu corpo está destruído e suas asas são apenas cinzas. Sua sede de sangue foi substituída por sede de almas. Para sobreviver durante sua busca, Raziel precisa devorar as almas de seus oponentes. Isso se deve ao fato do corpo destruído no lago dos mortos. À medida que o vampiro se mantém no mundo dos vivos o medidor de energia se esvai lentamente, forçando o jogador a buscar almas para alimentar o personagem. Uma vez que o medidor de vida chega à zero, Raziel é colocado no mundo espectral, tendo de se recuperar totalmente para voltar para o plano material.

Soul Reaver trás um dos mais empolgantes sistemas de combate já visto. De inicio Raziel não terá nenhuma arma, tendo apenas suas garras para lutar. Pelo caminho haverá lanças, machados e espadas, que servirão para aniquilar as mais bizarras criaturas a serviço de Kain. Os golpes de finalização são acionados com o botão triangulo, fazendo com que o vampiro aniquile seus oponentes de maneira brutal. Quando um inimigo é derrotado, sua alma fica vagando pelo cenário, podendo ser devorada pelo heroi. Cada arma faz uma finalização diferente, até mesmo com as tochas é possível tocar fogo nos inimigos. Ainda há a possibilidade usar os cenários para matar os monstros: Algumas salas trazem lâminas nas paredes, pode-se jogá-los na água ou em locais em que esteja batendo sol. Nas primeiras etapas do game Raziel vai adquirir a Soul Reaver: Uma espada de energia que fica em volta de seu braço. No mundo dos vivos a espada só pode ser usada quando a energia estiver completa, enquanto no das almas, nunca perderá sua espada.



Exploração intuitiva

O game trás uma série de combates empolgantes, mesclando a exploração do cenário e puzzles para resolver: É verdade que no inicio os enigmas se limitam ao empurrar de caixas ou ao giro de alavancas, mas o intuito é quebrar um pouco a rotina, e nisto, Soul Reaver se sai muito bem. O que deixa a exploração do castelo mais interessante é o uso inteligente dos dois planos. Alguns lugares só podem ser acessados quando Raziel estiver no mundo espectral. Mas, sendo um fantasma, enquanto estiver explorando o mundo espectral o personagem é incapaz de interagir com o ambiente. Há diversos espalhados: portais que permitem o vampiro voltar ao plano material. Mas para entrar no mundo dos mortos, basta pressionar Select e dar o comando para o vampiro viajar ao plano dos mortos.


Conforme novos poderes são desbloqueados as puzzles passam a ficar mais complexas. Raziel passa a ter o poder de atravessar grades, escalar paredes, disparar raios, nadar e etc. Novas habilidades são dadas ao derrotar o chefe de uma área. Enfrentar chefes é muito divertido. Quem jogou Metal Gear Solid, vai sentir mais uma vez a deliciosa sensação de estudar a forma de ataque de cada criatura, para depois, montar uma estratégia para derrubar o monstrengo.  
  
Parte Técnica.

Os gráficos de Soul Reaver são espetaculares, na versão para computador nota-se que as modelagens são levemente melhoradas, com uma resolução mais limpa. Seja lá em qual plataforma Soul Reaver apresenta gráficos de encher os olhos. Os ambientes são todos bem obscuros e tétricos. Embora o game se passe em um castelo nenhuma das áreas são iguais a outras. No mundo dos mortos os gráficos ficam ainda mais obscuros. As cores frias aplicadas passam um clima mais medonho, com paredes, grades e elementos distorcidos.


Os personagens também trazem desenhos fantásticos, destaque para o vídeo de apresentação do jogo, que ficou muito bem feito. Há uma bela variedade de criaturas para enfrentar Raziel ao longo do game, com enormes e detalhados chefes; alguns tomando toda a tela. Por ter sido lançado já nos anos finais de vida do console, podemos notar que Soul Reaver usar todo o poder do Playstation.

Há um bom trabalho nos efeitos sonoros. Cada som ecoa de maneira fenomenal pelo cenário: Seja das portas abrindo, vidros quebrando, efeitos nas batalhas e etc. A trilha sonora é legal, pois traz temas bem sombrios que passam o clima certo para o jogo. A trilha sonora é realmente boa, com canções sombrias e interessantes, mas não chega a ser aquele repertório de canções grudentas.


Mas o ponto técnico que Soul Reaver realmente se sai bem é nas dublagens. Este é um daqueles games de narrativa forte e bem moldada. Os textos são bem escritos, dotados de metáforas e reflexões. Unido a um texto impecável, Soul Reaver trás dublagens bem condizentes, saindo o pouco de alguns trabalhos mais frustrantes do PS1, Como Castlevania e Resident Evil. Os jogadores de PC ainda foram agraciados com dublagens em português, que possuem qualidade igual.

Conclusão


Pode não parecer, mas Soul Reaver revela um avanço significativo em games de ação e aventura. O equilíbrio entre combates e exploração serviria de base para muitos games da geração seguinte. A jogabilidade é bem simples, mas repleta de boas possibilidades. O enredo é encantador, e pode ser mais bem aproveitado por aqueles que já jogaram Blood Omem. O modo como a narrativa se desenvolve cativa e garante o interesse do jogador até o fim.

Ao fim das contas, Legacy Of Kain: Soul Reaver, é uma aventura surpreendente. Um game capaz de encantar e cativar a qualquer um. Atualmente, há uma versão disponível na rede Steam, compatível com os atuais sistemas operacionais. Um game 100% recomendado. O sucesso de Soul Reaver garantiu mais dois excelentes games no Playstation 2, que dão continuidade a uma das tramas mais interessantes que se tem noticia na história dos games.


Notal Final





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.











Um comentário:

  1. Belo review Lipe...
    pra mim, essa série é a melhor do mundo dos games.
    pena que não tenha saído a continuação depois do Defiance...
    queria ver o Kain agora purificado interagindo com o Raziel ainda vanpiro... de preferência com a asas intactas... ai ai viajei um poco... rs
    abraço a todos os fans da melhor série de vampiros da história! o/

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