sexta-feira, 26 de abril de 2013

Análise: Van Helsing.









VAN HELSIIIIING... SEU ASSASSIIIIIIINO! 






O médico e professor, Abraham Van Helsing, é um personagem de Bram Stoker em seu famoso romance, Drácula. Em 2004 o caçador de monstros estrelou uma aventura solo nos cinemas, sendo muito bem interpretado pelo ator Hugh Jackman. A produção de Van Helsing custou 160 milhões de dólares e teve boa aceitação de publico e critica, embora o filme não tenha sido dos mais brilhantes já feitos.



Nos vídeo games, Van Helsing ficou a cargo da produtora Saphire, que não se intimidou em copiar descaradamente Devil May Cry. O game não foge daquela formula básica das produções baseadas em filme: um jogo sem inovações, com poucas possibilidades e uma produção visivelmente barata e mal acabada. Mas o fator diversão é alto, e isso já ajuda a suportar as falhas que Van Helsing possui. 

Enredo.

Van Helsing foi deixado na porta da igreja ainda bebê. Quando cresceu se tornou um habilidoso caçador de monstros a serviço do Vaticano, servindo como um caçador de recompensas e sendo tratado como um assassino pelas autoridades. Em 1888 Van Helsing é mandado em uma nova missão, na Transilvânia. O senhor dos vampiros, Conde Drácula, está aterrorizando os arredores. Depende de Van Helsing acabar com o mau do vampiro na região. Naturalmente, há algo muito maior por trás disso tudo, e durante o combate Van Helsing vai descobrir mais de seu passado.

“Vampire” May Cry.

Não há absolutamente nada durante o jogo todo que o faça esquecer de Devil May Cry. Já na missão prólogo, onde o jogador aprende os comandos básicos do game, há semelhanças com o clássico da Capcom. O projeto do cenário é quase que o mesmo da fase inicial de DMC 1, algumas texturas aqui e ali até lembram bastante o castelo da Ilha Mullet. O game consiste em cumprir missões básicas, onde é necessário encontrar determinados itens para acessar novas áreas da Transilvânia.  


Os combates seguem os moldes de um Hack in Slash convencional. O caçador terá a sua disposição um par de laminas e suas velhas pistolas, podendo adquirir novas armas no decorrer da campanha. A quantidade de golpes disponíveis é bem limitada. Também não faria muita diferença ter variedade de combos, já que praticamente todos os inimigos podem ser vencidos na base do tiro, uma vez que ataques a distância são extremamente efetivos. Os combates tomam pelo menos 50% do jogo. Mas a Saphire fez o dever de casa direitinho, e apesar de copiar descaradamente Devil May Cry, Van Helsing entrega uma experiência bem divertida ao jogador.

Parte Técnica.

Tecnicamente falando, Van Helsing é medíocre. O visual da primeira fase chega a ser convincente e com texturas aceitáveis. Mas o game fica de mal a pior a cada missão. Os cenários externos são pobres e carecem de detalhes. As florestas e vilas da Transilvânia, de inicio, até agradam, mas o design é um tanto repetitivo e logo fica enjoado. Em ambientes há um efeito de névoa bruto e totalmente quadrado. O céu parece de papel, lembrando até mesmo alguns jogos do velho Nintendo 64. O game parece se sair melhor em lugares fechados por dois motivos: primeiro por que camufla os problemas técnicos do resto do título; o segundo é devido o bom trabalho de arte dos salões do castelo Frankstein e do castelo de Drácula.


Os personagens seguem a mesma pobreza dos cenários. Nem de longe ou de perto os modelos lembram algum detalhe do rosto de Hugh Jackman, Kate Backinsale ou qualquer outro membro do elenco do filme. E mesmo que fossem modelos próprios o resultado final é triste. Os inimigos são criaturas vindas do filme, mas com designs totalmente genéricos; as arpies e os lobisomens são decepcionantes. As animações apenas cumprem seu papel. O jeito de andar de Van Helsing lembra bastante o Dante.

A parte sonora se sai melhor que os gráficos, mas nada que chegue realmente a ser memorável. Os efeitos dos combates, por exemplo, são arrumadinhos e satisfatórios. A trilha sonora é bem tocada, trazendo arranjos de orquestras e batidas frenéticas. As canções costumam entrar em cena em momentos de combate. A dublagem é tão descartável quando os gráficos e não chama atenção.

Aprovado J.

Um clone convincente.

Van Helsing é uma versão genérica e simplificada do clássico Devil May Cry. Para alguns pode ser tratado como um jogo sem identidade própria, mas aqui temos um produto que diverte de forma bem efetiva; bastando, é claro, que você não espere um jogo grandioso e épico. As missões são bastante curtas e se resumem em destruir várias criaturas ao longo do caminho. O sistema de combates não pede mais do que o pressionar desenfreado do botão de ataque, sem muitas variações. Monstros derrotados deixam cair crucifixos verdes, que podem ser trocados por melhorias nas armas, ou para comprar itens de cura. Ainda há a possibilidade de usar um poder de fúria, que deixa os ataques de Van Helsing mais poderosos.


No quesito exploração não há muito a ser dito. Há algumas portas pelo caminho que só podem ser destruídas com uso de uma arma especifica, ou então, quando está mesma arma estiver em um maior nível de poder. Para alcançar lugares mais altos, Van Helsing pode usar um gancho de escalada, que também serve para puxar objetos e inimigos durante os confrontos. Há alguns puzzles bem primarios, coisas como derrubar estátuas ou usar item X no ponto Y, nada que seja muita novidade ou difícil, apenas garantem uma quebra de rotina. No decorrer das fases há alguns ovos de ouro que servem para abrir missões secretas, que variam de objetivos, como derrotar os inimigos em um limite de tempo, ou aniquilar uma horda de morcegos sem ser atingido.

Reprovado L.

Câmeras problemáticas.

Sendo um bom clone de Devil May Cry, obviamente, Van Helsing herdou algumas deficiências da série da capcom. As câmeras são extremamente incomodas, com tomadas muito exageradas. Nas lutas contra alguns lobisomens e o Drácula, por exemplo, a visão se move de maneira, desgovernada, atrapalhando o combate. Ao longo do game as câmeras se posicionam próxima a paredes e colunas, tapando a visão do jogador o tempo todo.   

Muito curto. Muito fácil!     

Pra quem terminou Ghost Rider em menos de 4 horas e ficou impressionado, se prepare, pois Van Helsing tem duração mínima de 2 horas. Sem nenhum exagero, comecei a jogar Van Helsing num sábado, por volta das três horas da tarde. Entra pausas para atender o celular e comer alguma coisa, terminei fechei a campanha às cinco horas da tarde, em apenas uma partida.


Além do game ser muito curto, também é ridiculamente fácil. Os inimigos atacam de todos os lados, mas uma única sequência de golpes resolve o problema. Os chefes são medíocres, todos podem ser vencidos com a ridícula tática de ficar longe o suficiente e usar a arma de fogo que mais cause dano em seu HP. No desafio final, contra o Conde Drácula, basta desferir vários golpes de espada, sem nem ter a possibilidade de controlar o caçador de monstros transformado em lobisomem.

Enredo mal desenvolvido.

Mais uma vez os jogadores não iniciados na obra são deixados de lado. Van Helsing tem a trama contada de forma totalmente capada, omitindo muitas coisas que prejudicam a compreensão de muita coisa no game. Diálogos clichês, péssimas dublagens e um desenvolvimento piegas, completam o festival de horror do modo com a história do game rola. Isso acontece por que algumas produtoras teimam em seguir a regra de que só quem assistiu ao filme vai se interessar pelo game.

Conclusão.

Longe de ser genial ou memorável, Van Helsing é mais uma produção baseada em um filme que não vingou. Mais uma vez, prazos curtos e trabalho mal feito acabam estragando um título que poderia ter sido bem melhor. Mesmo com um enredo mal contado e problema técnicos, Van Helsing ainda consegue divertir, principalmente quando estamos cansados daqueles games extremamente complexos. Pelo estilo divertido e missões que conseguem empolgar, Van Helsing é um game que merece ser jogador, desde que você não espere grande coisa dele, é claro!




Notal Final





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.






  

3 comentários:

  1. Poxa logo que vejo jogo de filme, nem me presto a testar, mas que bom que você teve paciência pra jogar mais essa bomba! rss

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  2. O problema é que, cada eu tava me divertindo.... cabou o jogo! hehehehe!

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  3. você esqueceu de comentar que diferente de Devil May Cry,( se vc morre volta pro comecinho da missão) van Helsing tem checkpoints "um em cima do outro", e o salve é automático.

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