sexta-feira, 5 de abril de 2013

Joguei e não recomendo: Altered Beast



Liberte a besta interior que há em você... Ou não!!!





Para algumas pessoas, não recomendar um jogo como Altered Beast me desqualificaria para a função de analisar games, ter um blog ou mesmo jogar vídeo game (Cof cof, Alexander Angelo Cof Cof).  Sim, trata-se de um game muito popular... Mas sou o tipo de cara que defende a seguinte ideia: Se popularidade fosse sinônimo de qualidade, Restart seria a banda de rock mais poderosa no país... Ainda bem que nem sempre a voz do povo é a voz de Deus.

Enfim, eu reconheço a importância de Altered Beast. Estamos falando de um dos primeiros games do Mega Drive, responsável por mostrar o poder do novo console da Sega ao mundo. Os gráficos, bem mais elevados que o dos vídeos games 8 bits, garantiram uma surpresa e tanto pro publico, além de ajudar a alavancar um pouco as vendas do console... Devo admitir que conseguir tal feito com um jogo desses é uma honraria para a Sega.

Em Altered Beast assumimos o controle de um guerreiro que foi ressuscitado por Zeus. O motivo? É que um Deus supremo tem sua filha raptada por uma criatura chamada Neff, que tem todo o submundo ao seu serviço. Mas Zeus acha mais pratico trazer de volta a vida um centurião morto em batalha do que, simplesmente, sair atirando raios nos caras maus e salvar a donzela. Como se não bastasse, Zeus dá ao seu novo servo o poder de se transformar em qualquer criatura que ele quiser. UAU! Mas eu já saquei qual foi a do Zeus: Ele se recusou a protagonizar como heroi desse jogo tão “Village People” e preferiu ressuscitar algum cara que estivesse disposto a “abrir suas asas e soltar suas feras” contra o submundo. O centurião pode se transformar em lobo, urso, dragão e tigre.

Altered Beast é um Beat-Em Up um tanto peculiar. O centurião deve atravessar um cenário detonando todas as criaturas que aparecem em seu caminho; coletando Power-ups que o deixam mais poderoso. Mas tem algo estranho nesses ups, acho que na verdade são algum tipo de anabolizante, pois sempre que o protagonista os pega fica mais “bombadinho”. Após pegar três Power-Ups o centurião vira uma poderosa e ardilosa besta, podendo lançar ataques a distância. Há cinco fases no game, elas podem ser curtas ou não. Ao fim de cada fase o jogador enfrenta Neff em uma de suas formas (bem monstruosas e legais, devo admitir). Mas a duração de uma fase depende do tempo que o jogador leva para juntar os três Ups que o transformam na besta. Neff irá fugir do centurião caso o jogador não tenha coletado todas as ups.

O poder de um anabolizante nunca deve ser subestimado!


Como eu disse no parágrafo mais acima, seria bem irracional criticar os gráficos de Altered Beast. Para um jogo lançado em 1988, o auge da era 8 bits, Altered Beast era deslumbrante. As animações são bem duras, é verdade, mas os cenários, o detalhamento dos personagens (inclusive do centurião ficando fortinho) foi de impressionar. Outro efeito clássico do game que fez muita gente tirar o chapel foi à voz de Zeus sintetizada dizendo “Riser your Grave”, até então, o efeito de voz mais impressionante dos games tinha sido o grunhindo de Simon Belmont em Castlevania. Mas a música do jogo, PELO AMOR DE DEUS, QUE COISA IRRITANTE! Enquanto eu jogava coloquei o som no mudo, pra não ter de ficar ouvindo a musiquinha chata do jogo.

Brincadeiras a parte, as questões que já citei não são as responsáveis por fazer de Altered Beast um jogo ruim; o que mata mesmo é a jogabilidade travada do game, algo que não é justificado pelo fato de ser um dos primeiros jogos do Mega Drive. A movimentação do personagem é extremamente lenta, com comandos que nem sempre respondem no momento exato; e com inimigos surgindo de todos os lados, parece ser quase impossível desviar de seus ataques. A tela se mova automaticamente e lentamente, mas parece ser ainda mais rápida que a movimentação do protagonista. Seus saltos também não são confiáveis e a jogabilidade ruim contribui muito para a perda constante de vidas.  Algo que chama muito a minha atenção é o fato do centurião parecer fica mais vulnerável a levar danos quando encontra um novo Power-Up. Para coroar, o jogador só tem três vidas pra terminar o jogo, sem a possibilidade de continues. Juntando tudo isso, temos em mãos um jogo que aparenta ser impossível; sim, só aparenta! Nada que um bom esquema de decoreba não dê jeito.

Deixando de lado meus comentários crueis e idiotas (tenho que manter meu jeito chato de ser, né!) admito que respeito Altered Beast. Acho que todo jogador deveria respeitá-lo, dado o legado que o jogo deixou na história da evolução dos games. Mas é realmente difícil recomendar um jogo com uma mecânica tão mal trabalhada. Há games que possuem falhas nos controles, é verdade. Mas quando são mínimas até que dá pra ignorar. Altered Beast é realmente uma lastima nesse quesito, o suficiente para afastar qualquer jogador que tenha outras opções de games em mãos. Devido a jogabilidade extremamente deficiente, não recomendo!  










Escrito por: Lipe Vasconcelos.








4 comentários:

  1. "e com inimigos surgindo de todos os lados, parece ser quase impossível desviar de seus ataques."
    -Decoreba always conserta isso.

    "o jogador só tem três vidas pra terminar o jogo"
    Ser um port de arcade deve ter feito os caras esquecerem isso e não é que voce precise de tantos continues assim.

    Não é o melhor jogo do mega mesmo, mas também não é tão ruim assim.

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    Respostas
    1. auhauhaua Angelo defendendo com unhas e dentes!

      Mas eu respeito sim esse jogo, tanto que poderia ter sido mais cruel com ele!

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    2. Tu faz parecer até que eu amo o jogo macho xD

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