terça-feira, 30 de abril de 2013

Joguei e não recomendo: Devil May Cry 2.



























Digo e repito! Número nem sempre é sinônimo de qualidade!



Falar que Devil May Cry é um título lendário no PS2 é tão óbvio quanto falar que... Sei lá... Água molha, ou que crepúsculo é um lixo... Mas enfim... Fazer uma sequência de um game de sucesso muitas vezes pode ser um tiro no pé. Mas fazer a continuação de um game que, apesar de bom, poderia ser melhorado, geralmente é mais fácil. DMC foi uma estreia excelente, mas ficou longe de ser um jogo perfeito, graças a alguns probleminhas de mecânica e técnica pouco apurada que, felizmente, não chegaram a comprometer o game como um todo.

Já Devil May Cry 2 traz um salto gráfico indiscutível, é verdade, é um game muito bonito. Mas de modo geral, a impressão final é uma regressão total. Um jogo que parece ter sido feito as pressas, só pra calar a boca dos fãs que pediam uma sequência. Vale ressaltar que o game vendeu estrondosamente bem! Mesmo com números satisfatórios, Devil May Cry 2 é a prova viva de que bom número de vendas não revela qualidade. E aqui, a qualidade é quase zero. 

Há pouquíssimas coisas boas a dizer sobre esse game, e uma infinidade de coisas ruins! Então, vamos logo começar pelas positividades do título. DMC 2 apresenta gráficos bem mais detalhados. Os inimigos, em geral, apresentam boas modelagens e animações bem legais. O próprio Dante está com animações mais variadas, como o seu cabelo, que vai para trás com o movimento do vento. Em questão de ambientes, bom, eu detestei a ambientação de Devil May Cry 2, a cidade é chata, e ainda que haja boas ideias, o cenário parece vazio e sem vida. Mais para frente há castelos e masmorras, algo mais condizente com o game, mas mesmo em cenários mais sombrios o jogo ainda parece sem vida. Ou seja, apesar de bons gráficos, parece que nem tudo foi aproveitado ao máximo.

O que mais incomoda em Devil May Cry 2 é que temos exatamente a mesma mecânica de jogo do game anterior, que já seria o suficiente para ser um bom jogo. O game se baseia em missões, com muitos combates e inimigos. Os poucos momentos de exploração ou aventura presentes em DMC1 são substituídos por mais confrontos. O grande problema é a falta de inspiração e desafio que a campanha trás. Há uma boa gama de combos e poderes para desbloquear, mas os inimigos costumam ser vencidos por, no mínimo, cinco hits. Em outros momentos percebemos que as armas de fogo são mais eficazes que as espadas. Há pequenos empecilhos no caminho, quando os inimigos se unem para atacar, por exemplo; mas é apenas por que muitos monstros de uma vez perturbam e trituram com mais facilidade o HP de Dante: Nada que apertar botões de forma invariável não resolva a situação.

Os momentos de aventura e busca de itens é quase zero. No entanto, uma novidade bacana são as habilidades extras que a forma demoníaca do caçador usa. Quando o Devil Trigger for ativado, Dante pode correr e voar. Mas como essas habilidades são quase superficiais no game, nem adianta se estender muito ao falar delas. Os chefes sem inspiração e os combates fracos ajudam a manter o andamento monótono e chato. Como se não bastasse, há sérios problemas de física, com uma espada que não passa um impacto convincente nos golpes e parece feita de papel. As câmeras, mais problemáticas que nunca, apresentam distantes demais da ação, não dando prazer algum nos combates já sem graça.

Agora, há muitos jogos que, mesmo com mecânicas monótonas ou fáceis, conseguem ter sucesso, certo? Sim, é verdade! Mas para enterrar de vez Devil May Cry 2, temos um enredo terrivelmente vazio, que em nada acrescenta a história do game. Junte isso com um Dante sem personalidade, o que é totalmente inverso do game anterior. E eis a receita para matar de vez uma das continuações mais esperadas da geração PS2, e ao mesmo tempo, a mais decepcionante da história. Para estender o festival de tédio, ainda há um disco bônus, com a possibilidade de jogar com Lúcia, personagem secundário que trás os mesmo problemas que a campanha principal.

Pessoalmente, me arrependi amargamente de jogar este jogo; e olha que o procurei por muito tempo. Ironicamente, Devil May Cry 2 vendeu tão bem quanto o game anterior. Mesmo assim, todos os fãs concordam que faltou qualidade e personalidade. Sem duvida, poderia ter sido um produto bem melhor, principalmente levando em conta o bom avanço técnico. De modo geral, a Capcom manteve a mesma ideia e mecânica de DMC1, só faltou ter a mesma inspiração. Ainda bem que Devil May Cry 3 trouxe a série de volta aos eixos.

Meu veredicto final? Passe longe de Devil May Cry 2. Aqui o demônio realmente chorou!    

























Escrito por: Lipe Vasconcelos.







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