sexta-feira, 19 de julho de 2013

Artigo: Batman - Arkham Origins: O que esperar?





Por que ninguém nasce herói... Só o Chuck Norris!






Quem diria que um jogo baseado em um super herói faria tanto sucesso, hein? Batman: Arkham Asylum foi lançado em uma época em que tais títulos eram totalmente esquecidos. Isso por que jogos deste tipo raramente trazem boas idéias, apenas copiam (malmente) outros jogos de sucesso. Mas ao se prender totalmente aos quadrinhos e amarrar boa trama com jogabilidade diferencial, Arkham Asylum garantiu um lugar de prestigio no coração de muitos gamers, mesmo aqueles que nunca se interessaram no universo do cavaleiro das trevas. Arkham City, de 2011, firmou a franquia como uma das mais importantes da atual geração, sendo um título de mundo aberto tão querido quanto Far Cry e Grand Theft Auto.

Agora, em 2013, os fãs esperam pelo terceiro jogo da série: Arkham Origins, que volta no tempo para desenrolar a ascensão do maior detetive do mundo. Teasers incríveis, revelações bombásticas e muitas promessas enchem o coração dos fãs. E aí, o que podemos esperar da próxima aventura do cavaleiro de Gotham?

Sob nova direção.

As primeiras informações sobre o novo game encantam e preocupam ao mesmo tempo. A série Arkham muda de direção, saindo das mãos da Rocksteady e indo para a WB Montreal. O antigo estúdio estabeleceu uma excelente base de jogabilidade e combates bem sólidos, e a nova equipe sabe disso. O próprio produtor, Ben Mattes, usou a frase “se não está quebrado, não arrume” para definir um pouco do que esperar sobre os combates de Origins. Mesmo assim, não podemos deixar de ficar meio receosos com a mudança de direção da série.

Como o nome já diz, Origins volta no tempo, mostrando aos jogadores um Batman bem menos experiente do que aquele já conhecido. O enredo se foca na obra “ano um” dos quadrinhos, onde Bruce Wayne ainda é um super herói em formação e meio inexperiente. Na véspera de natal, o vilão Máscara Negra oferece uma gorda recompensa para aquele que lhe der a cabeça do homem morcego numa bandeja. Não é preciso dizer que uma série de vilões perigosos está atrás do prêmio, desencadeando os eventos que serão desenvolvidos na nova aventura.



Ainda não foi divulgado o nome de todos os antagonistas que farão parte do elenco de Oringins, mas algumas coisinhas pequenas já foram relevadas. Uma delas é que o jogo pretende se focar em vilões menos conhecidos, ou seja, aqueles que só o mais fanáticos pelo herói devem conhecer. No entanto, outros mais populares deverão ter suas histórias desenvolvidas, como o Pinguim, por exemplo. Ao meu ver, está seria a perfeita oportunidade de mostrar um pouco mais da origem de Duas Caras, quando ainda era o justo promotor Harvey Dent, que fora aliado de Batman na luta contra o crime. Também parece ficar claro que Coringa deixa de ser o inimigo principal da história, como aconteceu nos games passados. Mas visto a importância do palhaço na origem de Batman, duvido muito que ele fique totalmente de fora desta nova aventura. Também seria legal conhecer a origem do Coringa, quando ele ainda era chamado de Capuz Vermelho.

Um Batman mais humano.

Conforme o próprio diretor do jogo já esclareceu, não há muita diferença no sistema de combates, uma vez que o mesmo vem funcionando tão bem. No máximo novas armas, equipamentos e golpes devem ser adicionados aos já existentes. Já o quesito exploração vai ganhar muitas novidades e até algum tipo de regressão, segundo a própria WB Montreal. Mas calma, segundo o diretor, a regressão será essencial para a trama de Arkham Origins.

Por ser um game voltado para o desenvolvimento de Batman, não teremos um herói tão centrado ou calmo. Trata-se de um Bruce Wayne vestido de morcego, que ainda não aprendeu a lidar totalmente com suas emoções. Por isso será normal vê-lo um pouco mais violento com seus inimigos, ou tomando decisões em função da raiva. Tudo isso servirá para dar novo gás na imersão do jogador, que já estava acostumado a assumir o controle de um Batman frio e calculista.



Essa falta de experiência refletirá (ou deveria) diretamente no modo detetive, que ganha uma revigorada. Além de pode investigar pistas, Batman pode também recriar cenas do crime em forma de hologramas, podendo até voltar ou pausar uma cena (tem uma Sky HD no capuz dele?). Bastando reunir pistas suficientes para isso. Imagine só o leque de possibilidades que isso poderá abrir.

O mundo aberto continua valendo, com um mapa maior e mais eventos rolando. Além da trama central do jogo, há histórias paralelas que dão vazão às missões extras, sendo que todas serão baseadas em histórias contadas em “ano um”. O Challenge Mode continua valendo, mas tendo um pouco mais de envolvimento com o enredo central do game, de modo que o interesse do jogador em cumprir os desafios seja maior. Mais uma vez o game parece mergulhar de cabeça na mitologia do morcegão, algo que é muito bem vindo. O plano de fundo parece ser mais Gotham City. O cenário da aventura se passa nos distritos que, mais tarde, serão isolados e transformados na cidade Arkham.

Mais um clássico chegando?

Ainda há muita coisa pra rolar. Mas a WB Montreal planeja algo realmente fabuloso para Arkham Origins. De modo geral, muitas dúvidas ainda ficam na cabeça dos jogadores. A principal fica por conta da mudança de estúdio. Tudo indica que teremos um mais do mesmo, uma vez que o produtor fala da importância de não modificar aquilo que vem dando certo. Desde que seja algo bem feito e empolgante, um mais do mesmo não seria ruim. Mudar poderia trazer uma série de reclamações, e até mesmo o descontentamento dos fãs com a franquia.

Com base no que fora divulgado na E3 2013, algumas conclusões puderam ser tiradas. Talvez a maior delas é que Batman não esteja tão “inexperiente” quanto o produtor do game afirma. Pra começar, não parece que houve regressão alguma no modo detetive, pelo contrário. Batman parece está mais inteligente e poderoso por ter a capacidade de rever algo que aconteceu. Seu equipamento também não pareceu ser inferior ao que vimos em Asylum e City. Sua imaturidade como herói se reflete mais em sua postura menos piedosa com os inimigos. Nos vídeos divulgados é possível ver um Batman mais furioso e porradeiro. Dessa forma, fique meio difícil de acreditar que Batman está realmente inferior com relação aos games passados.



Previsto para o dia 25/10, Arkham Origins ganhará edições para Playstation 3, X-Box 360, Wii U e PC. Os portáteis 3DS e PSVita recebem o Arkham Origins: Blackgate, que adota o estilo 2,5D e terá exploração similar a Castlevania e Metroid, mas pouco foi falado sobre as edições portáteis. Também está confirmada a tradução completa das edições de console, tanto em legendas como em dublagens. Muito legal ver a atenção que os brasileiros vêm recebendo dos estúdios.  

Até aqui, fica a ansiedade pelo terceiro game da mais incrível franquia da geração. Com base do que já foi feito em Asylum e City, sabemos que há potencial para um jogo incrível. Arkham Origins não parece ter a ambição de Arkham City teve, pois talvez tentar elevar ainda mais a experiência de jogo acabe falhando, e ninguém quer isso. Resta-nos apenas esperar por mais esse jogão, e descobrir se, de fato, ele vai merecer levar o nome Arkham.  



Confira aqui os vídeos de Batman: Arkham Origins.



Gameplay: IGN.



Official Trailer.


Apresentação de nova vilã: Copperhead.





Artigo escrito por: Lipe Vasconcelos. 






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