terça-feira, 13 de agosto de 2013

Análise: Donkey Kong Country 2: Diddy´s Kong Quest





A família Kong ganha um novo membro





O primeiro game da série Donkey Kong foi uma grande surpresa para aqueles que possuíam um Super Nintendo. O sucesso foi tão grande que a pessoa poderia escolher em comprar o console acompanhado por Super Mário World ou Donkey Kong Country.



Não demorou muito para a Rareware anunciar que o game teria uma continuação e, em 1995, chegava às prateleiras Donkey Kong Country 2: Diddy´s Kong Quest, considerado por muitos o melhor game dos macacos lançado até hoje. Na Europa o game ficou chamado apenas de Diddy´s Kong Quest, na versão Americana e nacional ainda trouxe o “Donkey Kong Country” no título.

Novo vilão, nova dupla

Diddy´s Kong Quest é uma continuação direta de Donkey Kong Country, após Donkey e Diddy derrotarem King K. Roll, e a ilha Donkey Kong ficar em paz. Mas essa paz não durou muito tempo: Captain K Roll (Provavelmente, o filho de King K. Roll.) sequestrou Donkey Kong e pretende dominar a ilha DK com seu exército de piratas.

Mas nem tudo esta perdido. Diddy Kong irá salvar de seu amigo, mas não vai estará sozinho. Junto com ele está a sua namorada, Dixie Kong, uma macaquinha muito engraçada e esperta. Juntos, eles vão atravessar mundos cheios de perigos, armadilhas, inimigos ferozes e muitas bananas.



A primeira grande novidade de Diddy´s Kong Quest é Dixie Kong. Com um visual meigo e rebelde, Dixie tem um rabo-de-cavalo que usa para planar pelo céu. Seu cabelo também é útil para atacar inimigos, se pendurar em ganchos e segurar itens. As habilidades de Diddy são as mesmas do primeiro game.

Diddy´s Kong Quest trouxe uma chuva de novidades para os fãs da família Kong. No primeiro jogo a Rare não soube usar os dois macacos simultâneos. Mais isso mudou nesta sequência: Apertando o botão A o macaco secundário sobe nas costas do outro; dessa forma, o jogador pode lançá-lo em plataformas, barris e ganchos mais altos. Essas novidades adicionam mais diversão na mecânica. Cada mundo possui um mapa com um grande número de fases a percorrer, com armadilhas, inimigos, itens a coletar e salas secretas para descobrir.

Ilha DK capitalista.

As salas secretas também sofrem modificações. Elas agora possuem três objetivos diferentes: Achar a moeda, coletar as estrelas e destruir todos os inimigos da sala. Cada um dos bônus completado com êxito premia o jogador com uma moeda especial, que é salva junto com o seu progresso. Um bônus só é registrado caso o jogador complete o desafio proposto pelo game, caso contrário, será o mesmo que nunca ter achado a sala secreta.



Em todas as fases do jogo existe uma grande moeda DK que dá ao jogador o título de grande herói da Nintendo; desde que colete todas as 40 moedas do game, é claro! Existem também as moedas Kremcoin, usadas como dinheiro, propriamente dito. É possível comprar diversas dicas, como para derrotar chefes, encontrar bônus e moedas DK. Para viajar pelos mundos e salvar seu jogo também é necessário pagar. O sistema funciona assim: Em cada mundo existe um ponto de gravação e um ponto de viajem. Na primeira vez que você salva em algum mundo não será necessário pagar; mas nas demais vezes será cobrado 2 moedas Kreomcoin. Já com o avião é inverso, você só precisa pagar por ele quando o usa na primeira vez. Infelizmente, essas moedas não ficam salvas no progresso do jogo.
  
Diversão sem desafio não seria nada.



Os animais de guarda estão de volta, e muito melhores. O avestruz e o sapo foram substituídos por uma cobrinha e um papagaio que carrega os macacos em algumas fases. Agora os bichinhos possuem comandos especiais ao pressionar o botão A. O rinoceronte pode correr destruir tudo que há em seu caminho. A cobra pode dar um salto mais alto e etc. Agora, em determinadas fases, os macacos se transformam em um animal de guarda, assumindo todas as suas habilidades básicas e aumentando a variedade das fases.

Diddy´s Kong Quest esta bem mais difícil que o Donkey Kong Country. A adição de dinheiro e de alguns inimigos mais pentelhos deixam o game bem mais desafiador. As fases estão cheias de armadilhas e inimigos. Na ultima fase, por exemplo, você precisa vencer uma corrida contra um papagaio; mas a corrida acontece num lugar cheio de espinhos e armadilhas. Os chefes também ficaram um pouco mais difíceis e o Capitão K. Roll é de enlouquecer qualquer um devido à alta dificuldade. Esqueça o esquema de desviar e pular na cabeça de um grande lagarto ou rato. Os chefes pedem um estudo melhor antes do ataque.



Parte Técnica.

Os gráficos conseguem ser ainda mais incríveis que no primeiro game. Além dos ambientes já conhecidos; cavernas, florestas e navios, em DKQ, os macacos vão se aventurar em pântanos, florestas assombradas, castelos, parques de diversões e até mesmo gigantescas colmeias de abelhas. Todas as fases apresentam detalhes excelentes. Na colmeia das abelhas o mel fica escorrendo pelas paredes e as abelhas espiando os macacos passando. Em outras fases há belos efeitos de névoas, ventos e chuvas, todos deixando à experiência de jogar DKQ mais realista e divertida.



Os personagens ficaram bem desenhados. Os modelos totalmente tridimensionais são inspiradores. Diddy não tem nenhuma diferença aparente no visual, se comparado com o game anterior. Mas sua animação ficou mais variada e dá uma impressão de mais naturalidade. Quando Diddy permanece parado por muito tempo, fica fazendo malabarismo com bolas. Dixie Kong é uma macaquinha meiga, com um jeitinho que cativa o jogador já nos primeiros segundos de partida. É muito meigo vê-la tomando suco de caixa e tocando guitarra ao fim de cada fase completada. Os inimigos também estão ótimos e com movimentos mais variados. Alguns deles foram até melhorados. O Claptrap, por exemplo, está maior e mais detalhado. Os mesmo vale para as abelhas e os animais de transporte.

Os efeitos sonoros ficaram mais limpos e mais legais. Cada inimigo faz um som característico. Os barris quebrando, as explosões, as vozes dos macacos, tudo ficou ótimo. Além disso, há os sons de ambientes. O vento passando, o ranger das madeiras dos navios, a música do parque de diversão, que parece tocar de um alto falante para ajudar na ambientação e etc. Um trabalho realmente muito satisfatório.

A trilha sonora é, sem dúvida, a melhor de qualquer jogo já feito para o Super Nintendo. Todas as músicas conseguiram ficar numa qualidade ainda mais superior que do primeiro game. Pergunte aos fãs do Super Nintendo,  pelo menos 80% deles dirão que a trilha sonora de DK2 é a melhor de todos os games dos 16 bits da Nintendo.

Conclusão.



Diddy´s Kong Quest foi uma seqüência tão boa que não há pontos fracos. O primeiro jogo talvez deixasse um pouco a desejar, por ser relativamente fácil. Já o segundo veio para corrigir qualquer erro cometido no passado. Foi um grande marco na Nintendo e um dos games que mais queridos do público.

Donkey Kong Country 3 viria no ano seguinte para completar a trilogia da família Kong. Mas com certeza, Diddy´s Kong Quest deixou muita gente de boca aberta com tanta novidade. Se você curtiu o primeiro título, com certeza vai amar essa excelente seqüência. 



NOTA FINAL.





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.
















4 comentários:

  1. Jogão e postão =D. Com certeza é o melhor dos 3.

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  2. Na minha opinião o melhor jogo já feito, não consigo enjoar dele

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  3. DKQ 2 inovou em tudo principalmente nos gráficos.Até então eu particularmente só tinha visto em Mortal Kombat 2.A dificuldade é um diferencial desta versão já que o DKC 3 é muito fácil.

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