sábado, 10 de agosto de 2013

Humor: O que viu da vida - Dante.




O dante é eternamente mais foda que você!






Minha trajetória é tipo muito louca, véi! Eu nem fui atrás dessa parada de ser um gamestar e coisa e tal. Na verdade eu sempre fui músico. Desde moleque eu escutava uns sons tipo, Beatles, Rolling Stones, Led Zepelin. Mas ai veio o Sabbath na minha vida e tipo... UAU! Pirei naquela parada, sabe. O Yommi tocava umas coisas muito loucas, e o Ozzy também era um vocal bem malucão! Desde que vi o primeiro show dos cara eu fiquei na ideia de formar uma banda e tocar por ai. Comecei a cortar grama dos vizinhos e juntei uma grana pra comprar minha primeira guitarra.

Dante posando com sua primeira guitarra!


















Nos anos 80 comecei a escutar coisas mais modernas:  Metallica, Iron Maiden, Helloween, putz... Minha mãe ficava boladona comigo, véi. Eu entrava no quarto e colocava o volume as vera no alto. Minha coroa nunca gostou do tipo de som que eu escutava, mas apoiava a ideia de eu virar um rockstar. Então, aos 15 anos, formei minha primeira e única banda: The Devils. Eu cantava e tocava guitarra. Fazia cover de algumas bandas tipo: Iron Maiden, Slayer, Anthrax, sabe... Essas coisas de macho mesmo... Menos Manowar, aquele couro deles é muito gay, vé... Enfim! Depois de um ano de banda eu comecei a escrever nossas músicas. Era um bom compositor, tanto de melodias quanto de letras. Mas minha voz era muito escrota!

Numa noite meu irmão gêmeo, Virgil, foi assistir a um show nosso. Quando acabou ele foi ao camarim. Sempre muito motherfucker, chegou e falou: “A banda é boa, as músicas também. Mas tu cantando é um inferno! Eu vou entrar nessa porra”. A partir daí os nossos shows começaram a dar mais gente. Virgil era um vocal bom pra cacete, tinha carisma. Mas o cara era muito imbecil e se achava. Mesmo assim, pelo bem da banda, continuamos juntos até gravar o nosso primeiro disco.

Como já havia uma banda chamada The Devils, o pessoal da gravadora achou melhor trocar. Aí passamos a nos chamar de Devil May Cry. Nosso primeiro álbum foi gravado em 1990, vendeu pra cacete! Fizemos shows em vários países, inclusive em lugares distantes, como o Acre. A galera pirava nos shows, e o Virgil também. Mas esse lesado tava se drogando demais. Mesmo assim, o Virgil detonava nos shows, e eu tava feliz por tê-lo na banda. No entanto, continuávamos brigando muito. Ele realmente odiava o Curt Cobain, até hoje ainda acho que o Virgil o matou.

Banda Devil May Cry: Foto tirada durante o show do Rock in Rio II.

Nosso segundo álbum foi lançado em 1993, e também foi um sucesso. Mas as coisas já não rolavam como antes. O Virgil se tornava cada vez mais insuportável, drogado, e não sei por que, mas ele não saía da mansão do Rob Halford. As coisas tavam ficando muito ruins pra Devil May Cry, chegando ao ponto do Virgil dizer que não iria fazer algum show, por que tava comendo enroladinho de salsicha com leite na casa do Rei do metal. Quando começamos a gravar nosso terceiro álbum, em 1995, tivemos um baque. Virgil sumiu no mundo, sem dar nenhuma explicação. Sem ele, a gravadora cancelou o contrato. Foi fim da banda!

Tipo... Eu fiquei na merda, mesmo! Comecei a me drogar também! E usava só droga pesada! Pegava o cd do Backstreet boys e ficava escutando em casa. Mas eu nunca parei de tocar de guitarra. Minhas composições instrumentais continuavam foda. Eram tão fodas, que em 1996 eu recebi uma ligação do meu agente. Eu tinha entendido que uma banda chamada Capcom precisava de um guitarrista, sei lá, eu tava muito bêbado e drogado, não entendi direito. Quando cheguei ao estúdio da banda eu descobri que Capcom era o nome de uma produtora de games, e que eles queriam alguém pra compor a trilha sonora do novo Megaman. Eu fui lá e escrevi as músicas. Quando eu vi, tava ganhando uma grana lascada com isso. Nossa! nunca imaginei que iria ganhar tanto dinheiro com uma música de jogo.

Você já ouviu meu trabalho em vários lugares. Fiz a trilha sonora do Duke Nukem 3D, Killer Instinct, Soul Reaver e Castlevania. Em 1999 fui chamado para um projeto muito importante, fazer a trilha sonora do Resident Evil 4. Os caras chegaram comigo e falaram “queremos uma trilha bem rock in roll” e para tal, resolvi chamar meus antigos companheiros da Devil May Cry para fazer uma trilha sonora digna do game. Os caras da Capcom adoraram a trilha, mas o jogo não. Falaram que tava estranho, muita ação e muita fatiação de demônio. Mas em vez de cancelar, mandaram a equipe trocar o cara que fazia o protagonista do jogo.



Enquanto isso eu tava de boa, no estúdio de produção do Resident Evil. Tinha ficado quase 72 horas seguidas gravando e tava morgadão. Tinha tipo uma cama no set de gravação, e eu fiquei lá, dormindo. Quando acordei de manhã tava de boa. Ai tinha umas espadas que eles estavam usando no jogo lá, ai eu peguei uma das espadas pra brincar e comecei a cortar os bonecos de teste. Quando a equipe chegou ficou me olhando com uma cara estranha, e eu pensei “fudeu, perdi meu emprego!” ai o cara da produção gritou “ENCONTRAMOS O NOSSO PROTAGONISTA” e eu fiquei meio que tipo “Prota... O que?” sem entender o que tava acontecendo. Ai os caras me explicaram que Resident Evil tava cancelado, mas que era pra continuar fazendo o jogo e tal. Pensaram em chamar aquele gordinho lá, o Jack Black, mas aí eu detonado os demon lá e foi o que precisavam.


Devido aos envolvimentos satânicos da Walt Disney, Mickey Mouse
também chegou a ser cotado para o papel de Dante. Descobrimos essa
foto nos arquivos da Capcom.


O primeiro jogo foi sucesso. Ganhei mais dinheiro com ele do que com a banda. O nome do jogo foi inspirado no rock´n roll que minha banda fazia. Me senti honrado com a escolha dos cara. Fiz seção de autógrafos por todo mundo. Pela segunda vez na vida viajei para o Acre. A Capcom ficou rica e eu fui na onda... Curti muito. Infelizmente, eu passaria por mais um fracasso profissional. Devil May Cry 2 foi odiado por muitos. Até fiquei chateado em ver que a Save Point detonou o jogo (#chatiado) fiz com tanto carinho esse jogo. Ta certo que eu ganhei muita grana com ele também. Mas a satisfação do publico é tudo pra mim!



Meu auge veio em 2005, quando começamos a fazer o Devil May Cry 3. Eu ainda tinha muita fé no jogo e sabia que seria bom. Mas ai veio a noticia! Meu irmão motherfucker faria o vilão. A raiva subiu... Eu teria a oportunidade de me vingar dele por ter deixado a banda no auge, e agora ele vinha se aproveitar do sucesso do meu jogo. Mas nada me prepararia pro pior momento da minha vida... Tive que mudar de visual quando os direitos do game passaram pra Ninja Theory... Ta certo, gostei do jogo... Mas aquela cara de emo vai me perseguir pro resto da vida!

Galera da Save Point... Obrigado pela chance dada... Agora meus fãs sabem mais de mim... Obrigado por falarem que eu sou foda! Li a matéria dos games de Hack in Slash e curti muito... CHUPA, KRATOS!!!!





Escrito por: Lipe Vasconcelos.







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