terça-feira, 10 de setembro de 2013

Análise: Streets of Rage





Pancadaria, ação e música tecno no Mega Drive.





Em sua época de ouro a Sega desenvolveu excelentes exclusivos para seus consoles. Entre eles, um que se destacou foi Streets of Rage: A resposta para a Capcom e seu Final Fight, até então exclusivo do Super Nintendo. Sem se preocupar em trazer algo inovador para o Beat ´em Up, Streets of Rage é um título de ponta, com gráficos excelentes e uma das trilhas sonoras mais memoráveis do Mega Drive. Sair na porrada pelas ruas da cidade nunca foi tão divertido.



Enredo.

Em uma cidade sem nome a paz era recorrente, mas isso não durou muito tempo. A organização criminosa liderada pelo Mr. X se apoderou do governo e da policia. Logo, tudo estava um caos. A violência e o crime tomaram conta de tudo e ninguém estava seguro. E como não há um milionário disposto a se vestir de morcego e prender os bandidos da cidade, o jeito foi três jovens policiais expulsos da corporação unirem forças e sair às ruas para chutar algumas bundas. Axel Stone, Adam Hunter e Blaze Fielding serão a ultima esperança da cidade contra o crime... Ou não!

Briga de rua.

Quem já jogou os títulos “Final Fight (Capcom) ou Golden Axe”, também da Sega, vai se sentir em casa com Streets of Rage. O jogador pode escolher entre os três jovens policiais e partir pra porrada ao longo de 8 fases diferentes. Em geral, os três personagens são bem equilibrados, tendo mínimas diferenças de poder de ataque e mostrando variação no estilo de golpes e animações.



Mas se é briga o que povo quer, então, briga terá! Streets of Rage brilha com comandos bem funcionais e respostas simples. É possível dar uma pequena sequência de golpes em seus oponentes, bastando pressionar rapidamente o botão de ataque. Há também os clássicos golpes como voadoras e o agarrão no inimigo, podendo arremessá-lo para o outro lado do cenário. Mas se você quiser ser mais brutal é possível aplicar um pilão e quebrar a cabeça de um pobre coitado. Se socar e arremessar começar a ficar chato, basta coletar pedaços de cano, tacos de baisebol, garrafas, facas e sprays de pimenta. Tudo vira arma na hora de castigar o crime. E se os criminosos fecharem o cerco e partirem pro desespero, basta acionar um carro de policia que utiliza artilharia pesada nos inimigos. Tal especial só pode ser acionado uma vez por fase ou a cada nova vida usada.



A variedade de inimigos faz toda a diferença na ação. Há caras que só sabem socar e atacar com uma arma. Outros já usam golpes diferentes, como rasteiras e arremessos. Há garotas que usam um chicote e até se fazem coitadinhas quando começam a apanhar (é irritante). Mas o pior mesmo são os caras metidos a Bruce Lee, que são extremamente ágeis e geralmente atacam em grupos. Dessa forma, Streets of Rage traz uma dificuldade moderadamente alta, principalmente nos estágios finais. Os chefes geralmente precisam ter seu ponto fraco revelado, algo que é bem divertido descobrir.

Jogar com um amigo é motivador.

O modo multiplayer de Streets of Rage é tão divertido quanto jogar sozinho. O número de inimigos na tela dobra, de modo que a dificuldade fica equilibrada. Jogar com um amigo significa criar boas estratégias para dar cabo da vida de tantos malfeitores. É possível até um jogador segurar o bandido, enquanto o outro bate nele covardemente. Até mesmo os chefes os chefes vem em dois (literalmente).



Para aumentar a motivação de jogar com um amigo, há a possibilidade dos dois jogadores divergirem em uma determinada pergunta antes de encarar o chefe final, iniciando um confronto divertido entre os jogadores. Mais divertido que isso é o final alternativo. Caso os jogadores optem lutar entre si, quem derrotar o Mr. X acaba se tornando o novo líder da organização criminosa.
  
Parte técnica.

Streets Of Rage traz gráficos bem trabalhados para a época. Os cenários são bem construídos e mostram várias facetas da cidade onde o game acontece, desde um visível centro urbano badalado até becos mais hostis. Na terceira fase há um efeito de maré bem legal, embora simples. As fases possuem personalidade e casam bem com a proposta do game. Os personagens seguem o mesmo padrão de qualidade. As animações de movimento e golpes são cheias de estilo, seja dos protagonistas ou até dos mais simples inimigos. Infelizmente a tela sofre engasgos quando há muitos elementos em cena, e isso acontece com muita frequência a partir do quarto estágio.


A parte sonora é parcialmente excelente. O som de golpes aplicados nos inimigos é bem característico e bem feito. Mas o som dos nossos bonecos apanhando lembra mais uma batida de carro do que de alguém levando porrada. Realmente não dá pra entender. Fora isso, há gritos, sons de vidro e coisas quebrando, tiros e etc. Tudo com uma qualidade surpreendente. A trilha sonora é o fator mais memorável de Streets of Rage. As músicas seguem um arranjo tecno urbano bem bolado. As canções são grudentas e divertidas de ouvir.

Conclusão.



Mesmo sem trazer nada novo para o gênero, Streets of Rage cumpre com louvor o objetivo de divertir o jogador. Há diversos níveis de desafio para selecionar e uma série de inimigos para dar cabo. A parte técnica é excelente, tirando alguns efeitos sonoros errados e slow down quando muitos inimigos surgem na ação. Se você é um retrogamer convicto e ainda não conhece Streets of Rage, vai ficar feliz em jogá-lo e passar bons momentos ao lado deste clássico absoluto da Sega.



Notal Final.





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.







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