sábado, 19 de outubro de 2013

Análise: Fairly OddParents – Breakin´ Da Rules.





Tudo bem se um garoto tem padrinhos mágicos... To sabendo... PAM!




Quando uma criança leva uma vida difícil e infeliz, o mundo das fadas lhe envia padrinhos mágicos, fadas que existem para tornar realidade os desejos mais malucos de uma criança; desde que essa magia não seja usada para o mau, trapaça ou impedir o amor verdadeiro. Essa é a história base de Os Padrinhos Mágicos, série de animação da Nickelodeon que conquistou não só crianças, como adultos também. O sucesso não é pra menos. Timmy Turner, Cosmo e Wanda estão entre os personagens mais carismáticos de sua década, vivendo aventuras repletas de magia e bom humor.


Como é de se esperar de um desenho animado de tanto sucesso, "Os Padrinhos Mágicos" ganhou todo tipo de produto: brinquedos, cadernos, álbuns de figurinhas, filmes e jogos de vídeo games. Um desses jogos foi Breakin´ Da Rules, um game de aventura/plataforma que explora bem a marca, com fases totalmente inspiradas no desenho animado. Mesmo não fugindo dos problemas convencionais de um jogo de plataforma 3D, Breakin´ Da Rules é um título bem interessante, que diverte a todos os públicos. A análise a seguir serve para todas as plataformas a quais o game fora lançado, não valendo apenas para a do Game Boy Advance.

Enredo.

É mais um sábado comum na vida de Timmy Turner e suas fadas, Cosmo e Wanda. Como de costume, os pais de Timmy o deixam com sua babá do mau, Vicky. Triste com a situação, Timmy pede a suas fadas que sumam com a garota, algo que é contra as regras. Irritado, Timmy deseja que o livro de regras dos padrinhos desapareça. O resultado é devastador. Várias páginas do livro se perdem pelo mundo, e as que sobram no livro são encontradas por Vicky. 


Após uma côrte extraordinária no mundo das fadas, Cosmo e Wanda são sentenciados a ficar sem seus poderes, tendo o prazo de nove horas para encontrar o livro de regras e as páginas perdidas. O problema é que as páginas se perderam por vários locais, e com Vicky tendo o livro em mãos, todos os seus pedidos acabam se tornando realidade. Com suas fadas sem poderes, sobra para Timmy a missão de resolver a encrenca, caso contrário, perderá para sempre seus padrinhos.

Ter padrinhos mágicos pode ser bem divertido.

Breakin´ Da Rules possui um esquema de jogo bem agradável, principalmente para o publico infantil. Serão oito fases para atravessar, cada uma com temática e história diferente, onde o principal objetivo será recuperar as páginas perdidas do livro de regras. Em cada fase haverá três páginas, que só aparecem após Timmy coletar cinco estrelas mágicas que sempre correm do garoto quando avistadas. Breaking´ Da Rule é bastante linear, embora haja espaço para a coleta de itens que libera conteúdo extra no menu principal.



Por ser um jogo voltado para audiências mais jovens não há muito foco em combates. A grande sacada do game está em resolver problemas usando magia, mesmo este não sendo um sistema tão perfeito. A cada cinco estrelas encontradas, Timmy desbloqueia uma página do livro, conferindo ao garoto o direito de fazer um pedido. Será através desses desejos que Timmy poderá avançar ao longo das fases de Breaking´ Da Rules. Infelizmente a criatividade esbarra em algumas mecânicas chatas, como a introdução de combates forçados e trechos muito irritantes de plataforma.

Parte técnica.

Apesar de aplicar o efeito de Cell Shading com competência, Breakin´Da Rules tem uma parte técnica bem desinteressante. As fases têm bons projetos, mas a falta de cuidado com o acabamento gráfico é gritante. Há muitos serrilhados em vários objetos, falta de detalhes nos cenários e constantes quedas na taxa de quadros quando há muito movimento na tela. O trabalho de arte ajuda a camuflar uma falha aqui e ali. Cada etapa do game captou bem a essência da série e faz o jogador se sentir no desenho animado.



Os personagens apresentam bons desenhos e com detalhes aceitáveis. Mas suas animações são superficiais e mecânicas demais. Na fase A Dog´s Life fica claro o descuido com os movimentos, principalmente quando o Timmy Dog salta, ficando com o corpo em uma posição muito estranha. Há uma boa variedade de personagens e alguns inimigos, que pelo menos chegam a agradar. As cenas não interativas sofrem por falta de expressão facial. Os personagens estão sempre sorrindo, independente da situação que esteja ocorrendo na tela.

Os efeitos sonoros se saem um pouco melhor, com sons bem bolados e alguns até retirados da série animada. Há alguns mais irritantes e ilógicos, como quando Timmy pisa em locais molhados. A trilha sonora apela para os compositores das músicas da séria animada, injetando personalidade no game. Não se trata de uma trilha sonora grudenta, mas é bem composta e mantém o clima que um jogo do “Padrinhos Mágicos” deve ter. As dublagens tentam impor alguma personalidade com diálogos bem escritos e divertidos. Mas as vozes não parecem se esforçar muito e acabam deixando o resultado bem abaixo do esperado.

Aprovado. J

Criativo e pra toda família.

Breakin´Da Rules consegue se sair bem com todos os públicos, principalmente com as crianças. Ao meu ver, este é um daqueles jogos ideais para um pai e uma mãe sentarem pra se divertir com os filhos, dado ao estimulo que o game proporciona. Os cenários são bem lineares, mas apresentam boas ideias e até as executa bem. Timmy deve atravessar às fases a procura de estrelas mágicas que libertam uma nova página do livro de regras. As estrelas têm o costume de correr quando são avistadas, forçando o jogador a persegui-las até que cansem.



Uma vez que as estrelas são reunidas, Timmy pode fazer um pedido às fadas. Mas como seus padrinhos estão com poderes limitados, os desejos são realizados de forma improvisada, de modo que o jogador terá de se virar com o que tem. Timmy ganha temporariamente o poder de fazer coisas como saltar mais alto, voar, socar paredes, usar ganchos para se prender em argolas e etc. Há três desejos diferentes para cada fase, mas essas habilidades só podem ser usadas naquela ocasião especifica. Assim que perde a utilidade, o próprio jogo trata de retirar aquele poder do personagem.

De fato, o ponto alto do game é poder reviver algumas situações vistas da série animada. O jogador poderá combater o crime nos gibis do Queixo Rubro, se aventurar dentro de um vídeo game criado pelos próprios padrinhos, atravessar a escola de Dimisdale e até fazer uma breve visita no mundo das fadas. Mesmo tendo um enredo central, cada episódio do jogo desenvolve uma mini trama. Com isso, todos os personagens da série conseguem dar as caras no game, sem forçar muito a barra. Timmy poderá interagir com Jorgen Von Estranho, AJ, Chester, Mark e até com seu desmiolado professor, Crocker. Prepare-se também para enfrentar um combate final diferente de tudo já visto em um jogo.



Na parte de extras não há muito que esperar. Haverá trailers de outros jogos baseados em personagens da Nickelodeon e clipes de algumas cenas memoráveis do desenho, como as músicas de Chip Skylark, Timmy bancando o homem aranha e etc. Os jogadores mais dedicados (e também os mais fanáticos pelo desenho) ainda podem assistir a um episódio inteiro feito especialmente para o game. Mas só é possível assisti-lo se o jogador encontrar todos os 4 cartões do Queixo Rubro que ficam escondidos em todas as fases. Querendo ou não, extras assim acabam chamando atenção apenas dos fãs.

Reprovado.

Mecânicas e controles problemáticos.

Apesar de ser uma aventura relativamente gostosa de jogar, Breakin´Da Rules não foge daqueles velhos problemas vistos em jogos do gênero. Mesmo se focando no setor aventura, ainda há a inserção forçada de combates no game. Parece que Timmy sempre possui armas ineficazes, pois algumas surtem pouco efeito em inimigos. Além disso, os controles não respondem muito bem nessas horas e Timmy perde uma vida com o menor toque inimigo. Dessa forma, teria sido melhor não colocar combates em nenhum momento do jogo.


Mas os controles ruins não atrapalham só nas lutas. Os trechos de plataforma são extremamente irritantes, graças aos saltos pouco confiáveis de Timmy, que fazem o jogador cair e o força a recomeçar uma longa subida. Nas fases Mini Timmy e Crash Ending o jogador terá de ter nervos de aço, pois são as partes do jogo que mais testam a paciência. E estamos falando de um game que não apresenta uma dificuldade muito elevada. Para coroar, as câmeras apresentam ângulos péssimos em locais fechados. As paredes parecem adorar tapar a visão do jogador em muitos momentos do  jogo.

Conclusão.



Entre muitos trancos e barrancos, Breakin´Da Rules consegue produzir uma dose moderada de diversão. Passa longe de ser um jogo de aventura/plataforma perfeito, dado às muitas falhas técnicas e os gráficos mal desenvolvidos. Mas há boas ideias, justiça seja feita. O jogo consegue desenvolver bem o lado adventure, e as crianças podem se divertir muito. Já os mais dedicados encontrarão aqui um game bacana para se divertir e distrair daqueles títulos mais robustos e complicados. E mais do que isso, Breakin´Da Rules é um jogo para toda família!


Notal Final.




Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.









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