sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Análise: Teenage Mutant Ninja Turtles - Tournament Fighters.





As tartarugas devoradoras de pizza caem na porrada seca!





As Tartarugas Ninjas vivem na lembrança de qualquer criança que nasceu entre as décadas de 80 e 90. Iniciada como uma história em quadrinhos, as tartarugas comedoras de pizza logo estrelaram um desenho animado de sucesso e ganharam uma linha de produtos, como brinquedos, cadernos e álbuns de figurinhas. É até irônico dizer isso, mas a série também brilhou nos vídeo games, algo que é muito anormal, já que games baseados em séries e desenhos ganhavam games apenas medianos. Mas graças a Konami as Tartarugas Ninjas estrelaram excelentes games de ação em muitos consoles da época.



No entanto, o interesse em games novos da franquia foi diminuindo a medida que a febre pelo desenho foi esfriando. Mesmo assim, a Konami não perdeu a oportunidade e lançou aquele que seria o ultimo game de sucesso baseado nas criaturas. Teenage Mutant Turtles – Tournament Fighters segue uma linha diferente dos títulos anteriores. Em vez de escolher entre Raphael, Michelangelo, Leonardo ou Donatelo e sair descendo o cacete em inimigos até enfrentar um chefe, Tournament Fighters se inspira em Street Fighter para fazer um divertido game de luta, mas bem original. Em minha opinião, a versão para o NES é tecnicamente inferior ao Mega Drive e Super Nintendo, mas não deixa nada devendo em nenhum quesito, mesmo tendo suas limitações.

Torneio em Manhatam.

O enredo do game não é o ponto forte, mas também não prejudica em nada. O arquiinimigo das tartarugas, O Destruidor, manda uma mensagem aos esgotos dizendo que está organizando um torneio de luta na cidade e que as tartarugas estão convidadas a participar. E ai está a desculpa ideal para sair na porrada. Como eu disse acima, a versão do NES se destaca. Mas um ponto contra essa versão é que só há sete personagens presentes. Além das tartarugas, também há Casey, Hothead e o próprio Destruidor. No modo Story o jogador pode controlar apenas o quarteto principal. Já nos modos versus e tournament é possível usar todos os bonecos.



O que mais conquista o jogador em Tournament Fighters é que este talvez venha a ser o único jogo de luta expressivo do NES. Ou seja, o único que foi feito com o máximo esforço para divertir, mesmo que o consoles de 8 bits sejam extremamente limitados para games assim. Com apenas dois botões é possível fazer os golpes de cada personagem, com o mesmo nível de complexidade que seria exigido no Super Nintendo. No entanto, há um mínimo de dois golpes especiais para cada lutador, o que é uma boa escolha. O jogador não precisa memorizar muitos especiais, e com apenas um deles é possível vencer o jogo com facilidade. Durante as lutas surge uma cápsula enviada pelo mestre Splinter. Ela contém uma bola de energia que pode ser arremessada contra um oponente e tirar um bom naco de energia do infeliz.



As lutas em si fluem muito bem. Há dois rounds em cada combate e as reações do oponente são as melhores possíveis, tornando as lutas bem desafiadoras. No modo Story o jogador escolhe uma das quatro tartarugas e enfrenta as outras três. Após vencer os outros heróis o jogador enfrenta os três principais vilões da série, sendo O Destruidor o ultimo deles. O game é relativamente curto, é verdade. Mas o gostinho de repeteco é grande. O modo multiplayer também merece destaque. Além do modo versus convencional, é possível montar torneios. Existe até tabela para organizar as lutas. Só isso já é suficiente para jogar o game muitas vezes.

Parte técnica.

Mesmo sendo inferior aos 16 bits, Tournament Fighters ficou um jogo muito bonito no Nintendo. É um daqueles títulos que aproveita ao máximo a maturidade gráfica de um console. O NES já estava em seus últimos suspiros de vida, e ainda recebia jogos com gráficos interessantes. Os cenários são bem trabalhados e cheios de detalhe, como papeis que voam ao fundo, rachaduras nas paredes e backgrounds bem diversificados ao fundo de cada fase. Os personagens são simples, mas possuem personalidade em seus traços, seja no desenho dos rostos ou nos movimentos. As tartarugas são os melhores trabalhos, com cascos bem definidos e bonitos. Outro ponto marcante fica na animação dos movimentos que expressam leveza e sutilidade.



No ponto sonoro também há muito a ser dito. Num console onde o trabalho de vozes era simplório, em Tournament Fighters há sons de vozes diversificados, todas com uma clareza incrível para um jogo de 8 bits. Os efeitos de pancadas e especiais também não fazem feio, todos bem equalizados e nítidos. A trilha sonora remete ao excelente trabalho musical dos games anteriores, com músicas de tema tecno e grudentas que combinam perfeitamente bem com  um jogo de luta das tartarugas ninjas.

Conclusão.

Mesmo com o as tartarugas ninjas perdendo parte de seu espaço, Teenage Mutant Ninja Turtles – Tournament Fighters mantém a popularidade das tartarugas nos vídeo game, sendo mais um excelente título de qualidade da série. Este foi o ultimo jogo memorável do quarteto comedor de pizza, mostrando que a Konami não só soube aproveitar bem a fama delas, como também deu um “encerramento” digno à franquia.

Um fato curioso é que este mesmo jogo ficou ainda mais popular no inicio da década de 2000, quando o Polystation o relançou em sua memória junto com outros jogos do NES e Atari. O game não só foi relançado, como também ganhou um upgrade nos gráficos. Era o mesmo jogo, mas com um visual de 16 bits, tanto nos gráficos quanto no som. 



Mesmo com suas devidas limitações, o NES ganhou mais um excelente jogo das tartarugas ninjas, que mesmo com gráficos “fracos” perto do SNES e do Mega Drive, consegue divertir o jogador com simplicidade e originalidade. Não é só um final digno a franquia, como também a prova de que o Nintendo ainda podia receber ótimos jogos, mesmo competindo com consoles mais poderosos.



Notal final:




Análise escrita por: Lipe Vasconcelos







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