quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Artigo: Halloween (especial)



Ah... O Halloween!!!








Data muito tradicional no EUA. Dia em que as crianças saem para pegar doces, os canais de televisão passam programação de terror e os Simpsons lançam seu tradicional episódio de Halloween! :D

Eu não sei por que, mas exportamos essa data pro Brasil. E pra que? Pra ter mais baladas temáticas no país e dizer que temos dia das bruxas aqui. Eu não saiu para pegar doces e nem passa filmes de terror na TV hoje (Mas passa Amor e Sexo na globo. Isso da medo demais o.0). Então, o jeito é jogar vídeo game e encher o saco dos leitores da Save Point. SIIIIMMMMM! Adoro isso! xD

E hoje a postagem é mais que especial... ELA É ESPECIAAAAL... EEEEE... (cala a boca, blogueiro chato). A sim, desculpe, leitor. Enfim. A postagem de hoje faz parte de uma união entre outros blogs, que foi idealizada pela Nelleh, do blog Café com Capuccino. A proposta era que cada blog trouxesse um artigo referente a essa data tão freak em nosso país. E como a Save Point fala de games, resolvi trazer a vocês uma análise de um jogo que vai ser desconhecido para muitos jogadores, principalmente os da geração Playstation 2. Mas antes de ir pra análise em si, segue o link dos outros blogs que estão participando desse especial.



Halloween.




Você sabia que os jogos de terror não começaram com Alone in the Dark e Resident Evil? Sabia que um dos mais divertidos e sinistros games do gênero fora lançado em 1983, por uma produtora chamada Wizard Video Games? E você sabia que o jogo em questão trata-se de uma adaptação do filme Halloween? Pois é... Tal jogo foi lançado para o Atari!

Mas aqui no Brasil o jogo ficou conhecido pelo nome de Sexta-Feira 13. Como você sabe (ou não), naquela época era bem difícil exportar jogos para vendas. Então, empresas brasileiras traziam o jogo para cá e o lançavam de forma nacional. Logo, o Halloween acabou virando Sexta-Feira 13 por aqui. O enredo é simples e direto. Você está no controle de uma babá que está em uma espécie de casa (também já li que o cenário é um hospital) e precisa salvar as crianças do ataque do serial killer Michael Myers.

Quem não se lembra desses cartuchos de
Atari que vinham com quatro jogos em um só?


Halloween segue o mesmo objetivo de diversos games do Atari, que é fazer a maior pontuação possível. Para isso, o jogador deve controlar a babá por uma série de corredores, que por vezes, parecem ser aleatórios. Ao encontrar uma criança, deve-se segurar o botão e levá-la para uma sala rosa segura. Isso seria bem simples, se não fosse pelo maldito Myers, que fica perambulando os cenários com sua faca na mão. O assassino pode aparecer de qualquer lugar, inclusive vindo no sentido contrário ao jogador. A babá só pode atacá-lo se estiver com uma faca, que pode ser encontrada em alguns corredores da casa. Fora isso, toda vez que o assassino aparecer é necessário fugir dele. Há ocasiões que você está entrando em uma porta e... TAAAAMMM! Lá vem o maldito homicida. E quanto mais crianças a babá salva, mais rápido o cara fica, chegando ao ponto de ficar quase impossível se desvencilhar do vilão.

Quem disse que não tinha sangue em jogos antigos? CHUPA, RESIDENT EVIL!

Em termos técnicos, Halloween não foge muito do estilo de outros games de Atari. Os cenários seguem com cores padrões e fundos de tela simples. O que realmente faz a diferença é a animação dos bonecos. O movimento dos pezinhos da babá, das crianças e de Myers. Quando o assassino nos alcança ele arranca a cabeça da moça... Sim, ele faz isso! É bem sinistro ver a garota correndo pela casa sem cabeça e com um filete de sangue jorrando do pescoço. A parte sonora também é fundamental para o clima do jogo. Enquanto controlamos a babá escutamos somente o som de seus passos pela casa. Mas é só o assassino aparecer para que entre em cena a música tema do filme. A canção ficou muito bem representada no jogo. Chega a dar arrepios enquanto o jogador é perseguido.

Halloween é um jogo bem simples, mas que diverte sem esforço. Pode-se dizer que esta é uma excelente adaptação de um filme para os games, que traz uma ideia divertida e uma execução exemplar. Devido ao seu tema musical, Halloween produz um bom nível de tensão em quem joga, e mesmo com as limitações do Atari, a Wizard provou que era possível criar um game de terror para o console. Hoje é Halloween. Então, que tal homenagear tal data jogando este clássico do terror eletrônico?














Escrito por: Lipe Vasconcelos.













3 comentários:

  1. Nunca iria imaginar que existia um jogo desses pra Atari, a galera era bem criativa mesmo com "tão pouco".
    Parabéns pelo post o/

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  2. adorei o post muito da hora mesmo, quem diria que teria uma pérola dessas no atari

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