terça-feira, 12 de novembro de 2013

Análise: Manhunt 2




A caçada sangrenta ganha um novo capitulo. 




Manhunt conseguiu ser um projeto de impacto da Rockstar graças ao alto nível de violência O game também apresentava um enredo sadicamente doentio e criativo. O título colecionou uma infinidade de polêmicas e proibições, tal acontece com GTA, a franquia carro chefe da Rockstar. Naturalmente, tanto bafafá só serviu para aumentar o interesse dos jogadores, transformando Manhunt num sucesso CUT da produtora, que logo viu potencial para uma franquia de sucesso.

A sequência de Manhunt começou a ser desenvolvida em 2004, mas a polêmica envolta do jogo criou uma série de conturbações e o quase cancelamento do game. Finalmente, em 2007, o jogo viu a luz do dia, com versões para Playstation 2, Nintendo Wii, PSP e PC. Proibido em mais de 100 países devido o alto nível de violência, Manhunt 2 é infinitamente inferior ao irmão mais velho, melhorando em alguns quesitos e regredindo em outros que fizeram do primeiro game um sucesso.

História.



Dessa vez a trama está menos sádica, ganhando uma atenção especial em seu desenvolvimento. O protagonista é Daniel Lamb, um cientista renomado que acaba sendo internado num hospício junto com o seu parceiro, Leo. Sabe-se que Daniel foi o cientista que liderou uma pesquisa chamada Origem, onde algo deu muito errado e todos que participaram dela começaram a ser eliminados.

Daniel não se lembra de nada, apenas de pequenos flashs envolvendo seus trabalhos. Numa noite os internos começam uma rebelião no hospício. Pacientes e enfermeiros começam a se enfrentar. Morte e sangue começam a figurar o lugar. Neste cenário caótico, Daniel e Leo encontram o momento perfeito para escapar e descobrir o que foi feito do projeto e por que pessoas estão sendo mortas para abafar o caso.

Parte Técnica.

Comparado ao primeiro jogo, Manhunt 2 trás uma ótima evolução gráfica. Mas quando comparado a outros jogos da mesma época temos um produto de visual bem datado. A ambientação desolada de Carcer City é substituída por algo mais perturbador, como hospícios, ruas desertas, boates e etc. Os cenários apelam para cores de tom psicodélicos. Os ambientes escuros e tensos continuam presentes, criando uma iluminação bastante conturbadora e variada aos olhos do jogador. O efeito psicodélico fica bem acentuado na boate, onde as cores alternam e ajudam a criar um ambiente hostil. Todos os cenários seguem esse padrão e se encaixam no contexto proposto pela trama. 

A violência foi visivelmente aumentada, já que agora cenas de morte e sangue se tornam parte da decoração das fases, como na parte em que você verá um homem torturando o outro em uma cadeira elétrica e outro tendo seus membros serrados por um executor. A sensação é de uma ambientação tão vigorosa empolgante quanto do jogo anterior. As cenas de execução sofreram censuras nas versões para os consoles. Na tentativa de não parecer tão violentas, um filtro é colocado na tela, fazendo um borrão de imagens distorcidas (similar ao efeito de The Punisher). Mas a ideia só deixa esses momentos ainda mais perturbadores. Já os jogadores da versão de PC terão toda a brutalidade do jogo nua e crua, sem censura alguma.



Os personagens apresentam boa modelagem, mas o acabamento é fraco e carece de detalhes. Mais uma vez a versão para PC se destaca, já que um computador bem potente poderá mostrar todas as qualidades que os gráficos de Manhunt 2 tem a oferecer, inclusive eliminando alguns serrilhados vistos nas versões para consoles. A versão para PSP impressiona devido ao belo uso do hardware do portátil da Sony e não deixa devendo em nada aos consoles. No entanto, é preciso jogá-lo em locais bem iluminados. O que mais pesa contra a versão do Playstation 2 é que ela ficou parecendo um Port do PSP, isso sem contar que há constantes quedas na taxa de quadro. O Wii também não se destaca pelo mesmo motivo do Playstation 2.

Os sons de ambiente conhecidos ainda estão aqui, nada de grandioso, mas tornam o jogo ainda mais macabro. O som também contribui com a jogabilidade, já que produzir ruídos pode ser prejudicial ao jogador. Há uma riqueza enorme de efeitos pelo game. Em algumas execuções mais violentas há músicas que revelam total sentimento de crueldade e sadismo, mas em geral o jogo valoriza a ausência de canções, com a finalidade de manter o clima hostil. As dublagens também continuam com a mesma criatividade do jogo anterior. Há uma enorme variedade de frases e deboches de desafio ao protagonista durante o game. Mas nos diálogos das cenas não interativas a qualidade não é mantida. As interpretações deixam a desejar, comprometendo a imersão no enredo.

Aprovado.

Novas maneiras de matar.

Apesar das criticas em relação à violência presente em Manhunt, a Rockstar não quis aliviar e adicionou mais sadismo ao jogo. Devido ao contexto do enredo há algumas armas novas, como seringas e canetas, que podem ser usadas apenas uma vez. Há também armas mais robustas, como porretes com pregos e marretas. O sistema de execução continua intocável, com os mesmos três níveis de morte para cada arma, que variam de acordo com o tempo em que você mantém o botão de execução pressionado. Dependendo do console em que você estiver jogando, cada execução segue um padrão; nas versões para Playstation 2 e PSP basta pressionar o botão e soltar para matar um oponente. No WII usamos o sensor de movimento de acordo com a arma e o nível de execução, funcionado como uma espécie de Quick Time Event, só que com movimento. O mesmo sistema é usado nos PC, mas o movimento é feito com o mouse. Agora as armas de fogo também possuem execuções, destaque para uma arma sinalizadora, cuja execução consiste em dar um tiro na boca do pobre coitado e vê-lo arder em chamas. Se você estiver jogando a versão para PC vai poder curtir cada cena com todos os detalhes possíveis!



A grande novidade no game são os pontos execução presentes no mapa, uma possibilidade que você também viu em The Punisher. Nestes lugares específicos Dani pode matar o inimigo usando algum elemento do cenário; Serão tampas de esgoto, cadeiras elétricas, serras de mesa e há até um caixão de madeira com espinhos de ferro dentro, a chamada Iron Maiden. Como no game anterior, quanto mais violenta for à morte mais pontos são computados ao fim de cada fase, sem contar que é muito mais divertido usar toda a crueldade que o jogo tem a oferecer. Acredite ou não, o filtro de censura utilizado nas versões de console deixa as cenas ainda mais perturbadoras de assistir.
  
Imersão mais intensa.



Manhunt 2 se beneficia de uma ambientação diferente. No primeiro jogo o clima era de desespero e sobrevivência. Já em Manhunt 2 o sentimento é de completa loucura. Nota-se que Daniel é amedrontado e age somente por influência de seu parceiro, Leo. Nas primeiras vezes que ele mata um oponente, irá vomitar e lamentar seu comportamento. O enredo do jogo é tenso e bem desenvolvido, daqueles que traz um final surpreendente e interessante. A violência, felizmente, deixou de ser tão Thrash quanto do jogo anterior, embora ainda traga alguns momentos um tanto pífios, como uma cabeça usada como isca, por exemplo, mas nada que prejudique o jogo.
  
Reprovado:

Menos Stealth e menos variedade.

Infelizmente, Manhunt 2 não inovou em nada na sua jogabilidade. O jogo continua mantendo a mesma mecânica que antes; matar na surdina e chegar ao fim da fase. Mas dessa vez os cenários estão muito mais lineares e curtos, e mesmo os mais abrangentes não oferecem motivos para a exploração. O elemento Stealth não tem mais o brilho de antes. Isso é culpa da IA dos inimigos, que chega a ser patética. Os caçadores se comportam de maneira chata e pouco eficaz. Eles também estão andando em grupos menores agora, facilitando a abordagem. 



O comportamento dos oponentes é previsível demais e não apresenta mais o desafio de outrora. Talvez tenha sido uma tentativa de fazer o jogo mais casual, já que a dificuldade dos níveis finais do primeiro jogo seja um “espanta patos” para os menos pacientes. Querendo ou não, o principal charme de Manhunt foi diluído e esse defeito traz a tona todos os demais pontos negativos do jogo... Ou pelo menos a maioria deles.

Ação sem empolgação.

O enfraquecimento do elemento Stealth fez Manhunt 2 ficar mais concentrado na ação, mas nesse ponto o jogo também falhou. Os tiroteios passam longe daquela empolgação do primeiro Manhunt. A situação só fica um pouco mais divertida quando começam a surgir policiais com lanternas, mas logo esse brilho se ofusca. O jogo tenta prevalecer mais a ação corpo a corpo em alguns momentos, mas como a resistência do protagonista é baixa esse quesito também apresenta erros graves. A perca do brilho que o jogo adquiriu no passado fez de Manhunt 2 apenas um jogo de ação com alguns elementos falhos de ação furtiva. Vai agradar os novatos, mas quem conhece o jogo original não deve ficar muito interessado neste.

Controles ruins.



A configuração dos comandos também não favorece a ação. É visível que a fonte de inspiração vem de Resident Evil 4, mas sem o resultado grandioso. Daniel só pode olhar para outras direções quando estiver empunhando uma arma que exige o uso de uma mira. Fazer uso de mira também testa a paciência do jogador, sendo necessário fazer uma calibração da no menu principal. A versão que se sai melhor nesse quesito é a de PC, que faz o uso do mouse e deixa o jogo mais agradável. A movimentação do protagonista também é um tanto travada e irritante. Mesmo correndo, você vai achar fácil se irritar com os seus movimentos um tanto lerdos.

Loadings.

A versão que mais sofre com este problema é o PSP, principalmente nos checkpoints. Mas em geral Manhunt 2 irrita na transição de uma fase para outra ou mesmo depois de uma morte. Não é um caso de um loading mega demorado, mas é o suficiente para irritar os jogadores e quebrar a dinâmica do game. Um computador potente também ajuda a resolver esse probleminha básico.

Conclusão.



Manhunt 2 trouxe um enredo envolvente, gráficos que ajudam a manter o clima (embora sejam datados demais) e ideias legais para incrementar o que já era bom. Mas a péssima execução das ideias que deram certo no primeiro jogo bota tudo a perder. No que diz respeito à violência Manhunt 2 não decepciona. Se você estiver procurando por sangue gore extremo, vale a pena conferir toda a brutalidade que o título tem a oferecer. Mas não da pra ignorar que o resultado final é muito inferior, já que o game tinha tudo pra ser bom se tivesse seguido a risca os padrões de Manhunt. Ignorando as principais falhas do título é possível se divertir muito com este violento e brutal jogo.



Nota Final.




Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.




4 comentários:

  1. Sempre tive vontade de jogar essa franquia e ainda vou, mas qual você me recomenda o 1 ou o 2? Responda por favor

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu amigo, recomendo-te o Manhunt 1... não que o 2 não seja bom, mas ele é relativamente fraco perto do primeiro jogo. O 1 é mais desafiador e interessante!

      Excluir
  2. Putz jogava o Manhunt 2 na ps2 na época e joguei o 1 em uma game, e agora procurei zerar o 1 e achei foda, então baixei o 2 mas realmente ele ta meio ruim, tem cenas até engraçadas, sem contar a jogabilidade que ta muito ruim, os inimigos travam na parede só fazem burradas, no 1 eles agiam em grupo, 1 ouvia algo e o outro ia junto verificar, eu já fiquei em uma sala com 5 na mesma sala dava um pânico, já nesse o máximo que vi foi 4 e sem contar que com uma arma vermelha você mata fácil, o começo do 2 é foda mas fica meio ruim depois :/ já o 1 tem um começo bom e vai melhorando cada vez mais.

    ResponderExcluir
  3. o 2 e bom o primeiro e melhor

    ResponderExcluir