quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Artigo: Os clones mais descarados dos games: Parte 2.



Cinco games que se inspiram em outros grandes clássicos.





Num mundo onde nada se cria e tudo se copia, o mundo dos games traz cada vez mais títulos que se “inspiram” em outros jogos. A primeira matéria abordando esse assunto fez tanto sucesso que tive de trazer uma parte 2, trazendo mais cinco games que, se não são cópias, são homenagens mais do que especiais aos grandes clássicos dos vídeo games.

Alias, se você quiser, esse artigo pode virar uma série mensal do blog. Se o amigo leitor souber outros títulos que possam elencar essa lista, envie sua sugestão através de e-mail, facebook, alvanista ou comentando o nosso artigo. Sem mais papo, vamos a lista!

Donald Duck: Goin´Quackers.



Goin´Quackers é um game bem conhecido do famoso Pato Donald. Inicialmente lançado para Nintendo 64, Dreamcast e Playstation, o jogo não demorou a ganhar versões melhoradas para os consoles da geração seguinte, Game Cube, Playstation 2 e até mesmo PC. Assumimos o controle de Donald, que precisa salvar Margarida do vilão Morlock, enfrentando outros conhecidos antagonistas do universo Disney, como a Maga Patalógica e os irmãos Metralha.



Não é preciso jogar muito de Goin´Quackers para descobrir que a Ubisoft jogou o lendário Crash Bandicoot de cabo a rabo para fazer seu jogo. Este é um perfeito título de plataforma onde Donald salta por plataformas, abismos, soca ou pula em cima da cabeça dos inimigos para vencê-los enquanto percorre por cenários cuja visão alterna entre vista por trás do personagem ou em visão lateral clássica... Exatamente como acontece no jogo da Naughty Dog. Embora seja um jogo mais curto, fácil e simples que a aventura de Crash, Goin´Quacker ainda consegue divertir com jogabilidade funcional e mecânica sem compromisso. Uma boa pedida para os órfãos do velho Crash do PS1.

Jak and Daxter: The Precursor Legacy.



Se a Ubisoft copiou Crash sem nenhuma cerimônia, a Naughty Dog não ficou pra trás e fez o mesmo com o seu primeiro título lançado no Playstation 2. Jak and Daxter: The Precursor Legacy trouxe uma jogabilidade bem similar ao velho Crash, mas a principal inspiração veio de dois grandes clássicos do Nintendo 64; Super Mario 64 e Banjo Kazooie.



No game, a dupla Jak e Daxter precisam encontrar uma maneira de fazer Daxter voltar a sua forma original (leia a nossa análise aqui para saber melhor). Para isso será necessário reunir diversas baterias espalhadas pelas ilhas do game. O grande problema na comparação é a falta de objetivos mais diversificados nas tarefas. Geralmente tudo se resume em trocar esferas de bronze por baterias ou atravessar longos trechos de plataformas. Se não fosse por isso, com certeza The Precursor Legacy teria sido bem mais divertido do que foi.

Banjo Kazooie.


Falando em Nintendo, foi Super Mario 64 que começou com essa mecânica de explorar grandes mundos em busca de itens. No caso, o jogo do encanador nos fazia entrar em mundos dentro de quadros para encontrar as estrelas perdidas que revitalizariam o castelo da princesa Peach. A ideia foi tão bacana que foi explorada por um estúdio de dentro da Nintendo, a Rareware. Assim nascia o clone mais famoso de Super Mario 64; Banjo Kazooie.

Mas ao contrário do que aconteceu com Jak and Daxter anos mais tarde, Banjo Kazooie teve um esforço enorme para entregar uma aventura que, mesmo sendo um clone “cretino” de Super Mario 64, consegue ser tão divertido e criativo quanto. Controlamos o urso Banjo e o pássaro Kazooie, que precisam encontrar a bruxa Gruntilda, que sequestrou a irmã do urso protagonista (leia nossa análise aqui para saber melhor). Para chegar ao covil da bruxa será necessário colecionar pedaços de quebra cabeça, que abrem novas portas para outros mundos do game.


Em Banjo Kazooie a criatividade é bem alta, com objetivos divertidos e inteligentes, que vão além de uma mera cópia. A jogabilidade também traz uma gama alta de movimentos que ajudam a resolver muitas pendengas ao longo da aventura. Esse é mais um exemplo de cópia bem feita. Para alguns, Banjo Kazooie é até melhor que Mario 64.

Beyond Good and Evil.



Um dos projetos mais ambiciosos e encantadores da Ubisoft, Beyond Good and Evil, traz um enredo muito interessante e um universo vasto a se explorar. O jogador comanda a jornalista Jade, que se une a um grupo terrorista chamado Iris para investigar uma conspiração no planeta Hillys, onde o game ocorre. Mas em vez de matar ou destruir, Jade deve conseguir provas fotográficas da conspiração. Apesar de levantar a bandeira da paz, o game traz muitos combates, mas em devidas e leves proporções. O foco é mesmo a resolução de enigmas e a exploração de um mundo totalmente empolgante.



Que Beyond Good and Evil é lindo e divertido, todos sabem. Mas é impossível não notar as semelhanças com o lendário (perdão pelo trocadilho) Legend Of Zelda. Vai dizer que o nome Hillys não te lembra Hyrule? Note as roupas verdes de Jade. Link também tem roupas verdes, certo? Quando não está lutando, a jornalista guarda seu bastão preso em sua blusa nas costas. Link faz o mesmo com sua espada, não faz? E as telas de Hud, com corações que medem a vida da moça e o botão X que sempre mostra as possíveis ações na tela? As miniquests? O modo como exploração, ação e puzzle se fundem tão bem no game... Enfim! Se você tem um Playstation 2, X-box ou PC e quer jogar algo que se aproxime de um bom Zelda, Beyond Good and Evil é a pedida certa!

Van Helsing.



Possivelmente, Van Helsing é um dos poucos games baseados em filmes que caiu nas graças de grande parte do público. Talvez seja por que o filme estrelado por Hugh Jackman tenha feito um grande sucesso nas telonas. Pode ser a beleza que há em games de matar monstros e vampiros. Ou por que o jogo se inspira em um dos mais divertidos jogos de Hack in Slash da história; a franquia Devil May Cry.


O game é totalmente parecido com Devil May Cry 2 (tinham que copiar logo o pior da série?), até mesmo em seu estilo gráfico. Van Helsing pode combinar golpes corporais com armas de fogo, usando pistolas, espingardas, espadas e etc, sempre ganhando orbs que você usa para melhorar habilidades igual em... bem, você já sabe. Quem jogou DMC2 vai notar que até o design da Transilvânia lembra muito a cidade da segunda aventura de Dante. Vale lembrar que Van Helsing é bem melhor que Devil May Cry 2.   


Escrito por: Lipe Vasconcelos.








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