quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Joguei e não recomendo: Max Payne (VERSÃO PLAYSTATION 2)




O sonho americano virou um pesadelo mundial no Playstation 2.




Max Payne começou a ser desenvolvido em 1997 pela Remedy Entertainment e a 3D Realms. O game deveria ser um exclusivo para o Dreamcast, mas acabou sendo mais um dos muitos títulos cancelados do console. Todos sabem que houve muitos problemas durante a produção de Max Payne, que passou pela mão de muitas produtores até parar na Remedy. O game foi lançado em 2001, com versões para computador, X-box, Playstation 2 e Game Boy Advance. Infelizmente, os usuários do Playstation 2 não poderiam ter recebido um port mais porco de Max Payne.

Antes de tudo é preciso deixar bem claro que Max Payne é um grande jogo e vale muito a pena ser conferido. Publicado pela Rockstar Games, Max Payne foi uma grande surpresa em sua geração, considerado um dos mais influentes jogos de ação em terceira pessoa da época. O grande problema é que, por ter sido lançado primeiro para os concorrentes, o Playstation 2 tinha um hardware que era meramente inferior que o XBox e o Game Cube, o que resultava em diferenças e perdas gráficas mínimas em jogos multiplataforma, nada preocupante. Mas em alguns games isso influenciava diretamente na jogabilidade, e isso aconteceu com ports como Deux EX e Max Payne.

O enredo conta a saga de Max Payne, policial da cidade de Nova Iorque que estava em ascensão em sua carreira e em sua vida. Uma noite, ao chegar em sua casa, Max encontra sua esposa e filha assassinadas por usuários de uma droga chamada Valquiria. Após isso, Max  passa a trabalhar na divisão de narcóticos para encontrar os responsáveis pela criação da Valquiria. Enquanto trabalhava disfarçado na máfia, o contato policial de Max, Alex Balder, é assassinado, fazendo tanto a policia quanto a máfia se voltarem contra Max. Sem família, sem esperanças e sem nada a perder, Payne parte numa vingança sem fim contra todos aqueles que destruíram o seu sonho americano.

O ponto alto de Max Payne está em sua narrativa, que envolve o jogador do inicio ao fim. A história do game é contada através de imagens gráficas estáticas em formato de quadrinhos, mas de grande bom gosto e qualidade. As dublagens ajudam a dar o clima de mistério que o jogo possui; destaque para o dublador de Max Payne, que também narra os eventos do jogo. O enredo é bastante maduro, envolvendo drogas, trafico, assassinato, sexo e até rituais satânicos. Trata-se de uma narrativa brilhante, que não deve ser vista por crianças.

No que diz respeito a jogabilidade, Max Payne é bem básico, mas divertido. O game se resume em atravessar cenários e mandar bala em mafiosos e traficantes. Mas é preciso ter cautela, pois Max morre facilmente quando alvejado por vários tiros de uma vez. O diferencial do jogo é o Bullet Time, um recurso que deixa a tela em câmera lenta, facilitando a mira e ajudando o jogador a sobreviver. Quer uma prova da importância de Max Payne para os games? Basta contar contos jogos com tal recurso você já jogou. Até jogos de corrida fizeram uso desse efeito!

Mas então... Se o jogo é tão bom e divertido, por que não deve ser recomendado? Bem, o grande problema foi o port que Max Payne ganhou no Playstation 2. Se fosse apenas pelos gráficos e detalhes minimizados até daria para aceitar. Mas o jogo ficou com um acabamento pobre e cheio de bugs gráficos e até erros grotescos de programação. É muito comum ver inimigos atravessando paredes e corrimãos de escada enquanto caem no chão. Alias, é comum vê-los cair em ângulos totalmente estranhos e fora de contexto.

Os personagens ganharam modelagens podres e sem vida alguma, lembrando até jogos de Nintedo 64 ou Playstation. Pelo menos a parte cenográfica mantém o trabalho de arte em alta. Os cenários relevam uma Nova Iorque decadente, com prostíbulos, pontos de tráfico, becos miseráveis e um sentimento de solidão e tristeza suprema, que cabe na proposta do título.

Mas o que realmente destruiu Max Payne no Playstation 2 foram os bugs. Pra começar, o jogo simplesmente parece forçar Playstation 2 ao extremo. Basta um tiroteio com dois inimigos para que a tela começa a dar uns leves engasgos. Caso seja um tiroteio com cinco ou mais oponentes, a tela costuma engatar de maneira preocupante. O mesmo acontece com cenários que possuem efeito de luz, vento, neve ou fogo. Agora, quando há tiroteios furiosos em cenários com efeitos gráficos, o Playstation 2 corre o risco de travar... Sim, travar ao ponto de reiniciar o console. Houve uma fase em que era preciso seguir um criminoso em cima dos telhados, o cara precisava fugir por uma porta. Acontece que ele não o fez, ficou travado na porta. Tive de resetar o vídeo game para poder passar pela fase.

A jogabilidade mal calibrada não melhora a situação. Max Payne é mais um daqueles jogos de tiro que faz a má fama de títulos do gênero em consoles. A mira é incerta e às vezes se move sem a vontade do jogador. Max se move para frente, traz e diagonais, tudo no mesmo analógico. Isso é um problema quando o policial precisa passar por trechos muito estreitos, já que os controles, por vezes, puxam o policial para os lados e o faz cair. Max Payne, um jogo que joguei e recomendo. Mas ao jogá-lo, jogue no computador ou no XBox, pois a versão para o Playstation 2 deixa uma impressão que pode ser definitiva e negativa. O game é simplesmente incrível, viciante e cheio de diversão. Mas não o jogue no Playstation 2! 
























Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.





3 comentários:

  1. Pronto parceria aceita !!

    Sucesso

    http://hayabusasgames.blogspot.com.br/

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  2. Estou terminando de salva-lo na versão do PS2. Estou no final, onde precisa atirar nos cabos e na torre pra impedir a vilã de fugir. Estou tendo dificuldades pra atirar no cabo atras do portão.

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