terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Joguei e não recomendo: My Hero




Herói??? Sério??? PQP!!!



O monopólio da Nintendo sobre as principais pérolas dos games fez a Sega entrar em maus lençóis. A concorrência era quase que desleal quando víamos os games que o Master System tinha para combater títulos como Zelda, Contra e Mega Man. Ta certo que tinha muito jogo bom no Master! Mas também haviam jogos muito estranhos, ruins e forçados, que pareciam ser lançados apenas para fazer volume na jogoteca do vídeo game: My Hero é um desses jogos! O título foi desenvolvido originalmente por um estúdio chamado Coreland, em 1985. Um ano mais tarde a Sega o reprogramou e o lançou para o velho Master. Eu desconheço como seria o projeto da Coreland. Mas isso também não vem ao caso, pois eu duvido muito que alguém se interesse por uma versão mais recente ou antiga desse jogo.

A história do game não foge muito do básico daquela época, ou seja, o herói que salva a pobre garota. O jogador assume o controle de um jovem, encantador, lindo e loiro rapaz que precisa salvar sua namorada que foi sequestrada enquanto o jovem casal dava um feliz e sorridente passeio pelo parque. Se você realmente tiver um bom motivo pra jogar My Hero, espero que consiga salvar a donzela, pois a tarefa é realmente difícil.

My Hero é um jogo de ação plataforma onde o rapaz deve combater uma cambada de malfeitores até resgatar o seu grande amor. O grande problema disso é a jogabilidade ridícula que o game possui. O mocinho pode usar de socos e voadoras para dar cabo dos bandidos que surgem de todos os lados possíveis, do melhor estilo Contra (que comparação!!!!). Os caras maus usam facas, jogam garrafas, agridem e até utilizam de bombas contra o nosso jovem herói. Caramba! Só consigo pensar em dois motivos para a garota ser tão bem guardada assim: Ou a família dela é muito rica e querem um belo resgate por ela, ou a garotinha é mesmo muito gostosa. Sei lá, o enredo não sugere e nem justifica uma penca de obstáculos tão rigorosos.

Na parte técnica My Hero também é uma grande piada. O cenário traz um parquinho verde cheio de árvores e bancos de praças. Há prédios mal feitos e o tom de verde da fase por si só já é extremamente irritante. Os bonecos são mal desenhados e mal animados. Mas poxa, eu não posso deixar de comentar aqui o figurino dos mocinhos do jogo. O rapaz heroico usa uma calça e um terninho azul, com gravata borboleta e cabelinho bem arrumado... Sério, Sega? A moça também traz vestes do mesmo estilo, mas com uma longa saia azul. Concluo que ambos são alunos de algum desses colegiais japoneses. Ou então, fazem cosplay da Sailor Moon na Anime Jungle Party... Mas isso não vem ao caso agora. Os bandidos também são estranhos, usando camisas estilo cor sim cor não (Lembrei do filme do Didi agora: Cor sim, cor não, cor sim, cor não), óculos escuros e andam de um jeito engraçado e mal feito.

Com cenários e personagens tão ridículos, você diria que nada poderia ficar pior, NÉ? Ah, podia sim. A música... Pelo amor de Deus... QUE PORRA DE MÚSICA É AQUELA? Parece aquelas musiquinhas de peça infantil, sei lá como explicar. Mas a droga da música vai perturbá-lo até o fim de sua vida. Então, faça um favor a si mesmo, se você ainda encontrar algum motivo coerente para jogar My Hero, faça-o com a televisão no mudo.

Para coroar tudo isso, My Hero é pateticamente impossível de se jogar. Os controles são uma desgraça, pois o mocinho só pode socar e pular dando uma voadora... Sim! Somos obrigados a pular dando uma voadora! Além disso, os obstáculos são muito exagerados e o rapaz perde uma vida com qualquer triscada em um vilão. Você só terá três vidas para passar por isso tudo. Sinceramente, alguém ai conseguiu sair pelo menos da primeira fase desse jogo? Aliás... Esse jogo tem mais de uma fase?

My Hero é mais um dos muitos títulos dispensáveis que o Master System possui em sua jogoteca. É um joguinho tosco, infantil ao extremo, sem boas ideias e sem diversão nenhuma, daqueles que enjoa e dá náuseas em questão de minutos. E pra piorar, My  Hero pode ser encontrado na memória dos atuais relançamentos que a Tec Toy vem fazendo do Master System. Alguém ai avisa pra Tec Toy que o velho Master tem games melhores para serem colocados nessas coletâneas! Não recomendo mesmo.










Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.











4 comentários:

  1. My Hero é um jogo que eu gosto, mas sei que é mais por nostalgia do que por motivos técnicos mesmo. A verdade é que esse jogo é difícil pra cacete mesmo, hahaha. No meu caso, essa parte da dificuldade acaba se tornando um fator não tão negativo assim, vejo mais como um desafio bem puxado mesmo. Mas aí vai da perseverança de cada um mesmo, eu nunca indicaria esse jogo pra ninguém que não estivesse procurando algo bem complicado mesmo.
    Respondendo a pergunta, o jogo tem fim sim, mas é quase impossível de se chegar nele. Após a primeira fase vai ficando cada vez mais difícil, mas quando você pega os padrões, acaba não sendo tão impossível quanto parece da primeira vez que você joga. E quanto ao desenvolvimento, a versão feita pela Coreland foi lançada para arcades, e a do Master é quase o mesmo jogo, só foi ripada para funcionar bem no Master. O que muda mesmo é o fato de que a versão arcade tem dois cenários a mais (sendo que o parque tem um fundo), e os boss são BEM mais difíceis, aquilo ali sim beira o impossível. xD
    Sei que a minha simpatia pelo jogo se deve mais por um lado emocional, mas mesmo olhando racionalmente, não o considero um jogo tão ruim assim, mesmo considerando o fato de termos coisas na época que eram mais bem trabalhadas. Uma dica: parece que você está avaliando um jogo feito em 1985 como se ele tivesse sido feito em 2013 xD
    Btw, segui o link lá pelo Alva.
    Um abraço ^^

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    1. haha... grato pelo comentário!

      Na verdade eu avalio levando em conta só os demais jogos de master. Na verdade, todas as minha análises levam muito em conta essa questão da época do jogo em si, pra deixar coerente. Mas obrigado por responder minhas dúvidas... agora sei que My Hero tem fim auhauhau vlw!

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  2. Esse jogo é o mais irritante da história do Master System

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  3. Esse jogo é o mais irritante da história do Master System

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