quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Análise: Resident Evil 3 - Nemesis




Starssss... Starssss...






A série Resident Evil se tornou um dos grandes trunfos da Capcom com o passar dos anos. O primeiro game da série foi uma das melhores surpresas do Playstation. Resident Evil 2 superou seu sucessor, sendo o título preferido de grande parte do público. A combinação imbatível de ação, mistério, exploração e muitos sustos rendeu muito dinheiro à empresa e muitos sustos aos jogadores. Mesmo sendo considerado mais fácil e menos tenso da trilogia inicial, Resident Evil 3 - Nemesis ainda conseguiu ser o jogo mais popular da franquia, pelo menos do ponto de vista comercial.



Mesmo não levando o fator medo aos extremos, Resident Evil 3 mantém a tradição de tensão dos jogos anteriores. A Capcom não precisou se esforçar muito para fazer alguma melhora nesta terceira edição, assim como também manteve algumas falhas que incomodam desde o título de estréia.

História

Em 28 de Setembro de 1998, Raccoon City se tornou uma cidade zumbi. Os membros da Stars que sobreviveram ao do incidente da mansão tentaram alertar as pessoas sobre a Umbrella e seus experimentos, mas ninguém acreditou no relato dos soldados. Pouco tempo depois, uma misteriosa doença de pele começou a se espalhar pela cidade, transformando os habitantes em zumbis.



Para tentar sair da situação como heróis, a Umbrella envia equipes à cidade para resgatar alguns dos habitantes que não foram infectados pelo vírus. Enquanto isso, Jill Valentine (Uma das sobreviventes do incidente da mansão) decide fugir da Raccoon City. Mal ela sabe que a Umbrella enviou sua arma máxima para eliminar os sobreviventes da Stars. 

Uma criatura chamada Nemesis está a solta na cidade, com o objetivo de eliminar todos os sobreviventes da mansão Umbrella. Jill terá de enfrentar uma horda de zumbis, mais a criatura enviada para destruir os únicos que conhecem a verdade obscura da Umbrella Inc.

Sobrevivendo.

Jill estará praticamente sozinha em sua nova missão. Seu objetivo no game é simples, sair viva da cidade, tendo que se desvencilhar de zumbis, cachorros, aranhas e outros "bichinhos fofos" que se encontram no caminho. Graças a um inventivo elemento surpresa o jogador estará sempre pronto a ser surpreendido por inimigos, mesmo em salas que já foram visitadas anteriormente.



Os zumbis são muitos. A munição é pouquíssima. Desse modo, o jogador é forçado a trabalhar com constante economia de balas. Na falta de munição para qualquer uma das armas há a opção de usar uma faca. Se houver muitos mortos vivos no caminho, é melhor fugir... ou pelo menos tentar! Pode parecer loucura, mas tentar sobreviver diante de tantas ameaças com tão poucos itens é a principal diversão do game.

Cada elemento do jogo é pensado para criar tensão no jogador, desde a falta de recursos  às telas de loading, que mostram portas sendo abertas e escadas na escuridão. Mas esses não serão os únicos problemas que Jill terá pela frente. Durante toda a aventura a protagonista terá encontros desagradáveis com Nemesis. 

Sempre que o monstro aparece o jogador terá a opção de fugir ou enfrentar a criatura. Se optar por lutar é bom que tenha uma arma muito boa e munição suficiente para isso. Em alguns casos é sempre bom enfrentá-lo, pois isso faz com que o monstrengo fique um generoso tempo sem dar as caras. Conforme o jogo avança, as aparições ficam mais frequentes e imprevisíveis. Há boas recompensas quando "vencemos" Nemesis nesses encontros, como munições e sprays de saúde extras, sempre muito bem vindos.



Resident Evil também traz um elevado teor de violência. Há pedaços de corpos pelo chão, pessoas gritando desesperadas e sendo atacadas, sangue e zumbis que só querem provar um pedacinho da carne fresca da pobre Jill. É bem comovente ver cenas que incluem Jill sendo devorada viva enquanto as palavras You Died aparecem na tela escritas em sangue, ou então, ver Nemesis agarrando nossa heroína pelos cabelos e lhe dando o golpe de misericórdia. 

Os inteligentes também sobrevivem!

Quando não estiver se mantendo vivo, você terá de examinar as salas a procura de chaves, cartões e documentos. Não deixe nada escapar. Qualquer papel ou foto pode conter valiosas informações, desde dicas para matar um monstro a uma senha para abrir um cofre. É necessário ler os textos meticulosamente para encontrar tais pistas. Cada documento encontrado é adicionado no menu Files do inventário para futuras consultas.



Em Resident Evil 3 é possível fazer misturas de itens. Há ervas de diferentes cores que geram excelentes remédios de cura. Também há combinações que garantem mais munição. O inventário tem espaço para levar apenas seis itens, podendo expandir esse limite para até dez. Por todo jogo há salas com uma maquina de escrever e um baú. Nesta maquina você poderá salvar seu jogo (desde que tenha a fitinha de escrever no inventário) e baús para guardar os itens que não serão necessários no momento. Nesse ponto a sabedoria do jogador também será a chave de sua sobrevivência. É preciso levar o minimo de objetos consigo em grande parte do game. Salvar também requer paciência, já que Ikkin Ribons são itens bem escaços pelo game.

Passos lentos e desorientados.


Mas nem tudo serão flores. Dois dos maiores problemas da franquia continuam a aterrorizar mais que os zumbis. O primeiro é a lerdeza dos controles. Jill pode caminhar normalmente ou correr. No caso desta ultima ação, é necessário segurar o botão correspondente. No entanto, o simples ato de mudar a direção da heroína causa atraso nos comandos. As vezes temos a impressão de que os zumbis são mais ágeis que Jill. Por falar em zumbis, a moça é incapaz de andar enquanto aponta suas armas. Tanto treinamento militar pra isso?



Pra completar, os ângulos de câmera conseguem tomadas bem dramáticas e interessantes. Mas também ajudam a desorientar o jogador em diversas situações. O problema fica pior na hora de enfrentar algum chefe, ou o próprio Nemesis. 

Parte técnica.

Dos três games da série lançados para o Playtation, Resident Evil 3 foi o que trouxe os melhores gráficos. Os cenários são cheios de detalhes. Devido as cenas quadro a quadro, as fases são estáticas, possibilitando uma boa riqueza de detalhes em cada aposento. Há carros destruídos, hidrantes quebrados jorrando água, paredes manchadas, incêndios e pichações, todas as minucias com muita perfeição para a época.



Os personagens também estão muito bem feitos. Resident Evil 3 foi tão bem desenhado que os marmanjos adoravam elogiar as pernas e as curvas de Jill Valentine. Os zumbis apresentam não só bons designs, como uma animação digna de palmas. Não podemos esquecer do Nemesis, que apresenta um modelo bem detalhado e monstruoso. Vale lembrar que neste quesito a Capcom já impressionava desde Resident Evil 1. As cenas em CG também continuam esbanjando qualidade, como já acontecia com RE2.

Os efeitos sonoros são espantosos. Em sua grande maioria passam uma noção de ambiente para o jogador ficar mais preso na ação do jogo. Um efeito que parece ser bem bobo, mas que faz toda a diferença em games de horror/survival, é o som dos passos que ecoam de acordo com o ambiente ou o solo onde Jill pisa. Madeira, metal, esgotos, áreas externas... enfim, tudo passa um realismo muito bom para o jogador. O som das armas não ficam por menos, tão perfeitos quanto à ambientação dos cenários. 

A trilha sonora também é muito boa. Sabe quando você esta assistindo a um filme de terror e no clímax daquela cena em que o Jason (Eta, que exemplo, hein!) vai matar a mocinha indefesa e você escuta aquela música altamente tensa e medonha? Pois é, a trilha de Resident Evil 3 é feita somente por músicas deste estilo. Para um game de terror, eis uma trilha sonora digna! 

Há muitas dublagens ao longo do game. Claro que as vozes não são um exemplo de perfeição; algumas estão até bem canastronas. No entanto, nota-se que já há um cuidado mais digno com esse setor. Mais uma vez, os sádicos vão ficar encantados ao ouvir o som dos zumbis mastigando a carne das pessoas e dos civis gritando No, Please! Maldade pura!

Conclusão.

Resident Evil 3: Nemesis é um game no nível da série RE. Para muitos, é um jogo bom, mas que acabou se rendendo a um público mais casual, uma vez que a dificuldade parece estar mais contida que nas edições anteriores. No geral, é aquele tipo de jogo que agrada aos fãs, mas não traz nenhum elemento que agrade a um novo público, ou mude a ideia de quem jogou os anteriores e não gostou.  



Também não é o título mais adequado para os fracos de estomago, principalmente devido ao nível gore de violência. Resident Evil 3: Nemesis vai suprir todas as necessidades dos fãs de um bom e velho horror/survival. Um game obrigatório para qualquer fã de Resident Evil. Lançado originalmente para Playstation, Resident Evil 3 também está disponível para Dreamcast e Game Cube.



Nota Final.






Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.












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