segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Análise: Silent Hill 2





Estou esperando... Em nosso lugar especial... Em Silent Hill!!!





Sendo um daqueles games de inicio de geração, Silent Hill 2 surpreendeu ao apresentar gráficos tão realistas no inicio de vida do Playstation 2. No que diz respeito a jogabilidade, praticamente nada mudou. Silent Hill 2 mantém o sucesso que o primeiro jogo da série adquiriu, sendo o favorito por grande parte dos fãs. 



Mas na minha visão, Silent Hill 2 se mostrou bem inferior ao game passado. O terror psicológico parece ter ficado mais leve e com menos sustos. O enredo, por outro lado, é incrível e bem desenvolvido. Seu final é aberto a várias interpretações e teorias. Nos anos seguintes o jogo foi lançado para X-Box e computador, respectivamente.

Enredo.

Em vez de dar continuidade a trama vivida por Harry Mason, Silent Hill 2 traz um novo protagonista. Somos apresentados ao depressivo James Sunderland, que recebe uma carta de sua esposa, Mary. Nesta carta, Mary fala que está esperando por James em seu lugar especial, na cidade de Silent Hill. Sem pensar duas vezes, James volta para a cidade para encontrar com sua esposa. O protagonista ignora totalmente o fato de que Mary faleceu faz três anos, e que receber uma carta de uma pessoa morta seria impossível.

Em time que ta ganhando...

Em Silent Hill2 o jogador irá conhecer uma parte da cidade que não está presente no game anterior. Em partes, a ambientação do game continua igual. Estaremos em uma cidade enevoada, com lugares abandonados, desolados e criaturas animalescas. O ponto alto do game está em sua trama bem bolada e aberta a várias interpretações. James tem tanto carisma quanto Harry, assim como o elenco que ajuda a compor o universo do game.



A mecânica permanece intacta. James deve explorar uma série de ambientes da cidade de Silent Hill. O game mistura bons momentos de exploração e resolução de enigmas, junto a combates pouco inspirados. No geral, enfrentar chefes não é a tarefa mais prazerosa. O quesito “confrontos” continua bastante fraco e desinteressante. Apesar de trazer uma campanha que dura no minimo seis horas de duração, Silent Hill 2 possui nada menos que 5 finais, mais dois que estão disponíveis em edições Great Hits do título. A versão Directors Cut, para PC, traz um modo de jogo extra onde jogamos com outra protagonista, Maria.

Parte Técnica.

Junto com Onimusha e Metal Gear Solid 2, Silent Hill 2 exibiu gráficos extremamente detalhados no Playstation 2. Os personagens estão bastante realistas, com movimentos bem animados e figurino bem selecionado. É interessante ver como a KCET consegue dar traços bem humanizados em cada personagem do jogo. Isso é notável nas expressões faciais, como a de James, com aquele estilo um tanto cansado e, ao mesmo tempo, insano.  Enquanto os personagens humanos possuem tal carisma, os inimigos passam aquela sensação de repugnância e nojo, que são ideais para a imersão. Foi em Silent Hill 2 que surgiu o icônico Piramide Head, o temível ser com uma pirâmide na cabeça e uma imensa espada, que se tornou a criatura mais conhecida da série.



A ambientação continua perfeita, mais acentuada graças ao poder gráfico do PS2 e dos computadores mais robustos. As texturas aplicadas em cada parede e chão dos cenários estão excelentes. o clima é bastante pesado, com lugares abandonados, manchas de sangue, sujeira e destruição. Mais uma vez, aquele sentimento de “nunca quero estar em um lugar assim” tomará conta do jogador durante as partidas. Em lugares abertos haverá muita névoa pelo caminho, geralmente dificultando a exploração da cidade. Já em locais fechados predominam a escuridão e a tensão. Pra completar, as cenas em computação gráfica enchem os olhos dos jogadores, com uma qualidade que foi impressionante para a época.

Na parte sonora temos dublagens mais decentes que no game anterior. As vozes passam mais emoção e os textos estão mais bem construídos, passando por freqüentes ambiguidades que ajudam a construir o enredo. Os efeitos sonoros e as músicas estão em conjunto. A trilha sonora geralmente é feita de batidas atípicas e ruídos estranhos. Há momentos com músicas mais convencionais, com belos temas tocados em piano. Há monstros emitindo sons confusos, gritos, tiros e etc. Tudo com perfeita equalização.

Aprovado J

Cidade familiar.



Silent Hill 2 mantém o estilo do primeiro jogo. Os veteranos irão se sentir em casa, enquanto jogadores de primeira viagem poderão se adaptar rapidamente ao game. A aventura se foca na exploração de uma imensa cidade deserta e cheia de surpresas desagradáveis. Logo de cara uma das grandes inimigas de James será a névoa branca que assombra o lugar. Graças a ela a exploração das áreas externas fica muito mais trabalhosa, e com uma cidade que é duas vezes maior que a do jogo anterior, espere por longas caminhadas pelas ruas de Silent Hill. É preciso lidar com bloqueios em estradas e os monstros que gostam de sair debaixo de carros e esperar o protagonista pelas esquinas.

James enfrenta uma região da cidade que não vimos no jogo anterior. No entanto, a mecânica continua igual. Na busca por respostas, James se aventura em prédios abandonados, hospital, prisão e etc, encontrando diversos monstros pelo caminho. Para progredir é necessário coletar itens e chaves que dão acesso a novas áreas do jogo. As puzzles estão muito mais complicadas, exigindo mais raciocínio lógico do jogador. Para alguns isso pode ser um contra, pois Silent Hill 2 leva a paciência até as ultimas conseqüências, de modo que muitos podem desistir da aventura cedo demais. Agora há a possibilidade de combinar dois ou mais itens para a resolução de algum problema. Mas a novidade é pouco utilizada durante o jogo e acaba passando batido.



O enredo é uma excelente motivação para ir até o fim. É preciso jogar várias vezes para ver todos os finais do game, para depois começar a entender a ideia da trama. James precisa encontrar sua mulher que mandou uma carta falando que o espera em “nosso lugar”. Mesmo sabendo que sua esposa está mortal, o rapaz decide ir até o local. Em sua busca James vai encontrar pessoas estranhas, umas com tendências suicidas e outras com praticas assassinas. A historia gira em torno da busca interior que leva o personagem a revelações impressionantes, as quais até hoje há conversas e debates.



Reprovado L

Combates chatos.

Silent Hill 2 se prova um jogo muito mais cerebral do que de ação. Simplificando, o game se dá muito bem ao entregar desafios lógicos divertidos e difíceis, mas o mesmo não acontece na hora de combater os monstros. James pode coletar armas como pistola, espingarda e até metralhadora. Mas 90% dos confrontos podem ser resolvidos com pedaços de ripa ou cano, já que os inimigos são ridiculamente fáceis. Há raros momentos de tensão em que muitos monstros atacam em conjunto. Mas é perfeitamente possível guardar munição para estas etapas e para chefes, e ainda assim, se sentir confortável com a quantidade de munição estocada. Vale lembrar que se sentir com muita munição em jogos de sobrevivência é algo bastante negativo dentro do gênero.





Apesar dos combates serem fáceis, os controles não possuem respostas exatas. É muito comum James atirar ou golpear o ar quando muitas criaturas o cercam. Mas se preferir, o jogador pode simplesmente fugir da grande maioria dos combates e ignorar os monstros. Só não é possível fazer isso com os chefes, que também apresentam dificuldade muito baixa.

Escatológico demais. Assustador de menos!

Mesmo conservando o clima pesado do jogo anterior, Silent Hill 2 não tem a mesma sutiliza na hora de assustar. O jogador ainda conseguirá se sentir tenso com a escuridão constante dos ambientes e com a sonoplastia tão grotesca. Mas por algum motivo, Silent Hill 2 não parece assustar da mesma maneira. Talvez seja a falta de uma realidade alternativa, que até consegue se justificar devido a lógica do enredo, mas ainda assim faz falta.



Outro ponto questionável é o exagero em inserir muitas cenas escatológicas, como criaturas vomitando, por exemplo. Não chega a ser um caso de cenas que não caibam no contexto, mas às vezes parece soar forçado, como se faltasse uma técnica de susto mais apurada. O primeiro encontro com Piramidy Head é bem constrangedor, com a criatura abusando sexualmente de manequins vivos. Essas e outras cenas acabam funcionando de maneira errada e pouco ajudam no objetivo central do game: assustar!

Conclusão.

Silent Hill 2 ajudou a firmar Silent Hill como uma franquia de respeito no horror/survival. Tecnicamente temos um jogo incrível, que ajudou a mostrar um pouco do poder do Playstation 2. A trama intrigante é o principal motivo para que Silent Hill 2 esteja no coração dos fãs. E sim, a mecânica também ajuda a manter o interesse, mesmo que os combates tendem a ser chatos.



O que mais incomoda em Silent Hill 2 é a falta de gás para manter o clima assustador o tempo todo. Injetar cenas mais grotescas acaba não funcionando da maneira ideal, e consegue até ser bastante constrangedor. A versão para PC é bem interessante. Além de contar com gráficos mais turbinados, há uma campanha extra com outro personagem, com caminhos e desenvolvimento bem diferente da aventura com James. Silent Hill 2 é sim um bom jogo, e merece atenção. Mas poderia ter sido bem melhor.


Notal Final.




Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.






   
  


4 comentários:

  1. tu demora dimai pá postar coisa meu véi, se oriente

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  2. AD, 2009... Se você acompanha blogs de games na net você deveria saber que a Save Point BR é um dos POUCOS que faz uma postagem por semana. Tem blogs aí que ficam mais de dois meses sem colocar nada novo e todo mundo fica feliz.

    E tem mais... Não sei quanto a você, mas eu tenho vida social. Eu estudo, sou professor em um colégio e tenho várias obrigações diárias. A Save Point BR é um projeto que gosto muito, mas que não de da nenhum tipo de lucro, logo, não posso tratá-lo como prioridade. Se você acha que pode fazer melhor, faça! Mas não venha querer cobrar como se o blog estivesse a muito tempo sem postagem! Acho bom você se orientar... e aprender a escrever também!

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  3. Junto com Resident Evil e Onimusha, Silent Hill apavora.O 2 é bom mas ainda acho o 4 mais interessante e e desafiante.

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  4. Só uma pessoa que não soube interpretar o jogo para dar uma nota 7 pra obra prima chamada Silent Hill 2. Procure ao menos entender o jogo antes de vomitar um lixo de análise como essa.

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