domingo, 2 de fevereiro de 2014

Joguei e não recomendo: Krusty Super Fun House





A casa de Krusty foi dominada por ratos. Hora de arrumar a bagunça!





Em 25 anos de história, “Os Simpsons” nunca estrelou um jogo que fosse realmente unânime entre os fãs. The Simpsons – Game quase chegou lá, mas ainda foi muito criticado devido a sua jogabilidade problemática. Krusty Super Fun House também quase conseguiu ser um game bem interessante e rico, se não fosse pela má execução das ideias e gráficos extremamente datados.

O enredo é bastante simples e criativo. A casa do palhaço Krusty foi infestada pela pior praga que a humanidade já conheceu. Corinthianos? Não... Estou falando de ratos! (E não diga que é a mesma coisa). Os ratinhos se espalharam por toda a residência do palhaço, e o jogador precisa ajudá-lo a se livrar dessas criaturinhas nojentas.

Krusty Super Fun House é uma espécie de puzzle/plataforma, onde o jogador controlará o palhaço em um cenário horizontal padrão de um game de aventura/plataforma. O diferencial está na mecânica das fases. Em vez de atravessar um longo cenário em busca de itens e vencendo chefes, Krusty deve encontrar uma maneira de expurgar os ratos de sua casa. O primeiro grande problema do game consiste em entender como progredir no mesmo.

Antes de começar o jogo há um pequeno texto falando do objetivo e tudo mais. Mas na pratica, é impossível descobrir logo de cara como jogar. Começamos no que parece ser o hall central da casa. Há várias portas para escolher. Cada porta leva Krusty a um cômodo diferente da casa, com vários ratinhos que não farão nada mais que andar de um lado para o outro, esperando que o jogador os capture. O objetivo em cada cômodo é fazer os ratinhos seguirem para a armadilha de ratos controlada por Bart Simpson. Para fazer isso é necessário usar blocos de pedra que podem ser colocados no caminho dos ratos, fazendo-os subir em degraus especiais, já que eles não caminham em degraus comuns. Dessa forma, o jogador pode guiá-los para as armadilhas.

Mas há muita coisa ilógica nesse jogo. Pra começar, qual seria a diferença entre subir num degrau da fase em si e subir num bloco de pedra? Quero dizer, é tudo a mesma coisa, certo? Não vou ser injusto! O game induz o jogador a pensar. A cada nova parte da casa as soluções ficam menos óbvias e chega a ser divertido pensar num jeito de se livrar dos ratos. Mas isso é temporário. Após algum tempo de jogo você descobre que Krusty Super Fun House não passa disso: Encontrar o local certo para colocar um bloco de pedra e esperar os ratos caírem na armadilha... Com o tempo, o que era divertido passar a ser uma tortura mental.

A parte técnica pode ser ruim ou regular, depende muito da plataforma em que você jogar. No NES e no Master System da pra aceitar os detalhes gráficos (ou a falta deles), ainda que esses vídeo games já tivessem recebido games melhores. Já no Super Nintendo e no Mega Drive ficou extremamente ruim. Os personagens parecem robôs andando, totalmente duros. Os cenários são fracos, enjoados e sem vida. Os controles são simples e não pedem muito do jogador, então, neste quesito da pra dizer que o game se saiu bem. A parte sonora, por outro lado, é tão irritante quanto o resto do jogo. As músicas são fracas, repetitivas e sem inspiração alguma na série de sucesso a qual o game se baseia.

Krusty Super Fun House é mais uma das muitas tentativas de se fazer um game decente do “ Os Simpsons”. A ideia é boa, mas se tornou mais um caso triste de execução forçada e sem polimento. Super Fun House se torna entediante e chato em questão de 20 minutos, a menos que você goste deste tipo de jogo.               













Escrito por: Lipe Vasconcelos.





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