sexta-feira, 23 de maio de 2014

Análise: Black





Destruição, balas e um pouco mais de destruição...





Lançado em 2006, para Playstation 2 e X-Box, Black é mais uma prova de que jogar FPS em consoles está longe de ser essa experiência tão ruim que alguns relatam. Visivelmente inspirado nos clássicos do gênero, Black oferece uma dose cavalar de ação, destruição e jogabilidade extremamente empolgante. Um título tecnicamente impecável, que só fica devendo na falta de modalidades extras e por ter uma campanha muito curta. No mais, Black é o game que todo jogador de longa data de FPS´s espera, e também um das obras gráficas mais incríveis da sexta geração. A análise a seguir foi escrita com base na edição para o console da Sony.

Enredo.



O grupo terrorista Seventh Wave está tirando o sono da CIA. Suas ações vêm alcançando escalas globais e a rede criminosa parece estar se alastrando por todo o governo. Para acabar com essa ameaça, os militares da CIA organizaram uma série de operações Black (caçar e destruir) em lugares estratégicos, com o objetivo de capturar o líder da Seventh Wave. Uma das equipes foi comandada pelo Sargento Keller. No entanto, essas operações acabaram muito mal, resultando na morte de muitos inocentes e de uma confusão realmente grande, de modo que a culpa acaba caindo nas costas de Keller. Para se livrar de uma prisão perpétua, Keller aceita contar tudo que sabe sobre a Seventh Wave, e tudo que transcorreu durante as oito missões que liderou. É através desta conversa que os eventos de Black se desenrolam.

Parte técnica.

Black é um daqueles jogos de maturidade visual que impressionam sem grande esforço. A chave do sucesso está no sistema de física mais impressionante que o Playstation 2 já viu. Praticamente tudo reage à ação dos tiroteios. Os cenários estão repletos de detalhes, com carros enferrujados, prédios imponentes, e céu muito bem programado. O jogo acontece em cidades, complexos militares e florestas, todos com excelentes texturas e cores bem balanceadas. Há um cuidado técnico muito grande para que tudo pareça grandioso. Isso fica evidente até na mais simples das explosões, que desencadeia fogo e destruição para todos os lados. Claro que por vezes há quedas na taxa de quadros, mas são pouco significativas. De modo geral, Black roda muito bem no Playstation 2.



Os inimigos não são exatamente variados, na verdade, até da pra dizer que alguns são sem inspiração. Mas os detalhes de animação se destacam. Suas reações aos tiros são bastante naturais. Claro que às vezes acontece de um pobre coitado cair em ângulos estranhos e sem nexo, mas são casos raros e não prejudicam o trabalho final. Outro cuidado primoroso está nas armas, tanto em suas modelagens quanto nas animações. Ao fazer a recarga todo o resto da ação fica embaçada, de modo que somente o movimento da recarga se destaca, um trabalho simplesmente perfeito.

A sonoplastia ajuda a completar a perfeição dos gráficos. Assim como tudo no cenário reage a ação, tudo que acontece na tela traz um som especifico. O som dos tiros varia de uma arma para outra, sem deixar a peteca cair. A fineza dos efeitos está desde os passos do protagonista pelo cenário, até a mais devastadora cena de ação do game. A trilha sonora não é recorrente, aparece apenas em combates mais furiosos. No entanto, os temas alcançam escalas épicas, com orquestração e batidas dignas de um filme de guerra.  



As cenas não interativas são curtas e simples, feitas em live action. Entre uma fase e outra o jogador assiste ao tenso interrogatório de Keller. As cenas são bem significantes, seguindo aquela filosofia do menos é mais. Além disso, a trama não é tão descartável, principalmente levando em conta o seu desfecho empolgante.

Aprovado. J

Guerra é guerra!

Black não perde muito tempo com tutoriais ou longas explicações. Após assistir a primeira cena não interativa do game já somos colocados no fogo cruzado. A Criterion parece ter se espelhado nos games clássicos de tiro em primeira pessoa, pois aqui a palavra de ordem é guerra! Da primeira a oitava missão o jogador enfrentará confrontos repletos de adrenalina e destruição. Felizmente, essa sensação se completa com uma das melhores calibragens de controles que se tem noticia no Playstation 2. Os comandos estão excelentes e com respostas perfeitas.



Em resumo, esqueça aquelas missões bem elaboradas que alguns jogos de tiro atuais vêm trazendo. Em Black a mecânica consiste em atravessar um amplo cenário de ponto A ao ponto B, matando e explodindo tudo o que seus tiros conseguirem alcançar. Claro que em níveis de dificuldade maiores há os chamados objetivos secundários, como coletar documentos e etc. Mas as fases são extremamente lineares, sem a possibilidade de caminhos duplos. A exploração fica por conta de vasculhar alguns cantos a procura de munição e kits que restauram energia (Keller pode carregar até três kits reservas). Para que não se torne um tiroteio maçante, Black compensa com cenas de ação espetaculares e combates bem trabalhados.

Black é daqueles jogos onde a calma é a chave da vitória. Os inimigos atacam de todos os lados. Sua artilharia pesada é tão efetiva quanto à de Keller, de forma que os ataques conseguem causar bastante destruição ao redor do personagem. Para cada rajada de tiros e explosões, quilos de poeira e massa são arremessados das paredes, elementos que dificultam bastante a visão do jogador para progredir. Mas em vez de atrapalhar a ação, esses elementos ajudam a construir um cenário de caos nunca visto até então. Para todo lado há soldados atirando, explosões e poeira. Dessa maneira, a cautela é a melhor aliada. Não que os oponentes tenham aquela inteligência a nível de um F.E.A.R, por exemplo. Mas algumas de suas reações merecem destaque. Alguns procuram rotas diferentes para abater o personagem, ou então, se escondem e montam camper. Mas na maioria das vezes veremos um infeliz se esconder atrás de barris químicos ou objetos explosivos, de modo que uma rajada de tiros os manda pelos ares. De modo geral, se proteger e atirar é a melhor estratégia, pois sair atirando em campo aberto é quase um suicídio, já que muitos tiros de uma só vez colocam o medidor de vida de Keller a zero em questão de segundos.



Não há uma vasta variedade de armas disponíveis. Também não faria sentido haver tantas opções, já que só que possível carregar duas delas por vezes. Mas aqui o arsenal não se trata de variedade, mas sim de eficiência, e neste ponto não há o que ser questionado. Novas armas serão encontradas no caminho das missões, geralmente, serão armas que terão grande utilidade naquele momento especifico; como rifles de longo alcance e bazucas. As granadas marcam presença, sendo excelentes em momentos mais furiosos. Na verdade, Black não chega a ser um título impossível de terminar. O campo de batalha cria uma situação de caos e destruição que se torna a principal barreira que o jogador deve vencer. Claro que está dificuldade acaba sendo uma das principais diversões de Black.

Reprovado L.

Ausência de modalidades extras.

Assim como Darkwatch, outro excelente game de tiro que está presente nas plataformas da Sony e da Microsoft, é realmente difícil encontrar algum contra em Black. Mas infelizmente há! Black não possui nenhuma modalidade diferente do Single Player convencional. Darkwatch ainda contava com um mulplayer co-op divertido. Mas Black é uma experiência totalmente solo. É uma pena, pois seja em modo local ou on line, Black teria sido um título divertido nesse modo.



Além da ausência de outros modos de jogo, Black é extremamente curto. Suas oito missões podem ser concluídas em até 6 horas de jogatina. O único motivo de um replay seria tentar fechar o jogo em níveis mais extremos e liberar o modo Black Ops, mas ainda é muito pouco para um título de tantas possibilidades.

Conclusão.

Black é um game extremamente competente. Sua excelência técnica está presente em todos os quesitos: gráficos, sons e controles com calibragem excepcional. A dificuldade não é das maiores, mas é necessário cautela para se dar bem. É um daqueles games maduros e viciantes, que empolgam sem muito esforço, com cenas de ação espetaculares e combates que misturam estratégia e ação em um cenário de completo caos.



Pena que após terminar a campanha principal haverá poucos motivos para uma segunda empreitada, pelo menos recente. É um daqueles jogos que você termina e coloca na prateleira, para jogar só depois de muito tempo. Apesar desse contra tempo, Black é uma das experiências de FPS mais incríveis que você pode ter no Playstation 2.  


Notal Final.



Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.





       


2 comentários:

  1. https://youtu.be/Oz-hYvpgG08

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  2. Amigo, fizeram vídeo com sua analise, p cara leu letra por letra e não deu o crédito. Veja o link acima.

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