sexta-feira, 4 de julho de 2014

Joguei e não recomendo: Young Indiana Jones - Instruments of Chaos.





Série animada de Indiana Jones ganha game exclusivo para o Mega Drive.




Henry Jones Jr, professor de arqueologia e aventureiro destemido, é conhecido na verdade como Indiana Jones. O personagem foi criado por Goerge Lucas e vivido pelo ator Harrison Ford nas grandes telonas. Os quatro filmes da franquia obtiveram grande sucesso de publico e critica, todos dirigidos por Steven Spielberg. Mas é claro que você já sabe disso. Os filmes do professor Jones são lendários e cheios de ação, emoção e muito bom humor.

Mas, se nos cinemas, Indiana Jones tem uma franquia memorável, não podemos dizer o mesmo nos vídeo games. Entre títulos baseados em seus filmes e aventuras escritas especialmente para os vídeo games, Indiana Jones nunca estrelou um jogo que realmente fizesse jus ao herói. A franquia recebeu jogos que ficaram entre o "da pra jogar" ao "ridículo". Dentre tantos jogos, Young Indiana Jones – Instruments of Chaos, pode ser considerado o fundo do poço para o aventureiro.

Baseado na série de TV do mesmo nome, Young Indiana Jones coloca o jogador no papel do professor Jones em um embate mundial. Cientistas alemães estão usando espiões em vários locais do mundo para comprar tecnologia privada e construir uma arma de destruição em massa. Um contato na CIA confia em Jones e o pede para encontrar e neutralizar os espiões ao redor do mundo. E aí está à desculpa ideal para viajar entre diferentes países do mundo e brandir seu chicote contra criminosos de todo o globo.

O que mais irrita em Young Indiana Jones é sua jogabilidade extremamente travada. Basta andar por uns 3 segundos para que Jones comece a correr pelo cenário. Mas não se engane, isso não quer dizer que ele seja ágil. Os inimigos surgem de todos os lados e são mais habilidosos que o protagonista. Eles atiram, usam espadas, bombas e etc. Ainda bem que as balas de Jones detonam essas pragas rapidinho, ainda que o comando tenha atrasos na resposta. Ruim mesmo é quando surgem as cobras e escorpiões. Acionar o chicote para baixo é praticamente impossível, e daqui que você consiga fazê-lo com rapidez, esses malditos animais já levaram bons nacos de energia do jogador.

O game em si é linear, mas induz a exploração. Ao todo serão cincos fases a serem vencidas: Índia, Egito, Inglaterra e Tibet podem ser selecionadas em um mapa, ao melhor estilo Mega Man. Mas para se aventurar na Alemanha o jogador precisa deter os espiões das fases anteriores. Há objetivos diversos para cumprir, como destruir sistemas de segurança em torres, encontrar chaves para abrir a porta de um templo e etc. O grande problema é que a jogabilidade atrapalha nessas horas também. O comando de salto é totalmente desregulado, quer dizer, ou o salto pra frente não funciona, ou você pula por cima da plataforma que deve chegar e cai em um abismo. Esse problema fica evidente na fase Tibet, onde o jogador deve pular em plataformas de gelo. A tarefa fica quase impossível com os controles defeituosos.

Na parte técnica o game chega a ser interessante. Os cenários têm modelos legais e as cores estão mais controladas do que o normal. Todos sabem, a Sega tinha uma mania irritante de fazer jogos extremamente coloridos. As fases possuem projetos bem bacanas e algumas possuem detalhes interessantes, como o reflexo na água do mar do Tibet e a tempestade de areia no Egito. Já os bonecos são mal desenhados e suas animações são péssimas, totalmente travadas e robóticas. A parte sonora também não é das melhores. As composições das canções são boas, mas a qualidade é fraca não tira o melhor das músicas.

Young Indiana Jones não é tão abominável igual a outros jogos que já surgiram aqui nesta seção. No geral, é aquele tipo de game que você joga quando não tem nada melhor em mente. No meu caso, zerei apenas por que eu queria fechar todos os cartuchos da minha velha coleção. Temos de reconhecer que há boas ideias no jogo, mas o título em si tem uma péssima execução. Há games bem melhores a se jogar do Mega Drive, e com certeza, não há motivo algum para recomendar Young Indiana Jones – Instruments of Chaos. 


























Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.




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