sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Artigo: As ovelhas negras de grandes franquias dos games.




Um dia o fracasso chega... Para todos!!!!




Quando um novo IP faz sucesso, logo ganha uma continuação. Se essa continuação conseguir o nível de popularidade de seu antecessor, logo se torna uma série (ou franquia, como você preferir chamar). Foi assim que nasceram marcas consagradas, como Mario Bros, Zelda, Castlevania, Resident Evil e etc. Hoje, essas franquias são presença garantida nos mais variados consoles do mercado.

Porém, até as mais cultuadas séries podem conhecer o gosto amargo do insucesso. Às vezes pode acontecer com um título ou com uma sequência de lançamentos fracassados no mercado, ou com um simples elemento na jogabilidade, ou mesmo uma reformulação geral, que divide a opinião dos fãs, fazendo com que o game não seja bem aceito. Esses jogos são as ovelhas negras, e as maiores estrelas dos games já sofreram esse golpe duro. Não Acredita? Então a Save Point BR lhe apresenta os títulos que mais causaram dúvida e até o ódio dos fãs. Conheçam alguns desses jogos tão injustiçados (ou não).


Castlevania 64.

Abrindo a nossa lista, cá está o mais famoso caso de decepção da história dos games: Castlevania 64. Uma pressão gigantesca caía sob as costas de Castlevania 64, que seria o primeiro game da franquia no universo 3D. Foram dois anos de desenvolvimento, muitas promessas, expectativas, tensão e, finalmente, o seu tão aguardado lançamento em 1999 e... Fracasso!



Castlevania 64 não cumpriu metade das promessas que fez. Lançado para o Nintendo 64, o game é considerado um dos piores títulos do console. Pra começar, o sistema de câmeras é péssimo, e consegue transformar a jogabilidade em uma tortura incansável. E olha que os controles do jogo não são tão ruins assim. Mas a mudança constante do ângulo de visão dificulta qualquer pulo e qualquer combate.



A parte gráfica do jogo também está bem inferior se comparado a outras produções que o Nintendo 64 já havia recebido. O jogo tem bons aspectos, como projetos de fases complexos, inimigos bem trabalhados e um enredo interessante. Mas os defeitos sobressaíram em relação as qualidade, e Castlevania 64 acabou ganhando a fama de o pior título da série. A Konami até tentou se redimir com Castlevania - Legacy of Darkness, um ano mais tarde. Mas o estrago foi ainda maior.


Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty.



Em geral, podemos dizer que Metal Gear Solid é uma das poucas franquias perfeitas, que não possui um único erro ao longo de sua trajetória. Bom, isso depende muito de pessoa pra pessoa. Hoje Sons of Liberty é tratado como um clássico absoluto. Mas nem sempre foi assim!

Este foi o primeiro Metal Gear Solid do Playstation 2, e considerado também um dos jogos mais bonitos do console. Sendo a continuação direta do game pra PS1, Sons of Liberty trouxe excelentes melhorias em seu sistema de combate e de Stealth. O enredo cheio de mistérios e agradáveis surpresas. Apenas um "pequeno" detalhe fez o jogo ser tão odiado na época de seu lançamento: Snake não é o protagonista! E sim Rayden! Sim, PROTAGONISTA.



Com a aparente morte de Snake nos primeiros momentos do game, surge o agente Rayden, que precisa resgatar o presidente dos EUA em uma instalação marítima. Logo, nota-se que Snake fica em segundo plano. A história dá total ênfase a Rayden e seu passado. Para muitos fãs, deixar Snake de lado foi um pecado mortal. De um agente bem preparado, o jogador toma o controle de um jovem e inexperiente soldado, que precisa lidar com seus dilemas e encarar verdades obscuras de seu passado. Esse é um exemplo de jogo injustamente rejeitado.


Super Mario Bros 2.


Quem diria que o encanador barrigudo apareceria numa lista dessas! Super Mario Bros 2 foi lançado em duas versões diferentes. A original saiu apenas no Japão, que manteve a jogabilidade clássica do primeiro game da série. No entanto, os inimigos eram mais habilidosos e as fases muito mais difíceis. Por achar que o nível de dificuldade do jogo não agradaria a terra do Tio Sam, a Nintendo americana decidiu não lançar esse jogo. Em vez disso, eles pegaram o game Doki Doki Panic, lançado apenas no Japão, e mudaram os sprites e a história. E ai veio o tão controverso Super Mario Bros 2 que conhecemos por aqui.

Neste game o jogador pode escolher jogar com Mario, Luigi, Toad ou com a princesa Peach. O objetivo do quarteto é salvar o mundo dos sonhos do vilão chamado Wart. A história não convenceu, e o jogo tão pouco. O universo nada semelhante ao do encanador não agradou o público, e a jogabilidade, embora boa, soa totalmente desconcertante para um game do Mario. Apesar de ter seus fãs por ai, Super Mario Bros 2 não obteve o mesmo sucesso que o primeiro Mario Bros. A versão japonesa do game foi lançada anos mais tarde no cartucho Super Mario All Star, do Super Nintendo, que trouxe todos os games da era 8 bits em versões remasterizadas.



Assassins Creed.

Pode parecer irônico, mas o primeiro game da franquia Assassins Creed é considerado o pior (ou menos melhor) da série. O game aborda uma temática bem interessante. Com a ajuda de uma máquina chamada Animus, Desmond Miles se conecta com as memórias de seus antepassados através dos dados contidos no seu DNA. Desmond é descendente de Altair, membro de uma irmandade de assassinos que viveu durante a terceira cruzada santa de 1191.



Assassins Creed impressionou com gráficos soberbos, afinal, era um dos primeiros grandes projetos da geração. Houve boas ideias também. A jogabilidade era uma mistura de Prince of Persia com Splinter Cell, ou seja, Altair poderia correr, saltar e escalar que nem o príncipe, e ao mesmo tempo, agir furtivamente, como Sam Fisher.



Mas então, o que fez Assassins Creed ser considerado o pior jogo da série? Bom, não é que este seja de fato um jogo ruim, nada disso! O problema é que as qualidades técnicas foram de encontro ao estilo repetitivo do game, que ficava no básico: ir atrás de um alvo, buscar informações, eliminar o alvo e ir para o próximo alvo. Com visível falta de objetivos mais robustos, Assassins Creed se torna cansativa. O game foi logo esquecido quando veio Assassins Creed 2.

DmC: Devil May Cry.



Para alguns pode ser difícil afirmar qual o pior jogo da franquia DMC: Seria Devil May Cry 2 ou DmC: Devil May Cry? Para muitos, fica claro que a segunda alternativa responde nossa pergunta. DmC foi odiado desde que a Capcom anunciou que este seria um reboot da franquia. O desagrado dos fãs só aumentou quando a Ninja Theory foi escolhida para este novo título, e mais ainda quando mostraram o visual duvidoso do novo Dante.

DmC deu uma repaginada na história de Dante e Virgil, mostrando uma época em que eles foram aliados no combate ao demônio Mondos. Outra mudança que fez os fãs reclamarem foi a mudança da origem dos personagens. De meio humanos, meio demônios, Dante e Virgil passam a nefelins, ou seja, metade anjo, metade demônio.



Claro que DmC é um jogo realmente empolgante, com combates furiosos e gráficos soberbos. Um dos melhores da Ninja Theory. Mas não teve jeito. O visual “emo” de Dante, aliados a mudanças tão “estranhas” na origem do caçador de demônios foram mais que suficientes para que DmC fosse considerado o episódio mais decepcionante da franquia.

Zelda 2 – Adventure of Link.



Na década de 80 era comum dizer que sequências de bons jogos eram fadadas ao fracasso. Isso realmente aconteceu com Castlevania II – Simon´s Quest e Super Mario Bros 2 (Obama Version), ainda que estes jogos não chegam a ser fracassos unânimes. Mas com Zelda 2 – Adventure of Link, o fiasco foi total. Neste game, Link tinha de enfrentar Link´s Shadow, um guerreiro que possui suas habilidades, e deseja trazer Ganon de volta a vida. Link então parte numa buscar para destruir essa nova ameaça.

O enredo nem chega a ser o grande culpado pelo fracasso de Adventure of Link, mas sim a mecânica, totalmente diferente do jogo anterior. Dentro de cidades ou em batalhas, a tela fica em modo Side Scroll, estilo de visão tradicional do Nintendo 8 bits. Quando está pelos campos de Hyrule a visão é vista de cima, a tradicional da série. Os gráficos são mal feitos nas duas perspectivas, sem detalhes e com animações horríveis.



A jogabilidade é outro problema. Link demora a responder os comandos, e isso é um empecilho tremendo nas lutas, já que o herói acaba perdendo no contra ataque. Tudo isso enterrou Adventure of Link, que é considerado o pior Zelda de todos. Recentemente, o próprio Myiamoto confessou em uma entrevista que Adventure of Link é o pior jogo em que ele já trabalhou.

Silent Hill 4: The Room.



Silent Hill se tornou uma franquia de peso, a primeira a bater de frente com a Capcom e seu Resident Evil. Os três primeiros títulos da série se tornaram clássicos, graças ao seu terror psicológico tão original e empolgante. Com Silent Hill 3 a Konami gozava o auge de sua franquia. O sucesso foi tanto que um Spin Off começou a ser produzido. Esse Spin Off, inicialmente chamado de Room 302, aconteceria fora de Silent Hill. Mas com a série em alta e os fãs ansiosos por novidades, Room 302 acabou virando Silent Hill 4 – The Room.

O resultado? Um belo de um tiro no pé! Os fãs detestaram uma penca de novidades desse novo título. O primeiro impacto foi com um Silent Hill que acontece fora de Silent Hill. O jogador controla Henry
Townshend, que mora em um apartamento da cidade de Ashvile, vizinha de Silent Hill. Um dia Henry acorda e descobre que está preso em seu apartamento. Sua única maneira de sair é através de um buraco no banheiro, que o leva a locais estranhos e perturbadores, com pessoas que sempre morrem na sua frente.



Claro que a ideia foi excelente. Mas muitas falhas jogaram os fãs e a crítica contra The Room. Uma delas era o ritmo de jogo um tanto arrastado. Só é possível acessar as fases através do buraco da parede do banheiro. Só que o jogador é constantemente forçado a sair dos cenários o tempo todo para voltar ao quarto, seja para resolver algum puzzle ou mesmo para salvar sua partida, ou seja, um tormento. Este foi o ultimo jogo da série desenvolvido pelos estúdios internos da Konami. Os que vieram depois ficaram a cargo da Climax Studios. Quanto a Silent Hill? Bom, desde então, a franquia nunca mais repetiu o sucesso dos três primeiros jogos. Eta quartinho amaldiçoado!

Tomb Raider – Angel of Darkness.



A primeira aventura de Lara Croft no Playstation foi de tirar o fôlego. Quem diria que uma bela exploradora de short curto, que explora cavernas e templos, poderia arrebatar uma penca de fãs tão tarad... Ops, quero dizer, fiéis!

A fórmula de Tomb Raider era boa. Era tão boa, que a Crystal Dinamics não quis arriscar mudar nos títulos que vieram nos anos seguintes. Mas sabe como é, né! Até o que é bom cansa. Após Tomb Raider 3 a franquia deixou de ficar interessante. A sorte era que a nova geração de consoles estava chegando, e com isso, novas possibilidades para a Lady Croft.  O sexto game da franquia ficou a cargo da Core Design, e o jogo tinha que ser inovador, diferente e o melhor da série!

O ambicioso projeto acabou se tornando no desastroso Tomb Raider – Angel of Darkness, que foi lançado em 2003. Ao contrário dos games anteriores, o clima do jogo é muito mais sombrio, com Lara tendo que desvendar o mistério de um assassinato o qual ela está sendo injustamente acusada. Foragida na policia, Lara deve provar sua inocência.



O game é repleto de boas ideias. O problema é que a Core Design teve pouco tempo para desenvolver melhor o projeto do game. Para piorar a situação, vários cortes de pessoal e orçamento prejudicaram o jogo. Angel of Darkness chegou ao mercado com gráficos horríveis e uma jogabilidade terrivelmente travada, que pouco nos faz lembrar do bom e velho Tomb Raider.

Não preciso nem dizer que a critica não foi favorável, não é? O jogo foi mal recebido por todos, sendo considerado o pior Tomb Raider da história. Angel of Darkness foi pensado para ser uma trilogia. Mas o fracasso comercial do game faz a Eidos cancelar os outros dois jogos. A franquia só voltou a sua glória em 2006, quando a Crystal Dinamics retomou o título e desenvolveu o aclamado Tomb Raider – Legend.

Final Fight - Streetwise.



E fechando nossa lista temos um clássico da pancadaria. Final Fight foi um Beat´em Up de peso da Capcom. Sucesso garantido nos fliperamas. Não demorou muito para que a uma conversão para consoles chegasse ao Super Nintendo, e mais tarde, continuações. Assim como aconteceu com Tomb Raider, essas continuações se mantiveram em sua zona segura, sem grandes inovações. Depois do inexpressivo Final Fight Revenge, a Capcom deixou a franquia de lado.



Em 2006 veio Final Fight: Streetwise, para o Playstation 2. Combinando a pancadaria clássica da série com o mundo aberto que invadia os games da época, Streetwise até tem algumas coisas interessantes, mas o game não foi bem recebido. A jogabilidade tenta ser simples, mas acaba sendo cansativa após algum tempo. Mas o que realmente mata Streetwise é o enredo. Depois de anos focado em brigas de rua na cidade de Metro City, a Capcom tem a ideia “brilhante” de colocar drogas e vírus que transformam pessoas em monstros, ou zumbi... Putz, Capcom! Guarda os zumbis pro Resident Evil!



Escrito por: Lipe Vasconcelos.

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