terça-feira, 7 de abril de 2015

Análise: Final Fantasy X.




Uma evolução que não perde sua essência.




O nome “Final Fantasy” impõem um enorme respeito perante os RPG´s. Iniciada ainda nos anos 80, a franquia se tornou a mais expressiva do gênero, tendo pouquíssimos rivais a altura. Apesar de famoso e importante, o sucesso comercial só veio em 1997, com o lançamento do épico Final Fantasy VII, para o Playstation. Este não foi só um título importante para a série da Squaresoft, como também ajudou a popularizar os RPG´s, que até então, ainda eram muito restritos ao público oriental. Após FFVII o mundo todo passou a esperar com ansiedade cada novo lançamento da série.

Ao contrário de Dragon Quest, seu concorrente direto, Final Fantasy sempre se destacou por reinventar suas mecânicas, entregando não só games com histórias e mundos singulares, como também novas maneiras de interagir com esse mundo espetacular. Essa busca por novos conceitos de jogabilidade tiveram lá suas polêmicas, como o sistema de Junction, de Final Fantasy VIII. Entre erros e acertos, Final Fantasy chegou a sexta geração de games com grande expectativa, e o desenrolar dessa espera veio em 2001 com Final Fantasy X, lançamento exclusivo para o Playstation 2.


Final Fantasy X foi um marco tão importante quanto FFVII, mas com suas particularidades. Trata-se do jogo mais ousado e atípico de toda franquia, quebrando até mais tradições do que Final Fantasy VIII o fez. A Squaresoft praticamente reinventa a roda com um dos sistemas de evolução mais interessantes e complexos já vistos em um RPG. Some isso a um novo jeito de explorar esse novo mundo e você vai encontrar um jogo onde não existe meio termo; ou você vai amar ou odiar Final Fantasy X.

Enredo.

FFX se passa no universo de Spira. O protagonista é um jovem de 17 anos chamado Tidus, jogador de um esporte chamado Blitzball e principal astro do time de sua cidade, Zanarkand Abes. O garoto se prepara para o grande jogo da temporada quando o seu mentor, Auron, surge inesperadamente. Junto com Auron aparece uma criatura gigantesca que ataca a cidade. Auron pede a Tidus ajuda para destruir o monstro, mas durante o combate, Tidus é sugado por um portal e desaparece.



Quando acorda, Tidus está sozinho no mar e é resgatado por um povo estranho. Ele descobre que foi atacado por uma criatura chamada Sin, e antes que descubra mais coisas, Sin reaparece e ataca o barco. Mais tarde, o garoto acorda em uma praia e conhece Wakka, um jogador de Blitzball. Então Wakka revela que é guardião de uma jovem Summuner (invocadora) chamada Yuna.

Wakka explica que Yuna tem a missão de derrotar Sin, um monstro que sempre ressurge de dez em dez anos, trazendo dor e destruição para Spira. É dever de um Summuner utilizar criaturas chamadas de Aeons para matar Sin. Wakka também conta que Zanarkand foi destruída por Sin há 1000 atrás, fazendo o garoto perceber que ele foi levado para 1000 anos à frente do seu tempo, com uma religião e costumes diferentes. Tidus então, finalmente, conhece a jovem Yuna, filha do último invocador a derrotar Sin, o garoto se torna um dos guardiões de Yuna, acompanhando-a na sua peregrinação até Sin, aprendendo mais sobre a religião daquele lugar e sua figura divina, Yevon. Tidus também vai descobrindo detalhes estranhos ligados a sua ida para aquele lugar.

Aprovado.

Renovado sistema de evolução.

Jogar Final Fantaxy X é quase que reaprender a jogar RPG´s. Praticamente tudo foi alterado nesse jogo, e de longe, a mudança mais drástica está no sistema de evoluções de seus personagens. Não existe mais XP, nem mesmo níveis para alcançar. Tudo isso foi trocado pelas AP´s (Ability Points), que são pontos de habilidade que cada herói ganha ao fim das batalhas. Nos games anteriores, a cada quantidade de XP acumulado o seu personagem subia para um novo nível. Já em FFX esse acumulo de AP gera movimentos. Esses movimentos devem ser usados no Sphere Grid, que é onde você poderá fazer as melhorias que bem entender em cada herói.



Pense no Sphere Grid como um tabuleiro e nos movimentos acumulados como se fosse número de dados. Cada movimento acumulado permite ao personagem andar neste tabuleiro, podendo ativar novas habilidades, magias negras e brancas e até melhorias de status, como LCK, ACC, DEF e AGI. Até mesmo a quantidade de HP e MP de seus personagens só serão aumentadas aqui. De maneira simplificada, o jogador terá em mãos o trabalho de melhorar todos os atributos e habilidades dos personagens. 

Conforme ganha mais movimentos você pode avançar em novas casas da Sphere Grid e cada casa possui uma melhora em especifico. Em uma casa você pode aumentar a quantidade de HP de seu personagem, em outra aumentar os pontos de ataque ou de defesa, ensinar habilidades como Drain e Evoke e até mesmo desbloquear magias como Fire, Thunder e etc. Junto com os AP´s o jogador acumula também Spheres, que são itens essenciais, pois é através deles que você ativa uma nova habilidade. Os únicos poderes que seus personagens ganham de forma automática são os overdrives.









Com esse novo sistema o jogador terá total controle sobre a evolução de cada personagem. Auron é o cavaleiro do grupo, mas nada impede que você dê a ele magias, basta planejar com antecedência pra que lado da Sphere Grid você deseja movê-lo. Por exemplo, se quiser criar um personagem especializado em magia, não basta apenas ensinar magias para ele. É preciso investir em poder de ataque mágico, que fortificam as magias negras. O mesmo acontece para personagens que utilizam espadas ou golpes corporais. De inicio é complicado assimilar esse novo sistema, mas dominando seu funcionamento é possível criar personagens com muitas particularidades. Mas toda a novidade tem o seu ponto negativo, e com Final Fantasy X não é diferente.

Primeiro de tudo; Final Fantasy X é um jogo feito pra quem já tem certa bagagem com jogos de RPG. Não da para planejar as melhorias de um personagem sem entender a função de status como LCK e ACC. É preciso planejar com cuidado e equilíbrio essa distribuição. Uma esfera mal desenvolvida pode tornar sua vida um inferno, pois há muitos chefes pentelhos nesse jogo, e muitas vezes o uso de uma boa estratégia é mais efetivo do que a força bruta. Se Final Fantasy X for o seu primeiro contato com RPG, então é melhor pegar um Final Fantasy XII, Dragon Quest VIII ou até mesmo um Shadow Heart. Final Fantasy X é um game para jogadores experientes.

A Sphere Grid também torna Final Fantasy X o game que mais fará o jogador entrar em combates, pois o sistema torna a evolução dos personagens muito mais lenta. Em qualquer RPG é extremamente necessário perder algum tempo lutando para ganhar níveis mais altos. Mas como em FFX tudo é feito de forma manual, você precisa entrar em constantes batalhas para ganhar novos movimentos e equilibrar os status e poderes de seus heróis, pois a cada movimento você precisa escolher se quer aumentar o HP de seu personagem em 200 pontos, ou melhorar seu LCK ou se quer melhorar o ataque. Quanto mais movimentos acumulados, mas casas você pode preencher na esfera.

Customize seu equipamento.

Esqueça todas aquelas armaduras e acessórios extras dos games anteriores. Em Final Fantasy X o set de equipamentos foi reduzido apenas em armas e acessórios Mas as armas não modificam o poder de ataque, como acontecia em edições passadas. Uma arma ou acessório só causará efeitos em seu personagem caso for customizada. A customização é feita através de itens especiais que são ganhos ao fim dos combates. Sem eles as armas não terão nenhuma influência em quem estiver equipada.



A customização é excelente, e dependendo do equipamento, é possível aplicar até quatro modificações, criando um vasto leque de possibilidades de armas e itens de defesa. Dessa forma, um equipamento customizado protege de venenos, petrificação, ou pode adicionar ainda cinco pontos a mais na defesa ou ataque, dependendo do item aplicado. O único problema é que não é possível tirar um item já aplicado na sua arma ou acessório.

O maravilhoso mundo de Spira.






Sabemos bem como a Square tem talento para criar mundos belos e formidáveis, e com Final Fantasy X não é diferente. Mas Spira é um universo fora do padrão, simplesmente porque se trata de um mundo “pós apocalíptico” dos mais belos já foi feito. Não é a primeira vez que vemos uma mistura de futuro com medieval, é claro. Mas parece que o toque dado a Spira é algo fora do comum. Tão fora do comum que não chega a ser estranho ver um protagonista de bermuda e tênis andando ao lado de uma bruxa e uma invocadora em um mundo futurista com templos e palácios que soam tão rústicos e belos. É difícil combinar dois universos tão extremos, mas a Square sabe como nos embelezar com ambientes tão deslumbrantes.

Fora essa beleza, Spira possui uma religião bem explorada pelo enredo. As velhas invocações de monstros para as batalhas são parte fundamental na trama. Por ser uma Summuner, Yuna é a única capaz de invocar os Aeons. Ao longo da história que é narrada por Tidus (isso mesmo, o enredo do game é narrado), o jogador irá conhecer mais sobre Yevon, Sin e a missão dos invocadores e seus guardiões. O interessante é que a trama aborda um assunto bem polêmico, a religião e a ciência, representado pela constante guerra entre os fiéis dos ensinamentos e Yevon e o povo Machina, que acredita que o mundo só pode ser salvo de Sin com ajuda da mais alta tecnologia. O apelo religioso é forte no enredo, que é muito centrado em sacrifícios e fé.



Tidus também é um protagonista que merece destaque. Depois de medalhões como Cloud Strifer e Squall, ver um personagem mais humano e sem grandes complexos é bem interessante. Tidus não é um guerreiro vaidoso, nem um mercenário, e sim um garoto normal que é forçado a viver num universo que ele nunca imaginou conhecer. Os costumes e as crenças daquele lugar o amadurecem, bem como o seu envolvimento com Yuna. Cada personagem tem sua história bem desenvolvida e consegue cativar o jogador. Explorar sentimentos mais humanos fez muito bem para a trama do game.

Combates dinâmicos.

Final Fantasy X mantém o esquema de lutas por turnos, mas também com boas novidades. A velha barra ATB foi retirada, não sendo mais necessário esperar para realizar uma ação. Também agora é possível trocar de personagens no meio das batalhas e atacar no mesmo turno. Isso facilita na hora de evoluir seus personagens, já que é possível fazer com que todos ganhem AP em uma só luta. A troca de personagens também auxilia em criar novas estratégias de combate. Há inimigos que ficam no ar e são inalcançáveis. Nesses casos, é possível trocar para Wakka ou Lulu, que podem atacar a distância. As lutas contra chefes são bem frequentes e desafiadoras. É legal notar que os combates ficam mais estratégicos a cada etapa, forçando o jogador a agir mais com inteligência e menos com a força bruta. 



Os overdrives estão de volta (Ou Limit Break, Trance e etc, para os mais íntimos), a principio eles funcionam do mesmo jeito que nos demais games, a barra de overdrive se enche conforme seu personagem recebe danos. Quanto mais o dano, maior a quantidade de poder acumulado. Quando ela se completa é possível usar um ataque devastador. Mas agora não basta simplesmente selecionar o ataque. Dependendo do personagem é necessário utilizar comandos específicos. O de Auron, por exemplo, exige que o jogador aperte uma sequência de botões mostrada na tela em um limite de tempo. Já o de Lulu demanda que você gira os analógicos rapidamente e etc. Utilizando o comando de maneira correta o ataque se torna ainda mais poderoso. Conforme os overdrives são usados o próprio jogo desbloqueia automaticamente novas maneiras de carregar o ataque. É possível carregar o overdrive quando um inimigo é derrotado, ou quando o grupo vence uma batalha ou simplesmente a cada dano que você inflige em um oponente.

As invocações aqui surgem com o nome de Aeons, mas somente Yuna é capaz de invocar uma criatura para o confronto. Quando um Aeon é convocado somente ele fica em campo e o jogador passa a controlá-lo. Nos games anteriores o monstro apenas surgia para dar um golpe fulminante. Mas em FFX os Aerons sobem de nível conforme os status de Yuna são melhorados no Sphere Grid. Eles possuem HP, MP e até mesmo seus respectivos overdrives.



Reprovado L

Rpg linear.

Este não chega a ser um ponto que faça de FFX um jogo ruim, nem mesmo diminui sua grandeza. Mas não da pra deixar de sentir um incomodo. Final Fantasy X se desenvolve de forma extremamente linear. Pense nesse jogo como um simples game de aventura com lutas por turno. O jogador sempre vai seguir adiante, sem nunca se preocupar se está indo para a direção certa ou não.  Não há nem mesmo um world map para andar. Cada novo território de Spira é ligado por estradas e mais estradas.

Há algumas cidades para visitar, mas não espere muitos motivos para se demorar nelas. Há algumas pessoas que falam algumas não muito interessantes, mas nada que realmente influência algo no jogo. No máximo, você vai querer achar a loja de itens da cidade e seguir adiante, pois Final Fantasy X não incentiva o jogador a explorar os mapas. No máximo, há itens aqui e ali em baús, mas eles nem mesmo ficam escondidos. Basta andar alguns passos fora de sua rota para encontrar o baú.


A parte mais interessante da exploração fica no trial dos templos. Durante sua peregrinação, Yuna deve invocar Aeons novos em templos sagrados. Mas para chegar até essas criaturas é preciso resolver pequenas quests chamadas de trials. Funciona da seguinte maneira. Há uma série de salas com pequenos altares para colocar esferas. Geralmente a trial consiste em um jogo de lógica, em que você deve posicionar esferas nos altares corretos, sendo que Tidus só pode carregar uma por vez. A grande sacada está em encontrar a solução para manejar cada uma dessas esferas. São momentos divertidos, mas muito curtos e pouco explorados pelo jogo.

Por ser tão direto, Final Fantasy X perde uma das características mais marcantes. Quase não há side quests no decorrer campanha principal. Há a sidequest da Monster Arena, onde você captura monstros pelo mundo e os coloca para brigar com outros mais poderosos na arena (isso lembra Pokemon, não é?). Também há outras sides que consistem em conseguir Aeons secretas mais poderosas e lutar com chefes opcionais. O problema é que só é possível ir para essas quests quando você adquire o Airship, e isso acontece já perto do fim do jogo. E até chegar aqui, você provavelmente vai deixar essas missões para depois que acabar a campanha principal.

Por fim, Final Fantasy X passa a impressão de ser um jogo mais curto que seus antecessores. Mas isso é devido ao desenvolvimento tão linear da campanha. O tempo de duração passa das 40 horas de jogo. Eu levei 97 horas para fechá-lo, e isso sem contar os extras, que ajudam a prolongar o game de forma considerável e empolgante.

Blitzball.

Mini games são bem comuns em qualquer jogo da série, tipo corridas com Chocobos. Mas Final Fantasy X conseguiu ter um festival bem chato de mini jogos, mas que não merecem tanta atenção como o temível e horrível Blitzball. Este é o esporte mais popular de Spira. Ele é uma mistura de handball com pólo aquático, jogado dentro de uma esfera cheia de água.



Se fosse apenas um mini game dispensável, tudo bem. O problema é que você é OBRIGADO a jogar uma partida dessa aberração. Assim como as batalhas, o Blitzball funciona por turnos. Você controla um dos jogadores pelo campo até esbarrar em um do time adversário. Nesse momento, deve-se escolhe se quer lançar a bola para o gol ou passar a bola para um dos jogadores mais próximos. Parece simples... Mas não é!

Não importa qual comando você utilize, o jogador do time adversário sempre consegue bloquear sua jogada. É realmente difícil entender a lógica do jogo. Você não precisa ganhar a partida para prosseguir no jogo. Mas vai durar em média 20 minutos... 20 longos e tristes minutos. Após isso, o Blitzball pode ser jogador em qualquer ponto de Save do jogo.

Parte técnica.

Final Fantasy X fez aquilo que já é comum na franquia, presenteou o Playstation 2 com os melhores gráficos de sua época. Spira é um mundo lindo, como já citei acima, com ambientes bem ricos e detalhados. O trabalho de arte faz desse mundo um local surreal, que mistura com maestria o rústico e o moderno, sem parecer muito excêntrico. Espere por templos luxuosos, ilhas tropicais, desertos e cavernas escuras. As texturas são boas e os ambientes são bem coloridos e bonitos de se ver.



Os personagens também estão bem desenhados e o visual deles é condizente com o de Spira. Tidus e Wakka se vestem como autênticos jogadores de Blitzball, com roupas esporte e tênis. O figurino de cada boneco chega a lembrar o modelo artístico adotado por Star Wars, que deve ter servido de inspiração para a Square. As cenas de combate são incríveis, com diversos efeitos de tela em cada golpe e magia aplicados. As cenas de invocação dos Aeons são de encher os olhos. Criaturas gigantescas surgem em apresentações imponentes e cheias de estilo.

Em FFVIII a Square presenteou os fãs com cenas em computação gráficas belíssimas. No Playstation 2 essas cenas tomam proporções ainda maiores. São vídeos repletos de detalhes, fluidez e beleza. Destaque mais que merecido para a clássica cena do beijo de Tidus e Yuna. Mesmo hoje, após 13 anos de seu lançamento, qualquer jogador fica boquiaberto com a qualidade gráfica de Final Fantasy X. Este é um tipo de jogo que falamos que envelheceu muito bem.



Eu queria poder dizer que tudo é realmente perfeito. Mas há algumas pequenas falhas técnicas que são bem visíveis. Em alguns cenários há quedas constantes na taxa de quadros, isso acontece principalmente nos cenários nevados e em Zanarkand Ruins. Neste ultimo há várias luzes voando pela tela, e isso prejudica o desempenho do game. Mas nada que atrapalhe na experiência de jogo. Durante os diálogos a sincronia labial é inexistente. Mas isso é perfeitamente compreensível. Quase todos os jogos da época sofreram com esse problema.

A trilha sonora é marcada por ser o ultimo trabalho de Nobuo Uematsu para franquia, que teve um grande desafio com esse jogo. As canções continuam belas e soberbas, mas os arranjos seguem um caminho bem diferente das edições passadas. As músicas têm um ar mais moderno, não tendo mais aquele toque orquestrado que já conhecíamos. Existe até mesmo um rock pesado no jogo, mas que cabe bem no contexto. A trilha sonora é boa, mas não chega a ser marcante como costumávamos ver. 



Os efeitos sonoros estão bem aplicados e gostosos de ouvir. Mais uma vez a Square apela para a nostalgia, mantendo alguns efeitos de menu dos jogos anteriores. Pela primeira vez na história temos um FF com dublagens nos diálogos. Mas não é o trabalho de dublagem mais primoroso do mundo. Alguns dubladores até se saem, como o de Rikku e Auron. Alguns apresentam deslizes e deixam a desejar, que é o caso de Tidus e Yuna. Já Seymour é bem sofrível, com um toque de vilão afetado que não cumpre bem o seu papel. Mais uma vez é compreensível. Em 2001 as dublagens em vídeo game ainda estavam engatinhando, e era raro encontrar um título com um trabalho realmente excepcional. Mas a intenção é louvável.

Conclusão.

Para o bem ou para o mal, Final Fantasy X trouxe evoluções que ninguém poderia imaginar. O RPG sempre foi um desses gêneros que muitos julgam impossível de inovar. Mas a Square deu a cara a tapa e trouxe uma maneira totalmente nova de encarar um game do tipo. De inicio as criticas foram duras, mas Final Fantasy X obteve vendas muito satisfatórias, e hoje é considerado um dos melhores games da série.


O Sphere Grid injetar gás na produção. Trata-se de um sistema completo e muito bem trabalhado. Só é uma pena que seja algo mais indicado para os jogadores mais experientes. Pode ser um espanto para novatos, mas vai empolgar os mais entusiastas, que vão perder horas e mais horas planejando e evoluindo seus personagens. Já a escolha de trazer um jogo linear é justificada pelo enredo do jogo, mas mesmo assim é difícil se acostumar com algo tão esquisito para um jogo de RPG.

Com um enredo fascinante, um mundo tão encantador e personagens que, se não são tão carismáticos quando Cloud e Cia, pelo menos não tentam ser cópias bizarras dos mesmos, Final Fantasy X chegou à geração PS2 chutando a porta com tudo. É um dos melhores RPG´s de sua geração, com trabalho técnico e artístico irrepreensível e vida útil longa. Ainda este ano o jogo chega em versão remasterizada para os consoles da nova geração, ou seja, se você não tem mais um Playstation 2 e quer experimentar este game, é uma boa recomendação para 2015.

Notal Final.





Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.  







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