sexta-feira, 15 de maio de 2015

Joguei e não recomendo: The Fifthy Element.



Inacreditável!!!!!! (manjadores manjaram)




O que acontece quando juntamos Bruce Willys e Milla Jovovich num filme de ação em um mundo futurista? Se você respondeu um filme de ação genérico de Bruce Willys, você acertou! Ta bom, eu sei... “O Quinto Elemento” não um filme tão ruim assim. Lançado em 1997, o filme teve boa bilheteria, sendo considero uma obra Cult para os fãs do sci-fi. Mesmo tendo um publico fiel, alguns críticos e uma parte do público não aprovaram muito a produção. O visual extravagante e as boas cenas de ação despertaram o interesse da Activision, que desenvolveu o jogo The Fifth Element em parceria com a Kalisto Studios. Sabe como é, né! Filme de ação gerando game de ação... O resultado já é previsível.

No ano de 2263 uma ameaça alienígena em forma de um grande cometa negro chega para destruir o planeta, conforme já dizia uma antiga profecia. O único meio de salvar o planeta é juntando quatro pedras, cada uma representando um elemento da natureza (terra, fogo, água e ar) e usá-las para acabar com o cometa que se aproxima. Mas o ritual só seria completo caso o quinto elemento (que representa a pureza) chegasse ao planeta. Esse elemento chega na forma de uma bela mulher, que cai no carro do taxista Korben Dallas. Sem saber quem é a garota e o que ela representa, Korben se envolve com o padre guardião da profecia e agora terá de ajudá-lo a recuperar as pedras e também a proteger a moça, que recebe o nome Leeloo.

A trama do filme ta mal explicada né? Pois é! O game faz questão de não deixar o jogador entender do que se trata o jogo. The Fifth Element usa as cenas do filme na forma de pequenos e confusos vídeo clipes editados e sem nexo algum, apenas pra dizer que usou as cenas do longa. Se você não viu o filme, saiba que não vai entender nada do jogo.

A mecânica do jogo mescla tiroteios, combate corpo a corpo, exploração e coleta de itens. Ao todo são 16 missões, que podem ser jogadas tanto com Korben quanto com Leeloo. Há fases que são exclusivas só para um dos personagens, ou fases que o jogador pode escolher com quem jogar. Para cada personagem há uma maneira diferente de jogar The Fifth Element; pena que as duas jogabilidades são extremamente problemáticas.

A movimentação dos personagens é péssima. Este é aquele tipo de jogo que explora ao máximo a capacidade do Playstation de criar ambientes totalmente tridimensionais, mas esquece de aplicar uma jogabilidade adequada para o formato. É praticamente impossível andar em linha reta ou dobrar em um corredor sem esbarrar na esquina dos cenários. Se virar de um lado para o outro é bem lerdo e chega a ser estressante, principalmente quando há inimigos atacando por trás. Para completar, o jogo ainda tem a ousadia de trazer elementos de plataforma. Agora me diz: como executar saltos seguros com controles tão travados?

Os combates variam para cada personagem. Korben é o atirador da dupla, usando uma pequena variedade de armas de fogo. A mira é automática e sua principal arma (uma pistola) possui munição infinita. Korben pode se esquivar para os lados, e esse comando até responde bem. Infelizmente, os tiroteios são monótonos demais, pois os inimigos não farão nada além de atirar e atirar, sem nenhum tipo de estratégia. Claro, o jogador fará o mesmo para derrubá-los. Korben tem uma baixa resistência e morre com qualquer rajada de fogo inimigo

A situação não fica muito melhor ao jogarmos com Alic... Opa, não... Ela só virou Alice no Resident Evil (sacarão??? Hahaha... Sem graça, Lipe ¬¬). Leeloo é um pouco mais leve que Korben. A moça pode desferir chutes, socos e jogar bombas e granadas em inimigos. Apesar de ter uma resistência maior que Korben (Girl Power ou efeitos do T-Vírus?) os golpes respondem com atraso, e como Leeloo precisa estar bem próximo de seus oponentes para lutar, ela acaba ficando extremamente vulnerável a ataques inimigos. Como Leeloo parece ser a personagem mais “ágil” da dupla, suas fases têm mais momentos de pular em plataformas do que as de Korben. Assim não dá pra ser feliz!

Conforme falei mais acima, The Fifth Element demonstrou que o Playstation era capaz de reproduzir jogos muito tridimensionais (Mas Pandemonium já não havia feito isso anos atrás?), mas o resultado gráfico é bem abaixo do esperado. Em geral, os ambientes do filme são bem recriados e passam fidelidade ao jogador. Os detalhes, por outro lado, são medíocres. As texturas são pobres e as paredes parecem feitas de papel. Basta se aproximar de algum elemento e ele fica meio fora de foco. A versão de Playstation é repleta de bugs. A Kalisto realmente apostou no 3D do Playstation, mas como conseqüência, o jogo parece rodar acima do frame rate ideal, dando a impressão de que o jogo está em constante slow down. Tais problemas são menos frequentes na versão para computador. Há alguns efeitos de fogo e explosão, mas que não merecem muito destaque, pois são tão medíocres quanto o resto do jogo.

A animação dos personagens é outro desastre virtual. Korben parece um robozinho sem vida enquanto corre e atira. Leeloo até consegue ter movimentos mais fluidos, mas ainda são muito estranhos perto de outras produções que PSX já havia recebido. Curiosamente, alguns inimigos parecem ter a movimentação mais natural do que os protagonistas do jogo. Vai entender!

A parte sonora também não é nada grandiosa. As explosões já não são lá grande coisa, e a sonoplastia não ajuda a maquiar essa pobreza. As armas têm sons ridículos e inexpressivos. Os sons dos golpes de Leeloo são uma piada de mau gosto e tudo é muito repetitivo. A trilha sonora é super genérica, com músicas que tentam passar um clima de ação com ficção cientifica, mas passam longe de agradar aos ouvidos.

The Fifth Element oferece apenas combates e saltos de uma beirada à outra. A exploração não traz recompensas e o jogo não sai do básico de pressionar um botão aqui e coletar uma chave ali. Pode parecer empolgante e divertido no inicio, mas logo se torna um jogo repetitivo e chato, sem muitas motivações para se chegar ao fim. O mais impressionante é que na minha infância eu realmente gostava de jogar esse jogo, mas devido a sua jogabilidade terrível nunca consegui terminá-lo. Se para alguns The Fifth Element não é um filme tão interessante, o jogo vai ser menos ainda. The Fifth Element está disponível para Playstation e PC.











































Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.



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