sábado, 18 de julho de 2015

Joguei e não recomendo: Gungrave.


Kick Their Ass.



No mercado existem dois tipos de games: Os “arrasa quarteirões”, que possuem jogabilidade primorosa e inovadora, gráficos incríveis e horas e horas de gameplays divertidos e complexos; e os famosos “títulos casuais”, jogos com menores proporções e sem ambição de ser o grande nome das prateleiras, mas que diverte com jogabilidade simplificada e gráficos nem tão arrasadores assim. Não importa se um título casual não inova o mercado com gráficos e jogabilidades de ponta, desde que o jogo cumpra com seu real objetivo, que é divertir o jogador, o game tem sim condições de ser um jogo memorável. Talvez por conta desta simplicidade que existem famosas publicações de games que adoram dar notas exageradamente baixas para games mais casuais (Sim, Uol Jogos! Estamos falando de você!). Mas Gungrave não é um jogo ruim por ser casual. Gungrave é um jogo ruim por ser altamente chato e sem nenhum motivo para ser jogado... A não ser, é claro, que você seja dono de um blog na internet e goste de se torturar jogando games ruins, apenas para escrever análises para seus leitores. Se for esse o seu caso... Tamo junto!

Gungrave foi lançado em 2002 para Playstation 2. Ele foi desenvolvido pela Red Entertainment e publicado pelas empresas Positron e Ikusabune. O engraçado é que em vários sites que pesquisei, falam que este jogo foi públicado pela Sega. Mas no jogo que tenho aqui em casa não há crédito algum pra nenhuma das duas publicadoras. Não sei se isso acontece porque o meu cd é uma versão japonesa pirata ou se nos Estados Unidos ele foi pública pela Sega.

Enfim... Gungrave é um game de ação em terceira pessoa com tiroteios frenéticos e explosões para todos os lados. Infelizmente, isso é tudo que o jogo tem a oferecer, sem variedades e sem mais nada. O mais triste é que Gungrave tinha grande potêncial para ser um game divertido, não memorável... Apenas divertido. Mas a repetição da mecânica e o tempo ridiculamente curto de duração colocou tudo a perder.

Como eu disse, o meu jogo está em japonês, então me desculpem se o enredo não for esse que falarei agora. Gungrave acontece em uma cidade dominada por uma organização chamada Milennion. Essa organização vem espalhando uma droga chamada Seed pela cidade, e isso está causando mortes por todo lugar. Uma dessas mortes é a de um homem chamado Harry Macdowell. Harry é amigo de um mercenário chamado Grave, que parte numa vingança contra a Milennion.

Gungrave é um game de ação frenético, e felizmente, os controles correspondem a altura . Grave pode correr e atirar em todas as direções com extrema precisão. O game incentiva tanto o tiroteio desenfreado que a mira já é automática, bastando virar o protagonista e deixar que os tiros sigam seu curso. O game se traduz em ações rápidas, e nisso ele não falha. Os oponentes surgem em grande número, sendo necessário agir com agilidade para completar as missões.

Correr e atirar é tudo que você fará em Gungrave. De inicio, dar cabo de uma horda de inimigos com apenas duas pistolas é muito boa. Some isso com as explosões que acontecem no cenário durante os combates e você terá um sentimento de poder absoluto. Mas infelizmente, isso acontece só nos primeiros minutos de jogo. Logo você percebe que correr e atirar se torna maçante, pois o jogo nem mesmo possui um sistema de melhorias, como acontece com jogos como God Hand, Ghost Rider e outros com mecânicas repetitivas, mas que procuram incentivar o jogador de alguma forma, seja com um singelo sistema de melhora de armas ou golpes, ou até mesmo um desafio decente.

A falta de desafio é outro problema sério em Gungrave. Não estamos falando de um jogo meramente fácil ou mediano, mas sim de um jogo sem UM PINGO DE DIFICULDADE. As duas miseras pistolas de Grave possuem grande poder, pois basta dois tiros para derrubar qualquer inimigo. Como se Grave já não fosse suficientemente poderoso, ainda há o Demolition Shot, que é um ataque devastador  que pode dizimar diversos inimigos de uma vez. Mas para usar o Demolition Shot é necessário acumular almas que são dadas conforme o jogador mata oponentes. Essas almas também podem ser usadas para recuperar o HP de Grave. Por fim, há ataques meele, mas como você nunca fica sem munição e os inimigos morrem facilmente, é certeza que você terminará o game sem  usar nenhum meele. 

A parte técnica também não é das mais desastrosas. O grafismo de Gungrave chama atenção, pois traz um excelente visual anime através do Cell Shading. As cenas não interativas são animes feitos especialmente para o jogo. Já os gráficos in game são apenas bonitos. Os cenários tem projetos levemente interessantes, mas pecam pela falta de detalhes, deixando tudo muito vazio e sem graça. Os efeitos especiais não contribuem para embelezar os ambientes. As explosões poderiam ter mais brilho e intensidade.

O design dos personagens é estranho. O protagonista tem um desenho com alguns detalhes, mas sem definição e chega a ser bem confuso. As vezes ele parece um grande caixão com braços e pernas, sem sutileza alguma. Mas pelo menos Grave tem algum detalhe, os inimigos nem isso! Não da nem pra chamá-los de genérico. Parece que são bonecos com modelagem não terminada que foram colocados no jogo as pressas. Suas animações são péssimas. Aliás, o próprio Grave tem uma ou outra animação bizarra, como quando ele atira parado no mesmo lugar e começa a pular e atirar de modo engraçado e sem nexo algum.

A parte sonora tem valor apenas nos efeitos. Mesmo com os gráficos meia boca, a sonoplastia faz sua parte e injeta um "punch" legal nas cenas. Já a trilha sonora é dispensável e fraca, com músicas de ação genéricas e sem nenhuma personalidade.

Gungrave tinha tudo pra ter sido um jogo grandioso. Seu visual é interessante, mas muito mal aproveitado. A jogabilidade é ótima e responde com extrema precisão a cada comando. Mas é realmente complicado quando o jogo não tem desafio e nem variedade para prender o jogador por muito tempo. Nem os combates contra chefes possuem alguma dificuldade. De um jogo com grande potencial, Gungrave acaba sendo mais um game que se torna esquecido em poucos minutos. Anos depois foi feito um anime baseado no jogo, mas que também não obteve sucesso. 


























Análise escrita por: Lipe Vasconcelos.




3 comentários:

  1. Valeu pela dica,mesmo assim eu fiquei curioso e vou dar uma olhada em Gungrave.Só pra curtir he he he.

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  2. Um anime desse foi lançado, e do pouco q eu vi do jogo são bem diferentesentre si, falando sobre máfia. eu recomendo ver essa adaptação

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  3. Cara seu blog é ótimo;continue assim.posso fazer um pedido? poste mais análises de ps2,pois ainda o tenho,abraços

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