terça-feira, 17 de novembro de 2015

Artigo: TOP 5 - Os piores jogos estrelados por super heróis.



Por que será que a capa desse artigo trás logo o Superman?





Não é de hoje que qualquer produto com a imagem de um super herói é sinônimo de venda certa. Toda criança sempre quis ter um brinquedo, caderno, blusa e boné do Batman, Homem Aranha e Superman. Lógico que jogar um game desses heróis também seria normal para qualquer fã de quadrinhos. O problema é que esse tipo de jogo nunca conseguiu ter resultados 100% positivos, com a franquia Batman Arkham sendo uma das raras exceções.

Os motivos para que tais jogos falhem no mercado são diversos. Alguns simplesmente são feitos por estúdios com pouca expressão e capital de investimento, ou por equipes que não se preocupam em capitar a essência do personagem e seu universo. Outra razão bem comum é que a maioria desses jogos são lançados para acompanhar o lançamento de algum filme. Dessa forma, o estúdio sempre trabalha ideias pela metade e o jogo acaba sendo feito as pressas para não passar despercebido pelo mercado caso não seja lançado junto com o longa metragem. São muitos os jogos de super heróis que fracassaram no mercado, mas separaremos aqui apenas cinco deles. Cinco games que fariam qualquer herói de quadrinhos ter vergonha de sair de casa .

5- Wolverine: Adamantium Rage.

Em quinto lugar temos o título menos pior da lista. Wolverine Adamantium Rage foi lançado em 1994 para o Super Nintendo e Mega Drive. A Acclaim era conhecida por ser um estúdio um tanto “mercenário”, ou seja, especialista em desenvolver jogos baseados em desenhos ou quadrinhos famosos. A versão que citarei aqui é a de Mega Drive, que foi a que mais joguei em minha infância.



Adamantium Rage foi lançado para acompanhar um dos grandes arcos dos quadrinhos da Marvel: A história da origem de Wolverine, o mutante mais querido entre os fãs de X-Men. Assim como nos quadrinhos, em Adamantium Rage o mutante parte numa jornada para descobrir os mistérios de seu passado que foram apagados de sua memória após experiências dolorosas vividas no laboratório de Striker.

O grande problema é que o jogo simplesmente não convence. É bem difícil querer contar uma história tão complexa em um game de sete estágios. O resultado é que vemos Wolverine enfrentando cientistas, soldados, robôs genéricos e ninjas em fases igualmente genéricas. Ao fim delas o herói sempre encara um vilão clássico das histórias dos X-men.



Mas tabom! Sabemos bem que enredo bem desenvolvido não era grande exigência na década de 90. Mas a jogabilidade desse jogo é triste. Os saltos de Wolverine são um grande desastre. É quase impossível pular por plataformas sem cair e ter que tentar de novo. O simples comando de atacar não responde com eficiência e os inimigos parecem mais ágeis e poderosos que Wolverine. É realmente difícil se interessar pela história de Wolverine dessa maneira.

4- Spawn: Armageddon.

Spawn talvez não seja tão popular quanto as figuras do universo Marvel e DC, mas possui um público muito seleto e fiel. Criado em 1992 por Todd  McFarlane, Spawn conta a história de Al Simmons, um mercenário que é morto em uma armadilha por seu próprio chefe. Ao ir para o inferno, Al Simmons se torna Spawn, o general do exercito do inferno. Após se revoltar contra os próprios demônios, Spawn passa a usar seus poderes para se tornar um justiceiro, um tanto egoísta, diga-se de passagem!



Spawn já hávia estrelado dois jogos, um no Super Nintendo e outro no Dreamcast. Mas Spawn Armageddon era algo especial. Desenvolvido pela Namco, esse jogo tinha algo muito bom ao seu favor; Todd McFarlane estaria 100% envolvido no projeto. Ou seja, não tinha como nada dar errado né? Pois é... Mas deu!

Spawn Armageddon é visualmente feio e genérico. Cenários pobres e sem vida marcam a aventura de Spawn para salvar o mundo de um apocalipse. É difícil de acreditar que McFarlane realmente desenhou os personagens desse jogo, pois são extremamente mal feitos e com animações medonhas. O Spawn correndo é ridículo, com movimentos duros e extremamente robóticos.



Quer mais? Pense num jogo pobre em efeitos de tela e sonoridade. Não há prazer visual algum em ver o soldado infernal usando suas correntes, nem em ver demônios pegando fogo. Esqueça qualquer efeito de luz convincente em suas magias ou sombras realistas. A trilha sonora é um rockzinho bobo e sem personalidade que só ajuda a forçar a barra de um jogo que, por si só, já é forçado ao extremo. Pelo menos Spawn Armageddon tem uma jogabilidade decente. Os combates podem ser chatos e fáceis, se resumindo simplesmente em bater e atirar, mas os comandos respondem bem!

3- Iron Man.

O Homem de Ferro já era bem popular nos quadrinhos, mas se tornou ainda mais querido em 2008, quando o seu longa metragem surgiu, dando inicio ao universo Marvel nos cinemas. Ai sabe como é, né... Um filme de sucesso chega aos cinemas e um game baseado no mesmo precisa ser lançado junto. Ai eles pegam logo a Sega para desenvolver uma bomba de estilhaços que atinge os fãs de Tony Stark no coração. Sim... Esse é Iron Man!



A versão que joguei é a do Playsation 2, e ela já apareceu aqui no blog, na seção “Joguei e não recomendo”. Iron Man é uma mistura desastrada de game de tiro com muitas cenas de vôos. Mas é claro, a jogabilidade é lastimável nas duas mecânicas. Voar com o Homem de Ferro é tão ruim quanto fazê-lo com Superman em seu jogo para o Nintendo 64. Os momentos de tiro nem chegam a ser ruins nos controles, mas são tediosos devido a falta de desafio.



Para coroar, os gráficos não fazem jus às grandes obras que o Plastation 2 já havia recebido e o enredo é mal desenvolvido, de modo que quem nunca viu o filme nunca vai entender a trama do jogo. E não adianta me falar coisas como “Ah, mas esse jogo saiu no fim de vida do PS2”, isso não é motivo para tratar o público desse console com tamanho desleixo.

2- Batman Beyond – Return of the Joker.



Outro jogo que também já foi citado em nosso “joguei e não recomendo”, Batman Beyond, é o único game baseada na excelente série Batman do Futuro (como ficou conhecida no Brasil). O título se baseia em um longe que mostra o retorno do maior inimigo do cavaleiro das trevas, O Coringa. Em Batman do futuro quem assume a identidade do morcego é Terry McGinnis, 20 anos após Bruce Wayne deixar de vestir o capuz do morcego.



Batman Beyond foi lançado para Nintendo 64 e Playstation, sendo os mesmos jogos, tendo só diferenças na parte gráfica. O jogo segue o estilo briga de rua, ou seja, ande para o lado e bata em tudo que se move ao longo de 6 longas e tediosas fases, sempre com a mesma música e os mesmo inimigos. Legal, hein? Nossa!!!

E o pior é que Batman Beyond tinha potencial. Há equipamentos legais para usar e a jogabilidade não é ruim. O problema é que o jogo possui fases ridiculamente longas e enjoam muito rápido. Os inimigos não apresentam desafio algum e uma criança de cinco anos é capaz de terminar esse jogo. E isso não é exagero, na época que eu tinha essa fita, meu primo de cinco anos conseguiu zerar esse jogo em trinta minutos.

1- Superman 64.

Pode até parecer clichê da internet, mas não tem como essa lista terminar de outra forma. O primeiro lugar vai para um dos piores jogos de todos os tempos: Superman 64, um jogo tão ruim, mas tão ruim... Sei lá, é tão ruim que não tem como ser pior.



Desenvolvido pela Titus, Superman 64 tinha como missão ser o grande jogo do homem de aço para o Nintendo 64. Mas após mostrar sua beta para a DC Comics, a empresa empatou o projeto, dizendo que o jogo mostrava elementos que iam contra a filosofia do herói, como por exemplo, Superman matar pessoas e bandidos. Com isso, a Titus foi forçada a colocar o Superman em um mundo virtual criado por Lex Luthor para salvar seus amigos. Com a mudança na história, consequentemente houve mudanças na nas fases. Resultado, a Titus não teve tempo de melhorar a parte técnica do jogo e Superman foi lançado praticamente igual a sua beta.

Com isso, você percebe que o design das fases é totalmente inacabado e vázio. Os objetos são feios e aleatórios e as cores do jogo são pobres e sem vida. Quase todos os inimigos são apenas sobras com chapéus que ficam atirando em Superman e todos os bonecos são extremamente quadrados e sem modelagem apropriada.



Como se não bastasse ser tecnicamente ridiculo, Superman 64 tem uma jogabilidade absurdamente mediocre. Teoricamente, este é um jogo de mundo aberto, só que que o jogador não tem liberdade de explorar o mapa. Para chegar nas missões Superman deve voar através de aneis, e há um tempo curto demais para fazer isso. Agora tente fazer isso com um controle de vôo totalmente impraticável. Superman 64 é um jogo digno de risos!


Escrito por: Lipe Vasconcelos.





  


Nenhum comentário:

Postar um comentário